02/08/2017
Com o empresário Breno Fernando Solon Borges, de 37 anos, a Polícia Rodoviária Federal encontrou 129Kg de maconha e 199 projéteis de 7.62 e 71 projéteis de 9mm. No seu celular foram encontradas mensagens em que uma submetralhadora U*i e a fuga de um detento são negociadas.
Após 3 meses preso, o Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul – corte em que a mãe do empresário é desembargadora - decidiu substituir a prisão provisória por uma internação em uma clínica médica. De acordo com a defesa de Breno, ele sofre de síndrome de borderline.
No Rio de Janeiro, Rafael Braga Vieira foi preso durante as manifestações de junho de 2013 portando uma garrafa plástica de pinho sol. Condenado por porte de artefato explosivo, Rafael progrediu para o regime semiaberto em 2016, mas logo voltou para a cadeia. De acordo com a Polícia Militar, ele portava 0,6g de maconha e 9g de co***na no momento do seu flagrante.
Os policiais ouvidos no processo apresentaram versões contraditórias sobre como Rafael teria agido ao ser abordado, o local que o levaram após a prisão, e apresentaram uma versão na delegacia e outra na frente do juiz sobre a quantidade de pessoas presentes no momento da abordagem.
O pedido da defesa para acessar o registro do GPS da tornozeleira eletrônica, que poderia provar a versão em que Rafael que estava apenas indo comprar pão quando foi preso, foi simplesmente negado pelo magistrado do caso, que o condenou a onze anos de prisão. Mesmo diante disso tudo, ontem, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro negou o habeas corpus pedido pela defesa de Braga Vieira.
A seletividade parece ser a característica marcante da guerra às dr**as no Brasil. Punindo desproporcionalmente os que tem poucos recursos financeiros e privilegiando os que têm muito.
Apesar de vendida como solução para o problema da violência urbana e o caos social, a guerra às dr**as claramente piorou ambos. O Brasil envia tanques de guerra e faz nossos policiais carregarem fuzis em áreas lotadas de civis. Ainda assim, temos 60 mil homicídios por ano e um número ainda maior de estupros.
Não é sem motivo. Enquanto a polícia perde tempo numa guerra contra um objeto inanimado, criminosos cometem crimes. Mais do que isso, todo o papel do estado nessa guerra parece ser garantir que grupos criminosos sejam imunes a lei e não tenham concorrentes, um elemento a qual os barões do tráfico não conseguem sobreviver: http://bit.ly/2nELIba