Educação e Sexualidade

Educação e Sexualidade Página destinada a compartilhar informações sobre Educação e Sexualidade.

11/11/2016

A Educação Sexual é uma função de todos nós que temos um papel importante na Educação das pessoas. Promover conhecimento sobre sexualidade fortalece o aluno e cria condições para tomadas de decisões assertivas, diminuindo a vulnerabilidade e melhorando o desempenho escolar.

Assim, o professor é fundamental também como educador sexual. Para muitos alunos esse profissional é a única pessoa com quem eles podem contar para ampliar seus conhecimentos sobre sexualidade e desenvolver uma nova visão sobre fatos que, às vezes no seu meio social, podem ser tratados como sem importância para a vida deles, como é o caso da decisão sobre a primeira vez ou a gravidez na adolescência. Um professor que está atento a importância desse papel faz toda a diferença na vida dos alunos. Ele se torna uma pessoa capaz de aumentar a bagagem da vida dessa criança ou adolescente.

11/11/2016

Como a escola deve falar de s**o?

Pesquisadores afirmam que os jovens na fase dos primeiros namoros devem receber orientações sobre s**o sem mitos nem preconceitos

12/06/2013 14:43
Texto Mariana Queen

Falar de s**o com crianças e adolescentes é papel dos pais, certo? Sim, mas é importante que esse assunto também seja abordado em outros ambientes de convivência dos jovens, principalmente na escola. Afinal é no ambiente de estudos que aparecem as principais mudanças nas relações afetivas entre as crianças e os jovens: no primeiro ciclo de aprendizagem, o namoro inocente; já no Ensino Médio, namoros que fomentam vontades e descobertas se***is se tornam mais comuns.

"Hoje o s**o é abordado livremente na televisão e nas revistas. É preciso tratar do assunto também na escola", diz Ademar Francisco da Silva, coordenador da Escola Estadual Ary Corrêa, de Ourinhos, interior de São Paulo. "A escola tem de informar os alunos e tirar suas dúvidas, porque estudante precisa conhecer cientificamente o que acontece com seu corpo", completa. Ainda que o assunto seja tabu para muitas famílias, é preciso assumir o tema precisa ser abordado com os jovens já que o s**o está presente na vida.

Qual deve ser o foco da discussão sobre s**o? A pesquisa "Retrato do Comportamento Sexual do Brasileiro", realizada pelo Ministério da Saúde em 2009 com 8 mil pessoas, mostra que 35,4% dos brasileiros fizeram s**o antes dos 15 anos de idade. É fato: crianças e adolescentes estão descobrindo a sexualidade e os limites do próprio corpo cada vez mais cedo. Por isso o foco deve ser a orientação sexual, mesmo. É preciso passar a informação sem reforçar mitos e preconceitos e possibilitando o diálogo da forma mais aberta possível. E isso deve acontecer tanto na escola quanto em casa.

"Existe uma crença equivocada de que fornecer Educação Sexual é o mesmo que incentivar a inicialização da vida sexual na escola", diz Isabel Botão, técnica do Departamento de DST/ AIDS e Hepatites Virais do Ministério da Saúde. Ela acredita que é indispensável a criação de um canal confiável de debate sobre o tema nas escolas, local onde as crianças e os adolescentes passam a maior parte do tempo. "S**o faz parte do cotidiano do jovem, não adianta negar", diz.

http://educarparacrescer.abril.com.br/comportamento/educacao-sexual-406667.shtml

31/10/2013

Brincadeiras se***is: entender ou reprimir?
31 de October de 2013 às 10:47 | Sexualidade

Um dos posts que mais mobilizou os leitores do nosso blog foi sobre a sexualidade infantil. Então, vamos atender a alguns pedidos que apareceram nos comentários e voltar a falar um pouco no assunto.

Vou contar uma história real. Neste ano, fui convidada por uma escola de Educação Infantil para dar uma consultoria sobre o seguinte caso:

Seis ou sete crianças de aproximadamente cinco anos fizeram uma brincadeira no banheiro: elas se desafiavam a colocar o p***s de um colega na boca. Um dos meninos ficou sabendo da brincadeira e, ao chegar em casa, contou para a mãe o ocorrido. Em pânico, a mãe ligou para os demais pais. Eles combinaram de falar com a diretora da escola – que, até então, não sabia de nada.

