17/11/2021
Essa geração “DANÇA”?
Além do que falei nos dois posts anteriores há ainda a questão das redes sociais e a alienação pela imitação, desejo do desejo do outro.
Conhecida como Teoria Mimética, sistematizada e propagada pelo historiador, antropólogo e crítico literário francês, René Girard onde ele pontua exatamente isso, de que todo desejo é a imitação do desejo de outra pessoa.
E como conhecer os desejos de outras pessoas de forma mais fácil, do que através das mídias sociais? Ninguém mais precisa ser espionado, eles mesmos fazem fotos e vídeos de dentro da sua casa, do seu quarto, da sua intimidade e os divulgam e dessa forma expõem seus desejos e geram desejos semelhantes nos demais.
E aquilo que já falamos antes; a equalização mental e até contextual da grande maioria - porque não pensam, ou nem tentam imitar aqueles que estão MUITO ACIMA de quem eles são, mas se são semelhantes nos vários contextos - os faz pensar e acreditar que podem ter e ser aquilo que o outro tem e é; sendo assim vivem uma busca desenfreada pelos likes e compartilhamentos num ciclo de inveja, soberba, luxúria, e afins. O desejo de ver, desejar, cobiçar de alguns é alimentado pelo conteúdo que é produzido, e a soberba, vaidade e arrogância de outros também a medida que os likes aumentam, e a sensação de poder ou de impotência, de outros ainda, à medida que alcançam ou não que o outro conseguiu.
No fim de tudo; não há vencedores nessa corrida; apenas seres vazios e alienados sem capacidade de ao menos nominar e descrever o que sentem durante uma sessão de terapia; sem a menor percepção de si mesmos; sem potencial para formular uma frase crível e inteligível, que dirá desenvolver um raciocínio lógico e minimamente razoável em termos educativos; que conseguem desenvoltura física (nem precisa ter muita) para fazer determinados movimentos sensuais e danças no mínimo estranhas, mas nenhuma desenvoltura mental.
Continua…