Kamayura Página Oficial do Povo Kamayura | Alto Xingu.

Jawari - Celebração dos Guerreiros.Foram os Trumai que introduziram no Alto Xingu o ritual do Jawari. O Jawari é um ritu...
24/02/2023

Jawari - Celebração dos Guerreiros.

Foram os Trumai que introduziram no Alto Xingu o ritual do Jawari. O Jawari é um ritual complexo dedicado aos guerreiros mortos, cujo evento central é a disputa, entre dois grupos de arremesso de dardos através de um propulsor.

A festa é permeada por um conjunto extenso de cantos e de situações contendo diálogos polêmicos. Segundo a interpretação de alguns estudiosos, o Jawari agregaria em seus rituais os símbolos da guerra e da paz, criando o espaço para a manifestação da aliança com os inimigos e com as mulheres.

O Jawari pode ser interpretado como uma celebração estabilizadora das relações interétnicas, uma vez que canaliza atitudes de rivalidade e tendências agressivas para uma prática esportiva.

Salve Kamayurá, salve povos originários deste país!

Fonte: ISA

O Pajé Sapaim Kamayurá, foi uma das nossas grandes referências. Hoje vamos celebrá-lo!Foi considerado o maior pajé do pa...
13/02/2023

O Pajé Sapaim Kamayurá, foi uma das nossas grandes referências. Hoje vamos celebrá-lo!

Foi considerado o maior pajé do país e relatava que todos seus ensinamentos foram dados por seu Mamaé (Espírito).

“Música, reza, rituais, as plantas e suas propriedades, aprendi tudo quando tinha 15 anos. Passei dois anos sem sair da oca, durante o processo. Nesse tempo, Mamaé cuidou de mim”, Dizia Sapaim.

A primeira vez que Sapaim saiu da aldeia foi para curar o cientista Augusto Ruschi, que estava doente, com veneno de sapo.

Respeitado, viajou muito pelo mundo. Conheceu o Japão, Nova York, Washington, a Europa quase toda, Marrocos, Noruega e atendeu gente conhecida como o rei Harald V, da Noruega, o cirurgião plástico Ivo Pitanguy, Xuxa, Gisele Bündchen e Leonardo di Caprio.

Sapaim via onde a pessoa estava doente e tirava uma espécie de massa gosmenta na mão, soprava e a doença desaparecia. Se fosse preciso a pessoa utilizar alguma erva, ele saberia no dia seguinte: Sapaim tinha que sonhar para ter a resposta.

Das doenças do homem branco, ele diz que via muita coisa causada por olho grande, inveja, preocupação e nervoso.

“Fui escolhido pelo Mamaé para ser pajé. Ele me guia nas curas, na pajelança. Eu o vejo e sinto, é importante para mim”, explicava.

Hoje honramos seu legado em nossos canais, através da foto registrada pelo fotógrafo Renato Soares.

Lideranças Históricas.No momento em que o país e o mundo olham comseriedade para as questões dos povos originários, enco...
08/02/2023

Lideranças Históricas.

No momento em que o país e o mundo olham com
seriedade para as questões dos povos originários, encontros como este, envolvendo lideranças históricas, fortalecem
a esperança numa realidade melhor.

Raoni Metuktire (Kayapó) e nosso Cacique Kotok, dispensam apresentações.

Que alegria este registro!

O que a infância das crianças indígenas pode ensinar às famílias dos grandes centros urbanos?Que inspirações e ensinamen...
25/11/2022

O que a infância das crianças indígenas pode ensinar às famílias dos grandes centros urbanos?

Que inspirações e ensinamentos podemos tirar de seu modo de viver, de encarar o mundo e de se relacionar com a natureza? E, principalmente, como aproximar as crianças dessas culturas tão ricas para o entendimento da história e cultura do Brasil?

"A comunidade é a primeira referência de afeto da criança indígena.

Se observarmos uma criança na aldeia durante seus cinco anos de vida, ela ficou suja de barro e tomou banho de chuva. Uma criança que pode subir em árvore, tomar picada de marimbondo, formiga e está exposta a riscos e isso ajudará a lidar com o mundo.

A convivência com a mãe natureza nutre a colaboração com o mundo externo.

Ela será capaz de criar e de se proteger no mundo. Se você só tem insegurança e medo em relação a tudo que esta ao seu entorno, é difícil desenvolver uma atitude colaborativa.

A criança que nasce numa aldeia não tem uma residência particular, ela nasce no seio de um coletivo. Essa experiência real de conviver com um mundo de diferentes idades, principalmente com os adultos e a família por perto, é considerada uma primeira orientação afetiva e emocional para a criança".

Lindo depoimento de Ailton Krenak sobre a infância, que nós, Povo Kamayurá, temos orgulho de compartilhar!