Vocês podem imaginar como a diretora ficou ao saber da história… Sem saber ao certo como lidar com a situação, ela pediu minha ajuda. As dúvidas eram muitas:

- Por que as crianças haviam feito aquilo?
- A brincadeira indicava comportamento homossexual?
- Como indicar às crianças que a brincadeira era imprópria?
- Qual a melhor abordagem para tratar do assunto com os pais?

O que eu fiz
Num primeiro momento, tive uma conversa longa e detalhada com a diretora, com a psicóloga da escola e com a professora que estava responsável pelos alunos durante o momento em que se deu a brincadeira sexual. O objetivo era enteder melhor o que havia ocorrido. Segundo elas, na hora, nada no comportamento das crianças indicava que elas estavam fazendo uma brincadeira. Elas apenas entravam no banheiro, como é comum acontecer. Mas um vídeo da câmara de segurança do pátio mostrava que, enquanto dois deles entravam no banheiro, um tomava conta para avisar caso fossem descobertos. Era um indício de que eles sabiam estar participando de uma atividade que não seria facilmente aceita no ambiente escolar.

A partir desse entendimento preliminar, decidimos abordar o problema de forma global, por meio de quatro linhas de ação:

1- Com os alunos
A psicóloga da escola juntou todos os envolvidos, sem alarde, e conversou com eles pedindo para que contassem sua versão do fato. Também colocou a eles uma questão central: “Qual foi a motivação para fazer a brincadeira?”

A resposta levou ao encaminhamento da conversa: “Foi para provar coragem!”. Eles apostaram para ver quem conseguia vencer o nojo de pôr um p***s na boca.Ou seja: eles sabiam que a brincadeira não era aceitável, mas não pelos motivos que imaginávamos: não havia um caráter de sexualização, mas, sim, um desafio às normas socialmente estabelecidas.

Em uma conversa, a psicóloga mostrou para os pequenos a importância do corpo de cada um, explicando que nele há partes que todo mundo pode ver e até tocar, com a permissão deles. Mas existem outras – como o p***s – que são da nossa intimidade, não devem ficar à mostra e nem ser tocado em brincadeiras. Além disso, ela mostrou que existem muitas formas de coragem, como por exemplo, assumir um erro, enfrentar um colega que queira lhe agredir, defender um amigo, pedir ajuda quando precisa… e que se um tem coragem para uma determinada coisa, o outro pode ter para outra. Não precisa de provas para eles se descobrirem corajosos: no dia a dia eles já são testados com as obrigações e oportunidades que surgem na escola, na sala de aula, na família, na relação com os amigos.

Para finalizar, ela deixou bem claros os limites da escola para aquele tipo de brincadeira: não era para se repetir.

2 - Com os pais dos alunos envolvidos
Eu, a diretora e a psicóloga da escola promovemos um encontro em que deixamos, inicialmente, que eles colocassem tudo o que os estava preocupando com relação à confiança na atenção da escola aos alunos, à segurança e em relação ao significado sexual deste comportamento. As questões relacionais entre pais e escola foram respondidas e ponderadas pela diretora e a psicóloga, que assumiram o compromisso de aumentar a atenção aos alunos nos horários que estão fora da sala de aula e preparar seu professores e funcionários para estarem atentos e saber lidar com o comportamento sexual na infância.

Quanto às questões se***is, era minha hora de falar. Eu os tranquilizei, principalmente em relação à suposta influência que aquela experiência poderia ter na orientação sexual de seus filhos – uma das principais preocupações dos pais. Mostrei como se dava o desenvolvimento da sexualidade na infância, pontuando que a brincadeira sexual entre crianças da mesma idade não afeta em seu desenvolvimento – e muito menos interfere ou provoca a homossexualidade quando ocorre com crianças do mesmo s**o. O interesse deles não é sexual: é uma questão de curiosidade e oportunidade.

