28/11/2025
*Eleição STMC 2025: o que os pelegos escondem da categoria*
A eleição para a diretoria do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de Campinas (STMC) que aconteceu em 10-11/09/2025 foi marcada por irregularidades e golpes do início ao fim.
Diante da grande mobilização e organização da categoria, e com medo de perder a eleição no voto para a CHAPA 2 - OPOSIÇÕES UNIFICADAS, a direção pelega — que há anos mantém vínculos estreitos com os governos municipais — decidiu recorrer às táticas mais antidemocráticas e espúrias do sindicalismo brasileiro.
Desde o início, a condução do processo pela Comissão Eleitoral, completamente subserviente às vontades da atual direção, revelou a falta de transparência, o impedimento sistemático da fiscalização e o favorecimento explícito à CHAPA 1 (CTB, grupo do Tadeu).
Um dos exemplos mais graves foi a permissão para que comissionados participassem como candidatos na CHAPA 1, medida flagrantemente irregular e em desacordo com o Estatuto do STMC.
Durante os dias de votação, servidoras e servidores foram impedidos de exercer seu legítimo direito estatutário ao voto em trânsito/separado. Até mesmo fiscais e candidatos da CHAPA 2 sequer conseguiram votar, pois, ao acompanharem as urnas, tiveram negado o direito ao voto em trânsito.
No primeiro dia da eleição, representantes da CHAPA 2 foram impedidas de acompanhar a guarda das urnas; no segundo dia, foram proibidas de acompanhar a apuração dos votos — evidenciando a farsa eleitoral meticulosamente organizada pela Comissão Eleitoral a serviço da CHAPA 1.
Após a fraude e a truculência que marcaram todo o processo, a CHAPA 1 se autoproclamou vencedora, baseando-se em uma contagem de votos altamente questionável. A "posse" da nova diretoria ilegítima, realizada em 24 de outubro de 2025, ocorreu às escondidas, sem qualquer divulgação prévia para a categoria e sem a publicação oficial do edital, como determina o estatuto da entidade.
Nas semanas seguintes ao processo eleitoral, a CHAPA 2 coletou centenas de assinaturas em um abaixo-assinado pela anulação da eleição, e recebeu 132 denúncias de irregularidades em um formulário online. Esses elementos foram utilizados para embasar uma ação judicial na Justiça do Trabalho, que também conta com inúmeras provas materiais das irregularidades.
Neste momento ainda estamos aguardando o julgamento de um pedido liminar para suspender os efeitos da eleição, e divulgaremos à categoria assim que essa decisão for tomada pelo juiz. Com ou sem liminar, o processo seguirá com a apuração minuciosa dos fatos e até uma decisão final, que pode anular a eleição e determinar que seja refeita sob supervisão da Justiça.
Enquanto isso, a diretoria ilegítima tenta inverter a narrativa, acusando a CHAPA 2 de cometer as mesmas práticas golpistas que eles próprios executaram. Em vez de fabricar mentiras e atacar quem denuncia o golpe eleitoral, a diretoria do sindicato deveria se preocupar em defender o direito ao 13º do vale-alimentação e organizar uma luta concreta em defesa dessa conquista da categoria.
Seguimos em luta! A eleição não acabou!
Sindicato é para lutar!
Chega, deu! Fora Tadeu!
CHAPA 2 – OPOSIÇÕES UNIFICADAS