Fonte: Lunetas

O peixe, juntamente com o beiju, constitui primordial alimento Kamayurá, sendo a única fonte regular de proteína animal....
22/11/2022

O peixe, juntamente com o beiju, constitui primordial alimento Kamayurá, sendo a única fonte regular de proteína animal.

São várias as técnicas utilizadas, cada qual exigindo diferentes formas de cooperação.

A técnica do timbó, usada por muitas etnias, utiliza diversas plantas arbustivas (cipós), das famílias Sapindaceae e Leguminosae, conhecidas como timbó, com propriedade ictiotóxica, ou seja, que causa a imobilização ou morte peixes, facilitando sua captura e envolve a participação da maioria dos homens da aldeia.

Os peixes em nossa aldeia são retirados da lagoa Ipavu, sendo o tucunará um dos mais comuns.

Em menor número de homens, também executamos a pesca com rede de nylon, cujas operações dispensam cooperação mais ampla.

Já as várias formas de pesca com arcos e flecha, pequenas redes nativas, armadilhas e anzol são realizadas por um ou dois indivíduos, ou entre os membros da família nuclear.

Enquanto na seca o peixe faz parte da dieta de todo dia, nas chuvas sua relativa escassez é compensada com alimentação mais variada, como milho, mamão, abóbora, melancia, entre outros. A agricultura Kamayurá ainda inclui o cultivo de outras plantas tanto para fins cerimoniais (urucu e fumo), como para atender à produção de diversos bens artesanais (cabaça e algodão).

Seja moqueado ou assado o peixe é uma benção para nosso povo!

O pequi é tradicionalmente utilizado pelo Povo Kamayurá, sendoconsiderado como um dos “traços culturais” característicos...
18/11/2022

O pequi é tradicionalmente utilizado pelo Povo Kamayurá, sendo
considerado como um dos “traços culturais” característicos do Alto Xingu.

Apresenta grande importância para os indígenas em função de seus diversos usos e aplicações, principalmente como alimento e uso do óleo com fins medicinais e cosmético. O óleo de pequi possui características físico-químicas benéficas para a pele, pela alta concentração de ácido palmítico, oléico e beta caroteno pró-vitamina A.

Além disto, trata-se de uma planta domesticada pelas etnias Alto Xinguanas, possuindo várias subespécies endêmicas do Território Indígena, além de estar inserida num complexo sistema de manejo incluindo práticas agrícolas, festas associadas, mitos e rituais.

Neste momento na aldeia, uma parte da produção está sendo estocada para o Kuarup de 2023. Um dos processos de estocagem é embalar e conservar a fruta no fundo da lagoa de Ipavu.

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Fonte:ISA / ATIX

É a primeira vez que a cidade de Cuiabá recebe o acervo da coleção, que nasceu de um deslumbramento estético com a belez...
08/11/2022

É a primeira vez que a cidade de Cuiabá recebe o acervo da coleção, que nasceu de um deslumbramento estético com a beleza das formas, cores e grafismos dos bancos indígenas brasileiros.

Uma curiosidade sobre a produção das obras é que elas são talhadas a partir de um único tronco de madeira e pintadas com resinas naturais, como o ingá misturado com pó de carvão e o urucum.

O grafismo e formato das peças espelham o universo cultural e a cosmologia de cada etnia que os criou. Os bancos são geométricos ou zoomórficos, refletindo a diversidade da fauna das regiões de que provêm.

“A preservação dos padrões tradicionais e primitivos de produção revelam a extrema sofisticação estética das civilizações que floresceram no Brasil pré-colonial. Dessa forma, a partir deste único objeto, o banco, pode-se reconstruir toda a variedade, a diversidade e o refinamento das culturas ancestrais brasileiras que permanecem vivas”, complementa o curador Tomas Alvim.

Nosso cacique Akauã esteve lá para prestigiar a exposição e conferir a participação do banco Kamayurá.

Parabéns a todos os envolvidos!

Fonte: Obras de Arte

Sabe aqueles momentos onde precisamos celebrar, fazer fluir boas energias para tudo e todos à nossa volta? Nós Kamayurá ...
04/11/2022

Sabe aqueles momentos onde precisamos celebrar, fazer fluir boas energias para tudo e todos à nossa volta?
Nós Kamayurá utilizamos a ‘Festa Takwara’ para esta finalidade. Através do som das flautas e dança, que passa de oca em oca, levamos alegria para nossas realidades físicas e espirituais.

A Takwara marca o final da temporada de chuvas e funciona para nossa etnia como um despertar para a felicidade. Dançamos por toda a aldeia tocando nossas flautas tradicionais, se deslocando em movimentos rítmicos, batendo com os pés na terra para marcar o compasso. Levamos o colar de contas amarrado ao tornozelo, funcionando como um instrumento de percussão.

Desde pequenos os meninos participam da celebração e as meninas adolescentes se juntam aos homens para participar do ritual formando pares.

Uma festa, uma dança, uma celebração!!!

