04/09/2026
Apenas três meses depois da denúncia feita pela APP-Sindicato de que um aluno do Colégio Cívico-Militar Etelvina Cordeiro Ribas, de Curitiba, foi impedido de estudar só porque seu tênis tem uma listra branca no solado, o mesmo estabelecimento de ensino voltou a ser manchete por práticas consideradas autoritárias e de violação dos direitos da infância e adolescência.
De acordo com reportagem divulgada pelo Jornal Plural, câmeras de vigilância foram instaladas dentro dos banheiros feminino e masculino utilizados pelas (os) estudantes. Os equipamentos só foram retirados recentemente, após uma denúncia anônima ao Ministério Público do Paraná (MPPR).
No relato recebido pelo MPPR, a denunciante dizia que o diretor “monitora as alunas e suas intimidades através de uma câmera dentro do banheiro feminino”. Pela cronologia narrada pelo jornalista José Marcos Lopes, os equipamentos começaram a funcionar a partir de 2022, um ano depois do estabelecimento adotar o modelo cívico-militar.
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