23/07/2026
Enquanto El Niño ameaça Santa Catarina, governo Jorginho Mello não investe na prevenção.
Santa Catarina convive historicamente com enchentes, deslizamentos, vendavais e outros eventos climáticos extremos, agravados pelas mudanças climáticas. Diante desse cenário, investir em prevenção, infraestrutura, monitoramento, educação ambiental e fortalecimento da Defesa Civil não é uma opção: é um dever do Estado e uma política pública capaz de salvar vidas.
Entretanto, segundo o relatório do TCE-SC, em 2025 o governo estadual executou apenas cerca de metade dos recursos previstos para ações de prevenção e preparação para desastres. Em 2024, a execução foi ainda menor, alcançando apenas 44% do orçamento disponível. O levantamento também aponta que, nos primeiros meses de 2026, diversas ações estratégicas, como investimentos em barragens, melhorias na Defesa Civil e programas de educação para proteção e prevenção, permaneceram sem execução orçamentária.
Ainda mais grave é a informação de que recursos originalmente previstos para prevenção e adaptação climática foram remanejados para despesas com publicidade institucional, enquanto milhões de catarinenses permanecem expostos aos riscos provocados pelas enchentes e demais eventos extremos.
A cada chuva intensa, quem paga o preço é a classe trabalhadora: famílias perdem suas casas, pequenos agricultores veem sua produção destruída, trabalhadores e trabalhadoras ficam sem renda e comunidades inteiras enfrentam enormes dificuldades para reconstruir suas vidas. Os desastres não são apenas fenômenos naturais; seus impactos são profundamente condicionados pelas decisões políticas sobre onde e como o Estado investe seus recursos. A tragédia climática não pode continuar sendo tratada como uma fatalidade!
Partido Comunista Brasileiro (PCB)
Comitê Regional de Santa Catarina