Você sabia que o Povo Kamayurá tem um canal no Youtube? Sim!Lá você encontra diversos vídeos sobre nossa cultura,tradiçõ...
01/11/2022

Você sabia que o Povo Kamayurá tem um canal no Youtube?

Sim!
Lá você encontra diversos vídeos sobre nossa cultura,
tradições, rituais, costumes e pensamentos.

Inscreva-se e compartilhe nosso conteúdo através do identificador:
www.youtube.com/


Nos vemos também por lá!

Você sabia que o futebol, a paixão nacional, também é nossa!Aqui na aldeia Kamayurá levamos o futebol a sério. Treinamos...
29/09/2022

Você sabia que o futebol, a paixão nacional, também é nossa!

Aqui na aldeia Kamayurá levamos o futebol a sério. Treinamos quase que diariamente, temos diversos times e treinadores exigentes. Temos competições com outras etnias e assim vamos passando de geração para geração o amor por este esporte.

Às vésperas da Copa do Mundo, estamos esperançosos pelo bom desempenho da seleção brasileira, tanto é, que um de nossos jogos de uniforme é o do Brasil.

E não pense que aqui só os homens são aficionados não, as mulheres também jogam e muito bem por sinal!

Os corações Kamayurá são ecléticos: Flamengo, Corinthians, Palmeiras, Vasco, Botafogo, Grêmio entre outros clubes do país são semanalmente observados desde nossa aldeia.

E assim como a maioria da população brasileira, vamos nos divertindo com esta paixão.

Pra frente Brasil!!!

Com muito orgulho que hoje apresentamos a trajetória de uma das nossas principais lideranças: A Pajé Mapulu Kamyurá.Mapu...
20/09/2022

Com muito orgulho que hoje apresentamos a trajetória de uma das nossas principais lideranças: A Pajé Mapulu Kamyurá.

Mapulu nasceu em Ipavu, Alto Xingu, no dia de 23 de junho de 1969, filha de Takumã e Kurimatá, é membra de uma das famílias com maior histórico de chefia do nosso povo.

Mapulu começou sua pajelança aos 15 anos quando adoeceu. Ela sofria de dores e coceiras na perna e passou dois meses deitada em redes, e isso representava, segundo a tradição, o evento que selou seu destino. O Anhangu (espírito) a escolheu para ser pajé e era a única cura para sua enfermidade.

Quem a instruiu e a transformou foi seu próprio pai e grande pajé Takumã. A princípio, este não aceitou a instrução de Anhangu e tentou curar a filha por outros meios, o que no fim não deu certo.

Foram 7 anos acompanhando seu pai, vendo todo o processo necessário de cura, para finalmente tornar-se pajé. A pajelança se dá através do fumo do tabaco e de regras estritas para formação plena, tais como abstinência sexual, dieta alimentar restrita e reclusão. Mapulu ficou 3 meses reclusa e quase 18 meses sem contato sexual, incluindo com aquele que já era seu marido à época, o raizeiro Raul Yawlapití.

Mapulu conta com um alto conhecimento de ervas e um vasto arsenal de saberes tradicionais. Além disso é parteira e tem atuado na formação de novos pajés, sejam homens ou mulheres.

Em breve voltamos para falar mais da Mapulu, pois sobre a primeira mulher pajé do xingu temos muitas informações!



Fonte: Wikipédia

Hoje nosso post trata sobre o cocar, elemento importante da arte plumária.A arte plumária é conhecida no mundo inteiro e...
13/09/2022

Hoje nosso post trata sobre o cocar, elemento importante da arte plumária.

A arte plumária é conhecida no mundo inteiro e está presente nos museus mais importantes. Famosa pela sua beleza e riqueza é repleta de simbolismo e continua sendo uma das criações estéticas mais desenvolvidas pelas culturas indígenas, sobretudo no Brasil.

O cocar possui grande simbologia. Pode ser sinal de responsabilidade e respeito, com uso limitado a pessoas de certas posições sociais (por exemplo, caciques, tuxauas, pajés); pode ser parte de ritos de ligação com ancestrais e com a natureza; ou também de festividades de um povo.

Na produção geralmente as p***s são amarradas umas às outras e muitas delas são associados a outros materiais, tal qual fibras vegetais, madeiras e taquaras.

Cada grupo têm seu estilo e sua técnica, mas em comum a preocupação em fazer com que saia com perfeição. Cada acessório feito carrega inúmeros significados e somente indivíduos do mesmo grupo pode interpretá-lo.

O cocar Kamayurá é utilizado somente em rituais e festividades, nós o chamamos de "Jahuai" ou "Tukanap". Nele normalmente utilizamos p***s de tucano, arara, japim e p***s sagradas do Gavião Real ou Harpia.

Uma coroa que liga o material ao imaterial, traz força, sabedoria e proteção!

Endereço

Campinas, SP
13098-578

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