3 – Com os demais pais
Eu realizei uma palestra sobre o desenvolvimento sexual da criança que mostrou como construímos, na infância, os alicerces que compõem nossa sexualidade: a vinculação afetiva, a configuração da imagem corporal, a identidade sexual de gênero , a segurança, os medos e as preocupações… E também as sensações eróticas.

Novamente, o cerne foi indicar que não há nada de errado na expressão da sexualidade na infância – a mudança deve vir mais de nós, adultos, do que deles. Precisamos saber lidar com a situação, ouvindo as curiosidades da criança e, com base nelas, ensinar sobre seu corpo, sua responsabilidade e, principalmente, sobre os limites de boa convivência na família ou na escola.

4 -Com os professores

Fizemos um curso sobre sexualidade infantil, em que todas as temáticas colocadas são detalhadamente conversadas, para que o professor adquira naturalidade e uma postura adequada para lidar com o comportamento sexual na infância.

A partir dessas aboradagens, a situação-problema foi contornada. A escola não passou mais por nenhuma saia justa com a sexualidade de seus alunos. De quebra, conseguimos realizar um trabalho de orientação com pais, alunos, professores e gestores sobre a importância de entender os comportamentos se***is dos pequenos – e não apenas reprimi-los quando não os julgarmos adequados.

É isso. Me conte o que achou dessa abordagem. Aproveite e compartilhe sua experiência: você já viveu alguma experiência parecida em sua escola? Compartilhe com a gente nos comentários. Até a próxima.

Disponível em: http://revistaescola.abril.com.br/blogs/educacao-sexual/2013/10/31/brincadeiras-se***is-entender-ou-reprimir/

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O NOVO PAPEL DA FAMÍLIA NA EDUCAÇÃO DAS CRIANÇASEscrito por Katia Dutra em 21 maio, 2012Boa tarde, pessoal.Quando falamo...
09/10/2013

O NOVO PAPEL DA FAMÍLIA NA EDUCAÇÃO DAS CRIANÇAS
Escrito por Katia Dutra em 21 maio, 2012

Boa tarde, pessoal.
Quando falamos em família, é bem provável que venha a sua cabeça a imagem do pai, da mãe, um ou dois filhos e um bichinho de estimação. Mas, cuidado. Esse modelo, apesar de ser considerado atual, pode direcionar as escolas e os gestores de educação a um caminho complicado na formação das crianças. O grande risco que correm as instituições de ensino diz respeito à evolução da célula familiar ao longo dos anos. Hoje, a escola se transformou em um caldeirão em que as crianças convivem com diversas situações em casa: pais adotivos, padrastos, madrastas, meios-irmãos, avós, tios, primos, uniões homosse***is etc.

A MISSÃO DOS EDUCADORES
Mais do que nunca, educadores e escolas precisam rever conceitos e trabalhar pela construção de uma nova forma de relacionamento entre escolas e pais. As transformações que o conceito de família têm passado nos últimos anos precisam adentrar os portões da instituição. E, para isso, a melhor forma ainda é o diálogo.
De acordo com o psicoterapeuta, José Ernesto Bologna, a escola precisa rever essencialmente suas posições e ter uma atuação mais protagonista no relacionamento familiar. O principal problema é a descrença da sociedade como um todo – e, em especial, dos educadores – na instituição “família”. Hoje, existe um senso comum de que a família não passa de uma idealização.
Esse é o maior erro da escola! A família não morreu. Apenas se modificou. E, por isso, é tão importante que os professores e coordenadores incentivem a participação de pessoas fundamentais para as crianças em sua educação.
A dica proposta pela revista Educatrix é diminuir o espaço das diferenças. A escola deve ter em seus projetos formativos a questão dos gêneros, da igualdade e de outros temas que impactam a vida dos alunos. Dessa forma, a formação das crianças passa a ser facilitada pela escola.
Pais, coordenadores e professores sempre serão a estrutura da ponte pela qual todos os alunos caminham!

Disponível em: http://pnld.moderna.com.br/2012/05/21/o-novo-papel-da-familia-na-educacao-das-criancas/ em: 09/10/2013_às13: 00.

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