AEL Arquivo Edgard Leuenroth - AEL
Centro de Pesquisa e Documentação Social
IFCH-UNICAMP Atendimento presencial e remoto. Funciona de segunda a sexta das 9h às 17h.

Dê preferência ao agendamento do atendimento por email, para que nossa equipe possa lhe atender melhor ([email protected]). O Arquivo Edgard Leuenroth (AEL) iniciou suas atividades em 1974 com a chegada da coleção dos documentos impressos reunidos por Edgard Leuenroth, pensador anarquista, militante das causas operárias, linotipista e jornalista por ofício e paixão. Tais fontes foram adquiridas

na época pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) para constituir um centro de documentação que possibilitasse acesso às fontes primárias necessárias aos trabalhos do então recém criado programa de pós-graduação do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Unicamp. Desde então o AEL vem cumprindo seus objetivos de atender a demanda acadêmica e preservar registros históricos da sociedade. Além do acervo que o originou, recebeu outros tantos ligados à história social, política e cultural do Brasil e da América Latina, tais como: história do trabalho e da industrialização, do movimento operário, da esquerda, dos partidos políticos, da cultura e dos intelectuais, da questão agrária, dos direitos humanos e justiça, da imprensa, da opinião pública, dos movimentos sociais, da saúde e da antropologia. Nos últimos anos, o AEL incorporou documentos referentes a novas temáticas, como a história da colonização na América, Ásia e África, expressando o desenvolvimento e a diversidade das pesquisas na instituição.

06/05/2026
Neste 1º de maio destacamos dois conjuntos documentais que registram  a luta dos trabalhadores e trabalhadoras por melho...
30/04/2026

Neste 1º de maio destacamos dois conjuntos documentais que registram a luta dos trabalhadores e trabalhadoras por melhores condições de trabalho em diferentes períodos do século XX. As primeiras imagens são da coleção ‘História da Industrialização'.
A coleção contém documentos manuscritos e iconográficos e ou audiovisual de diversas fábricas da cidade de São Paulo e interior do estado, nos mostrando as condições de trabalho na cidade e no campo, bem como, protestos e reivindicações dos trabalhadores na primeira metade do século XX. A outra parte das imagens são do fundo Voz da Unidade que registra todo o período de abertura política e redemocratização que se deu na década de 1980. Nessa segunda metade do século XX, a luta dos trabalhadores contínua por melhores condições de trabalho e salário, destacando a luta pela jornada de 40 horas e estabilidade no emprego. A última imagem pertence ao conjunto documental João Zinclar e se refere aos movimentos dos trabalhadores no século XXI.

Dia 9 de abril o AEL recebeu a pesquisadora do Instituto de Estudos da Religião (ISER) Magali Cunha.No AEL, Magali parti...
13/04/2026

Dia 9 de abril o AEL recebeu a pesquisadora do Instituto de Estudos da Religião (ISER) Magali Cunha.
No AEL, Magali participou de uma reunião entre o Arquivo, o Laboratório de Antropologia da Religião (LAR-Unicamp) e a Direção do IFCH para discutir potenciais parcerias na preservação e difusão da memória de movimentos negros evangélicos e da história de movimentos religiosos que lutaram em prol da democracia e da justiça social, estreitando o diálogo com o Coletivo Memória e Utopia.
Magali foi uma das convidadas da mesa ‘Memória e Democracia’ ocorrida no dia 8, e aproveitou a vinda à Unicamp para realizar a reunião e conhecer as instalações e alguns acervos do AEL.

Dia 8 o AEL e o IFCH-Unicamp realizam a mesa ‘Memória e Democracia’, para marcar os 62 anos do golpe militar, voltando a...
09/04/2026

Dia 8 o AEL e o IFCH-Unicamp realizam a mesa ‘Memória e Democracia’, para marcar os 62 anos do golpe militar, voltando a debater a resistência e os bastidores do Brasil Nunca Mais, um dos projetos mais ousados de denúncia sobre a repressão política na América Latina.

Na sequência da mesa o público foi convidado para o lançamento do livro ‘Nunca Mais: Os Bastidores da Maior Denúncia Contra a Tortura Já Feita no Brasl’, de Camilo Vannuchi.

Com um debate intenso com o público, o prof Marcelo Ridenti (Unicamp), a pesquisadora Magali Cunha (ISER) e o jornalista Camilo Vannuchi conduziram uma mesa necessária ao integrar a reflexão sobre religiosidade e política, importância do acervo para pesquisa e a vivência dos militantes e bastidores do ousado projeto Brasil Nunca Mais.

A presença de Zenaide Machado, Robêni Costa, Marema Tapajós e Carlos Alberto Lobão engrandeceu esse encontro de gerações ao compartilharem seus relatos pessoais do período de prisão e reflexões políticas sobre a repressão e a importância de nunca deixarmos de falar sobre os horrores da ditadura.

