Região da Picada de Goiás

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Página criada por Leonardo Alves para divulgar a história da Picada de Goiás, que foi um caminho real aberto entre 1736 e 1739 por sertanistas paulistas em sua maioria, ligando São João del Rei à Vila Boa de Goiás.

Atividades produtivas em Pitangui e região na primeira metade do século XIX.
18/07/2026

Atividades produtivas em Pitangui e região na primeira metade do século XIX.

A Picada de Goyaz terminava oficialmente em Vila Boa (atual Cidade de Goiás), mas havia um prolongamento que seguia até ...
04/07/2026

A Picada de Goyaz terminava oficialmente em Vila Boa (atual Cidade de Goiás), mas havia um prolongamento que seguia até Vila Bela da Santíssima Trindade, situada no Mato Grosso, fronteira com a Bolívia. A estrada também passava por Cuiabá, e por ela eram escoados ouro, diamantes e gado vacum. A imagem a seguir mostra Vila Bela da Santíssima Trindade no ano de 1772.

Cartografia da Picada de Goyaz A Carta da Nova Lorena Diamantina foi desenhada pelo pintor e cartógrafo Caetano Luiz de ...
10/06/2026

Cartografia da Picada de Goyaz

A Carta da Nova Lorena Diamantina foi desenhada pelo pintor e cartógrafo Caetano Luiz de Miranda em 1801. Miranda nasceu no Arraial do Tijuco (atual Diamantina/MG) e era funcionário da Intendência dos Diamantes. O mapa representa uma importante região produtora de diamantes que o autor denominou como "Nova Lorena Diamantina". Essa região compreendia vários rios diamantíferos, dentre eles o Indaiá, o Abaeté e o Rio do Sono. Dentro da "Nova Lorena Diamantina" existia uma rede de registros e quartéis destinados a tentar conter o contrabando de diamantes. No entanto, havia grande quantidade de diamantes contrabandeados, haja vista a corrupção e o suborno que imperavam entre muitos soldados responsáveis pela fiscalização em registros e quartéis.

Pitangui surgiu em 1709, fundada por paulistas que foram derrotados na Guerra dos Emboabas. Foi elevada à vila em 1715 s...
05/06/2026

Pitangui surgiu em 1709, fundada por paulistas que foram derrotados na Guerra dos Emboabas. Foi elevada à vila em 1715 sob a denominação de Vila de Nossa Senhora da Piedade de Pitangui. Após uma série de revoltas contra a Coroa, seu nome foi alterado para Vila de Nossa Senhora do Pilar de Pitangui. Terminado o ciclo do ouro, Pitangui emergiu como importante centro agropastoril, com destaque para a produção de cachaça e criação de gado bovino. Pitangui, transformou-se também, em importante entreposto comercial ao longo da estrada que ligava Sabará a Vila Boa de Goyaz.

Foto: Antiga Matriz de Nossa Senhora do Pilar construída no século XVIII e destruída em 1914 por um incêndio.

Cartografia Histórica da Picada de Goyaz Mapa da Conquista do Mestre de Campo Regente Chefe da Legião Ignácio Correa Pam...
04/06/2026

Cartografia Histórica da Picada de Goyaz

Mapa da Conquista do Mestre de Campo Regente Chefe da Legião Ignácio Correa Pamplona feito por Manoel Ribeiro Guimarães em 1784. No detalhe, vemos a região de Formiga: Nº 9 (Capela de Nossa Senhora das Candeias), Nº 10 (Capela de São Vicente Ferrer da Formiga), Nº 11 (Matriz de Nossa Senhora do Livramento do Piumhy), Nº 3 (Capela de São Francisco de Paula), Nº 1 (Capela da Senhora da Oliveira) e Nº 12 (Capela de Santo Antônio da Serra da Ponte de Diamante). Na rede de drenagem vemos os rios Jacaré e Formiga que pertencem à Bacia do Rio Grande e o Ribeirão das Araras que pertence à Bacia do Rio São Francisco. Reparem que a estrada que vem de Candeias para Formiga também é denominada como Picada de Goyaz. No mapa, aparece ainda a picada que vem de Tamanduá para Formiga. Os números 30 e 31 são quilombos destruídos.

Mapa presente na página 114 e que mostra a rede de caminhos que ligavam as Capitanias de Minas Gerais e São Paulo a Goiá...
02/06/2026

Mapa presente na página 114 e que mostra a rede de caminhos que ligavam as Capitanias de Minas Gerais e São Paulo a Goiás. De acordo com Lourenço (2005), a Picada do Desemboque foi aberta pelo padre Marcos Freire de Carvalho e funcionava como um desvio à Estrada do Anhanguera, favorecendo assim ao contrabando de ouro. Lembrando que o padre Marcos Freire de Carvalho, e seu auxiliar, o padre Félix José Soares, foram grandes contrabandistas de ouro e transformaram o Desemboque num importante centro desse contrabando. Segundo Lourenço (2005), uma considerável quantidade de ouro extraída na Comarca do Rio das Mortes deixou o território mineiro via Desemboque, que no século XVIII e início do XIX, pertencia à Capitania de Goiás.

Referência bibliográfica:

LOURENÇO, Luís Augusto Bustamante. A Oeste das Minas: escravos, índios e homens livres numa fronteira oitocentista Triângulo Mineiro (1750-1861). Uberlândia: EDUFU, 2005. 353p.

