13/07/2026
Na reunião do Comando Nacional de Greve, a Coordenadora da Fasubra, Márcia Abreu, fez uma fala que costura memória, identidade e projeto de futuro da categoria. Ela lembra que entrou na categoria em 1989 e que, há vinte anos, “nós éramos bedeis, funcionários do professor”, mas que, com o plano de carreira, a maioria voltou a estudar, se capacitar e se fortalecer coletivamente, muitas vezes “da sua própria iniciativa, com seu próprio esforço”.
Márcia destaca o orgulho pela categoria e pela diversidade das entidades, inclusive das que não entraram na greve, reconhecendo que cada uma contribuiu “da sua forma, com as suas limitações, com as suas possibilidades, pra que esse movimento fosse exitoso”. A fala reforça que nenhuma greve é igual à outra, que todos os movimentos são inéditos, e que esta luta ampliou a pauta inicial de 2024, resultando em um acordo muito mais robusto, referência para outras categorias do serviço público.
Ela afirma com firmeza que a categoria seguirá lutando pelo cumprimento integral do acordo de 2024, deixando claro que o novo acordo não substitui o anterior, mas se soma às conquistas já asseguradas. E lança uma imagem poderosa de dignidade coletiva: “essa categoria não vai sair de joelho dessa greve, vai sair de pé, vai sair altaneira, vai sair com a responsabilidade que sempre teve”.
Ao defender que “somos nós que somos direção”, Márcia reafirma que a condução da greve é compartilhada, que cada entidade e cada chapa tem seu quinhão de responsabilidade, e que as decisões pertencem à base organizada—delegados que votam de acordo com o que suas bases definem. É essa prática democrática que garante unidade, fortalece a luta e impede que alguém queira “ser melhor do que ninguém”, porque todos contribuem na medida de suas condições.
Sua fala termina apontando para o futuro: seguiremos em luta, em marcha, “construindo a unidade na diversidade e na adversidade”. Uma síntese da história da Fasubra e da certeza de que essa greve não é fim, mas parte de um caminho de resistência, formação e conquista coletiva.