Desde 2023 o AEL marca o mês de abril com debates sobre fontes de pesquisa e o papel dos centros de documentação na defesa da memória e da resistência às ditaduras. A atividade de ontem e as mesas passadas estão disponíveis no canal do IFCH no youtube ( https://www.youtube.com/watch?v=aST5SivlWnQ ).

O evento contou com o apoio do Laboratório de Antropologia da Religião (LAR - UNICAMP), do Programa de Pós Graduação em Antropologia Social (PPGAS-Unicamp) e da CAPES e a Coordenação de Extensão do IFCH.

Amanhã no IFCH-Unicamp, não percam!‘MEMÓRIA e DEMOCRACIA’ debaterá com o professor Marcelo Ridenti (Unicamp), Magali Cun...
07/04/2026

Amanhã no IFCH-Unicamp, não percam!

‘MEMÓRIA e DEMOCRACIA’ debaterá com o professor Marcelo Ridenti (Unicamp), Magali Cunha (ISER) e Camilo Vannuchi a importância da memória e da articulação da sociedade civil e Igrejas na defesa dos direitos democráticos no país. O evento faz parte do exercício de memória sobre a resistência brasileira à Ditadura de 64 e a importância da organização da sociedade na conquista da democracia.

Na sequência teremos o lançamento e sessão de autográfos do livro ‘Nunca Mais: Os Bastidores da Maior Denúncia Contra a Tortura Já Feita no Brasl’, de Camilo Vannuchi.
A obra traz um relato do trabalho clandestino e obstinado por trás do ‘Projeto Brasil: Nunca Mais’, que marcou a reabertura política nos anos 1980 e constitui-se como uma referência fundamental das práticas de tortura no Brasil e também dos laços entre advogados, arquivistas e o Conselho Mundial de Igrejas na proteção da memória e na denuncia internacional das práticas degradantes do regime militar.

LOCAL: Auditório Marielle Franco, no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp
QUANDO: 4ª dia 8/4/26 às 14h30
Transmissão ao vivo no canal do IFCH no youtube

A luta contra as ditaduras latino americanas do século XX foi uma luta coletiva que transbordou os diferentes países. Al...
06/04/2026

A luta contra as ditaduras latino americanas do século XX foi uma luta coletiva que transbordou os diferentes países. Alianças formais e clandestinas foram feitas para que presos políticos voltassem para casa, para que desaparecidos fossem reencontrados e para que a memória desses tempos sombrios não caíssem no esquecimento.

No Brasil, a experiência mais exitosa na preservação da memória sobre as torturas e assassinatos do Regime Militar foi o Projeto Brasil Nunca Mais, cuja documentação encontra-se preservada no AEL desde 1987 e a sua história narrada no podcast e livro ‘Nunca Mais’, de Camilo Vannuchi.

A história de 40 anos de projeto é tão potente que ainda hoje ao consultá-la é possível encontrar coisas novas. No final de 2025 o AEL recebeu de Steven Harper, por intermédio de Vannuchi, a coleção ‘Ditadura no Chile’, um conjunto de 22 microfilmes com documentação das décadas de 1970 e 80 sobre a ditadura chilena. São depoimentos, laudos já conhecidamente faltos de autópsias, trechos de processos criminais, que foram preservados por Charles Harper, responsável pela área de Direitos Humanos do Conselho Mundial de Igrejas nos anos 1970. Steven, filho de Harper identificou a documentação e fez a doação depois de ouvir o podcast, ressuscitando aquilo que não esquecemos: muitas mãos lutaram silenciosa e clandestinamente para que as populações latino americanas pudessem reaver seus direitos democráticos.

O conteúdo e o critério de seleção da Coleção ainda precisam ser devidamente identificados, mas uma coisa é certa: o passado latino de resistência e a parceria entre os mais diversos agentes sociais nunca foram tão presentes como agora.
PARA QUE NÃO SE ESQUEÇA PARA QUE NUNCA MAIS ACONTEÇA
(Fotos de AEL e Camilo Vannuchi)

Recebemos em 16 de março de 2026 o acervo de Ivair Augusto Alves dos Santos. Ivair é mestre em Ciência Política pela Uni...
01/04/2026