Mapa do Esboço do Plano de Ouro na Região do Rio das Mortes, publicado em 1881. Autor: Anônimo
21/05/2026

Mapa do Esboço do Plano de Ouro na Região do Rio das Mortes, publicado em 1881.

Autor: Anônimo

Feliciano Cardoso de Camargo e sua incessante busca por ouroDe acordo com Waldemar Almeida Barbosa, o bandeirante paulis...
18/05/2026

Feliciano Cardoso de Camargo e sua incessante busca por ouro

De acordo com Waldemar Almeida Barbosa, o bandeirante paulista Feliciano Cardoso de Camargo foi o tipo de sertanista aventureiro, daqueles que não conseguiram fixar-se em lugar nenhum. Depois de encontrar ouro no Quilombo, lugar situado no atual município de Piracema, lá ficou por cerca de um ano e resolveu explorar um pouco mais adiante com o intuito de encontrar ouro. Feliciano e seu primo Estanislau de Toledo Piza percorreram cerca de cinco léguas até descobrirem um ribeiro a que deram o nome de Tamanduá, e outro córrego que denominaram Rosário. A chegada de Feliciano e Estanislau à Tamanduá, ocorreu em 1739. Segundo Barbosa, o local imediatamente encheu-se de mineiros vindos de São José, de São João Del Rei e principalmente do Quilombo, cujas minas ficaram abandonadas.
Em conversa com colegas que estudam a história do Centro-Oeste Mineiro, chegamos à conclusão de que o professor Waldemar Almeida Barbosa cometeu um equívoco ao creditar a descoberta de ouro por Feliciano Cardoso de Camargo ao “Quilombo situado há algumas léguas da Serra de Itatiaiaussu, ao sul de Itaguara”, atualmente no município de Piracema. A distância de cinco léguas, que o autor afirma que existe entre esse Quilombo de Piracema e Tamanduá, não coincide com a realidade, pois a distância correta é de quinze léguas. Portanto, acreditamos que o Quilombo que Feliciano Cardoso de Camargo tenha encontrado ouro seja o Quilombo que atualmente está situado no município de Carmo da Mata. A distância do Quilombo de Carmo da Mata a Tamanduá (atual Itapecerica) é de aproximadamente cinco léguas. Observando a carta geológica Oliveira na escala 1: 100.000, constatamos que o Quilombo de Carmo da Mata está numa região formada por rochas do Supergrupo Rio das Velhas (metaultramafito, xisto, quartzito e formação ferrífera bandada). Tais rochas estão associadas à ocorrência de ouro.
Em 1740, estava constituído o arraial e não tardou a chamar a atenção dos oficiais da Câmara de São José Del Rei. Desse modo, a 30 de maio de 1744, em acórdão, deliberou aquela Câmara que devia tomar posse do novo descoberto e do arraial. “E em 18 de julho de 1744, no 'lugar do descobrimento e arraial de São Bento', o Juiz Ordinário (...) tomaram posse solenemente do descobrimento e do arraial, para a Vila de São José”.
Depois de se estabelecer na denominada Casa da Casca do Tamanduá, Feliciano e Estanislau abriram uma picada para o Piumhi e para outras localidades situadas no Sertão da Farinha Podre, na esperança de encontrarem minas de ouro. Nesse sertão hostil do Piumhi, já havia andado o bandeirante Domingos Rodrigues do Prado, foragido da Justiça por causa de sua atuação como uma das lideranças na Revolta de Pitangui em 1720.
Após o domínio reinol do arraial do Tamanduá, partiram para a região do rio das Abelhas (ou das Velhas), o paulista Feliciano Cardoso de Camargo, Agostinho Nunes de Abreu, Estanislau de Toledo Piza, Bartolomeu Bueno do Prado, Francisco Xavier do Prado, José Taciano Flores, Vitoriano Pereira, Valentim Gomes, Simão Dias Pereira e o padre Antônio Martins Chaves. Feliciano e mais cinco companheiros, acabaram sendo mortos em 1748 por indígenas caiapós, provenientes do “Sertão do Paraná”.

Referências bibliográficas:

CORRÊA, Leopoldo. Achegas à História do Oeste de Minas (Formiga e municípios vizinhos). 2ª ed. Formiga (MG): Consórcio Mineiro de Comunicação, 1993. 304p.

GONDIM, Carlos; LOPES, Geraldo Magela Gondim. Memorial do Legislativo de Itapecerica. Itapecerica (MG): Câmara Municipal de Itapecerica, 2007. 536p.

MARTINS, Tarcísio José. Quilombo do Campo Grande: a história de Minas que se devolve ao povo. Contagem (MG): Editora Santa Clara, 2008. 1032p.

Pesquisa feita pelo professor Leonardo Alves

Cartografia Histórica da Picada de GoyazCarta Geográfica de Minas Gerais produzida por volta da década de 1770. Nessa ca...
07/05/2026

Cartografia Histórica da Picada de Goyaz

Carta Geográfica de Minas Gerais produzida por volta da década de 1770. Nessa carta, observa-se a inscrição "Campo Grande ou Quilombo da Ambrózio" na porção oeste da capitania mineira.

Endereço

Carmo Da Mata, MG

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