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Macaco não vota em Bolsonaro

A Ponte Preta é o primeiro clube do futebol brasileiro a possuir um jogador negro. Apenas 12 anos após a abolição do regime escravocrata, num período em que o racismo predominava e o futebol era um esporte exclusivo de brancos.

Quando nossos rivais na cidade nos chamaram de “macacos”, nós nos apropriamos corajosamente e a macaca tornou-se nosso mascote oficial.

Na cabeça dos racistas, os brancos eram mais “evoluídos”, enquanto os negros estariam mais “atrasados”, mais próximos do macaco, numa escala evolutiva.

Esta tese não tem base científica e só serviu de pretexto para justificar a escravização de africanos. Os brancos, assim como os negros, possuem um ancestral comum que viveu justamente na África.

118 anos após a nossa fundação, com toda uma bonita história de luta contra o racismo, um candidato a presidência da República faz campanha estipulando o peso de pessoas negras em “arrobas”, comparando negros com animais.

Além da comparação com os macacos, durante a escravidão os negros eram considerados “bem semovente” (equivalente ao gado) e assim figuram nos inventários das fazendas no período.

Votar em Bolsonaro é cuspir em um dos momentos mais marcantes da história da Ponte Preta, talvez o mais importante. É zombar da memória de Miguel do Carmo, primeiro negro a desafiar o racismo e ousar jogar futebol no Brasil vestindo a camisa da Ponte.

Abaixo o racismo!
Macaco não vota em Bolsonaro!

Autoria: MACACOMUNA

Endereço

Praça Francisco Ursaia 1900
Campinas, SP

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