Recebemos em 16 de março de 2026 o acervo de Ivair Augusto Alves dos Santos. Ivair é mestre em Ciência Política pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e doutor em Sociologia pela Universidade de Brasília (UnB) onde também ministra aulas no departamento de Sociologia. Ativista do movimento negro desde a década de 1960 é pesquisador e foi assessor da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e Cultura (Unesco). Trabalhou na Coordenadoria Especial do Negro, órgão da prefeitura de São Paulo, durante o final da gestão da prefeita Luísa Erundina, entre 1991 e 1992. No governo Fernando Henrique Cardoso, a partir de 1995, transferiu-se para Brasília, passando a atuar como assessor na então Secretaria de Justiça e Cidadania (que mudou de nome algumas vezes) do Ministério da Justiça, e foi o representante desse ministério no Grupo de Trabalho Interministerial para a Valorização da População Negra de 1995 a 1996. Foi secretário executivo do Conselho Nacional de Combate à Discriminação da Presidência da República. É reconhecido por sua atuação na defesa dos direitos humanos, combate ao racismo, ação afirmativa e políticas públicas para a população negra, foi figura central na implementação de cotas raciais no país. O conjunto documental é composto por folhetos, periódicos, documentos textuais e recortes de jornais e vem integrar o Projeto Afro-Memória desenvolvido atualmente no AEL em parceria com o Afrocebrap.
A foto de Ivair Augusto Alves dos Santos é da página https://mundonegro.inf.br/author/ivairs/

Recebemos no dia 23 de março  o acervo de Benedito de Mendonça (?-1971).  Benedito foi um músico negro, profissional de ...
01/04/2026

Recebemos no dia 23 de março o acervo de Benedito de Mendonça (?-1971). Benedito foi um músico negro, profissional de bandas sinfônicas em cidades do interior de São Paulo na região de Araraquara. O acervo é composto por partituras de músicas de autoria de Mendonça e de outros; jornais e panfletos de cidades como Araraquara, Monte Aprazível e Tanabi. Os documentos datam da década de 1920 a 1970, e foram doados pela bisneta do músico Stephanie Cristina Mendonça Ribeiro. Esse acervo vem somar-se aos 16 conjuntos documentais que constituem o Projeto Memória Negra desenvolvido atualmente no AEL, como também dialoga com o conjunto documental Corporação Musical Campineira dos Homens de Cor (versão digital) que o AEL tem sob sua guarda.

Recebemos no dia 25 de março a visita dos representantes do Programa Pró-Memórias do Instituto Galo da Manhã, Jean Camol...
27/03/2026

Recebemos no dia 25 de março a visita dos representantes do Programa Pró-Memórias do Instituto Galo da Manhã, Jean Camoleze e Pedro Puntoni. O Instituto é uma instituição de fomento à preservação de acervos e apoio à atuação estratégica da sociedade civil na defesa da democracia e do Estado de Direito. Jean é educador e Historiador, especializado em Educação do Campo e doutor e mestre em Ciência da Informação pela UNESP/Marília e Pedro é Prof da Universidade Estadual de São (USP), pesquisador do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico e do Cebrap - Centro Brasileiro de Análise e Planejamento, e está na coordenação do Programa Pró-memórias do Instituto Galo da manhã desde 2024. No AEL, conheceram todas as seções e os trabalhos técnicos desenvolvidos pela equipe, a área de guarda e documentos de alguns fundos documentais, como o Centro de Informação Mulher, Nair Benedicto, Centro de Pesquisa Vergueiro e Jesus Carlos.

O AEL tem o prazer de convidar para a Mesa redonda ‘MEMÓRIA e DEMOCRACIA’ com o professor Marcelo Ridenti (Unicamp), Mag...
26/03/2026

O AEL tem o prazer de convidar para a Mesa redonda ‘MEMÓRIA e DEMOCRACIA’ com o professor Marcelo Ridenti (Unicamp), Magali Cunha (ISER) e Camilo Vannuchi, sobre a importância da memória e da articulação da sociedade civil e Igrejas na defesa dos direitos democráticos no país. Na sequência teremos o lançamento e sessão de autográfos do livro ‘Nunca Mais: Os Bastidores da Maior Denúncia Contra a Tortura Já Feita no Brasl’, de Camilo, no dia 8/4 (quarta-feira) no IFCH/Unicamp, às 14h30.

O evento faz parte do exercício de memória sobre a resistência brasileira à Ditadura de 64 e a importância da organização da sociedade na conquista da democracia.

‘Nunca Mais’ traz um relato do trabalho clandestino e obstinado por trás do ‘Projeto Brasil: Nunca Mais’, que marcou a reabertura política nos anos 1980 e constitui-se como uma referência fundamental das práticas de tortura no Brasil e também dos laços entre advogados, arquivistas e o Conselho Mundial de Igrejas na proteção da memória e na denuncia internacional das práticas degradantes do regime militar.

O evento, realizado pelo AEL e IFCH-Unicamp, conta com o apoio do Laboratório de Antropologia da Religião (LAR - UNICAMP), do Programa de Pós Graduação em Antropologia Social (PPGAS-Unicamp) e da CAPES.

LOCAL: Auditório Marielle Franco, no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp
QUANDO: 4ª dia 8/4/26 às 14h30

Endereço

Rua Cláudio Abramo, 377
Campinas, SP
13083-856

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