14/01/2026
Sobre adoção e animais na rua:
Em 2025, comemoramos 20 adoções. Foram vinte histórias de recomeço: patas antes cansadas encontraram colo, carinho, um nome e, principalmente, um lar. Cada adoção representou uma vitória contra o abandono. Ainda assim, sabemos que podemos ir além. Esse número pode — e precisa — crescer. Queremos ver mais animais ganhando uma família para chamar de sua, porque quanto mais patinhas seguras caminhando por aí, mais amor se espalha pela nossa cidade.
Há uma reflexão presente na obra de Marina Colasanti, que inspira a compreendermos que a palavra “rua” não define ninguém. Nem pessoas, nem animais pertencem à rua. Quando alguém está nela, é porque foi levado até ali por escolhas humanas, por ausências, por abandono. A rua não é origem, é consequência. Isso decorre de decisões humanas, de ausências de cuidado e de responsabilidade. Essa reflexão reforça o papel da sociedade e do poder público na promoção do acolhimento, da proteção e da construção de caminhos que retirem da rua aqueles que jamais deveriam estar nela.
Logo, não existem cachorros de rua. Existem cachorros na rua. E todo cachorro que está na rua foi deixado lá por alguém. Animais não escolhem o abandono. Eles são colocados nessa situação e dependem de nós para sair do frio, da fome, do medo e da invisibilidade. A pergunta que f**a é simples e necessária: quem os colocou na rua — e por quê?
Adotar é um ato de amor, mas também de responsabilidade. É escolher interromper esse ciclo.
Em 2026 e nos anos que virão, que sejamos nós a mudança que queremos ver: mais mãos estendidas, mais lares abertos, mais decisões conscientes.
Que possamos transformar abandono em cuidado, solidão em pertencimento.
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Desde já agradeço pela atenção!
Atenciosamente,
Camila Severiano - Licenciadora Ambiental