Coletivo Negro de Serviço Social Magali da Silva Almeida

Coletivo Negro de Serviço Social Magali da Silva Almeida Após pesquisar acerca de representações negras na história da profissão, percebemos a escassez de referências que sejam acessíveis para as e os estudantes.

O Coletivo Negro Magali da Silva Almeida foi fundado no dia 9 de setembro de 2017 e surge com o objetivo de fortalecer política e academicamente estudantes negros e negras do curso de graduação em Serviço Social buscando visibilizar a temática étnico-racial no curso da Universidade Federal de Santa Catarina e destacar sua importância para compreensão da questão social no Brasil. Nesta perspectiva

realizamos leituras e debates de autores negros e negras que aborgem sobre a cultura, relações raciais e história dos africanos e afrodescendentes no contexto social do velho e novo sistema. Além disso, objetivamos integrar estudantes negros e negras do curso para que possamos nos reconhecer enquanto tal e fortalecer laços e alianças, no intuito de estabelecer um espaço de cuidado e bem-estar psicológico dos acadêmicos negros e negras. Ao tomarmos conhecimento sobre a professora Magali da Silva Almeida, aproveitamos sua vinda à UFSC para uma palestra e a convidamos para um encontro onde pudemos conversar sobre os planos para o coletivo. Ela que é doutora em Serviço Social, professora da Universidade Federal da Bahia e possui várias produções na área de Serviço Social, além de uma vasta carreira em vários campos da profissão, tornou-se para nós alguém que podemos além de ter como referência, alguém que podemos contar. Devido a admiração pela professora e sua história, pedimos a mesma que aceitasse nossa singela homenagem batizando o coletivo com seu nome, a mesma com muito carinho aceitou e desde então utilizamos seu nome para nos representar. Convidamos a todas e todos estudantes negras e negros de Serviço Social da UFSC a somar conosco neste espaço e fortalecer essa discussão na área de Serviço Social para que não sejamos mais invisíveis à questão social brasileira.

06/06/2020
[DICA DO MAGA] Beatriz Nascimento foi uma historiadora, poeta e militante do movimento negro. Autora de diversos artigos...
06/04/2020

[DICA DO MAGA] Beatriz Nascimento foi uma historiadora, poeta e militante do movimento negro. Autora de diversos artigos sobre racismo, quilombos e a situação da mulher negra no Brasil, a intelectual foi uma das pioneiras da discussão da questão racial no ambiente acadêmico. Brutalmente assassinada em 1995, ao defender uma amiga que sofria violência doméstica, Beatriz deixou um legado que urge ser visibilizado.
Uma de suas brilhantes produções é o filme-documentário Orì (1989), dirigido por Rachel Ge**er e escrito e narrado pela própria Beatriz, que trata do processo de [re]construção da identidade do negro, passando pela formação dos movimentos negros das décadas de 70 e 80, tendo como fio condutor o conceito de quilombo.

ASSISTA AQUI: https://drive.google.com/file/d/1PBQutmbrgakx63IUUD8qOgIM2wKVId4n/view

Para além dos impactos gravíssimos na saúde da população, a pandemia causada pelo Coronavírus também tem repercutido eco...
05/04/2020

Para além dos impactos gravíssimos na saúde da população, a pandemia causada pelo Coronavírus também tem repercutido economicamente e atingido de forma brutal milhares de famílias em situação de vulnerabilidade social.
É dever do Estado prover meios para que as pessoas possam permanecer em quarentena de forma segura, mas quem tem fome, tem pressa e torna-se cada vez mais urgente a organização coletiva. Famílias da Vila Aparecida atingidas pela crise precisam de alimento! Para contribuir entre em contato com Rony, morador da comunidade em Florianópolis.

NOTA DE ESCLARECIMENTO - COLETIVO NEGRO DE SERVIÇO SOCIALO Coletivo Negro Magali da Silva Almeida vem a público explicar...
13/03/2020

NOTA DE ESCLARECIMENTO - COLETIVO NEGRO DE SERVIÇO SOCIAL

O Coletivo Negro Magali da Silva Almeida vem a público explicar sobre o último ocorrido de racismo que militantes passaram com outra militante do Centro Acadêmico Livre de Serviço Social (UFSC) e representante da Executiva Nacional de Serviço Social, pois desde sua fundação o Coletivo se posiciona contra toda e qualquer forma de opressão. Tendo como principal frente, a racial.
Recentemente uma militante do Centro Acadêmico e da Executiva Nacional cometeu uma série de atos ra***tas com integrantes do Coletivo Negro de Serviço Social, desde silenciamentos e posicionamentos ra***tas. Nos últimos meses a conduta da militante do CALISS e ENESSO foram problemáticas pelas constantes reproduções de racismo para com seus militantes, que por muitas vezes foram silenciados e ofendidos pelas atitudes da mesma. O último ocorrido foi quando o CALISS e Coletivo construíram juntos a ida dos estudantes ao Seminário Nacional de Formação Profissional e Movimento Estudantil do Serviço Social 2020 (SNFPMESS). Durante as atividades de organização do evento, a militante do Centro Acadêmico e representante da Executiva estabeleceu, com uma das militantes do Coletivo Negro, uma relação de "supervisionamento" como se a militante negra não fosse capaz de tocar a tarefa para qual se colocou.
Enquanto militantes negros compreendemos a dificuldade que é nos colocarmos em movimento em uma sociedade que reforça um imaginário ra***ta sobre nós. E quando uma militante branca, por meio de suas práticas duvida do potencial de uma militante negra para desenvolver uma tarefa, toda uma estrutura é reforçada além de uma série de gatilhos. Para além disso, essa estrutura de "comando" continuou ocorrendo no Seminário (SNFPMESS 2020) visto que a representante da ENESSO e CALISS continuou a questionar se a militante negra estava conseguindo cumprir as tarefas para qual tinha se colocado.
Por fim, depois de uma série de práticas marcadas pela hierarquia de raças, outro atravessamento acompanhando de silenciamento ocorreu. Uma das militantes negras do Coletivo resolveu fazer uma intervenção no seminário, devido a falas ra***tas que ocorreram sobre os estudantes negros do sul, por meio de uma fala na plenária e foi questionada e silenciada pela mesma militante que disse que seria mais apropriado discutir a temática em outro espaço (reunião da região VI). Mais uma vez a militante utilizou de sua voz e posição dentro da Executiva para indicar que não seria apropriado que a militante negra falasse.
É importante pensar sobre o que acontece quando as mulheres negras falam? Porque historicamente pessoas brancas tentam nos silenciar? A branquitude hegemônica acredita que todos os espaços de poder os pertencem. E de fato, a estrutura da sociedade aponta para isso. No entanto, nós mulheres negras estamos cansadas do silenciamento e subordinação. Não vamos mais nos calar. A universidade não foi pensada para população negra, e por isso que é tão difícil para a branquitude nos ver disputando os espaços de poder.
Entretanto, nós, militantes do Coletivo Negro ressaltamos que não podemos encarar todas as situações sem questionar o aspecto racial, tendo em vista que a militante do CALISS e ENESSO tem tais práticas há muito tempo. Uma militante do Coletivo e do CALISS ressalta que há muito tempo é atingida diretamente por conta posições ra***tas da referida militante, e que as situações vem ocorrendo desde o semestre passado (2019.2), com ela sendo atravessada constantemente nas tarefas, onde havia uma cobrança consecutiva, e sendo silenciada ao trabalhar com a mesma em uma determinada comissão do Centro Acadêmico, e tal militante e representante refez seu trabalho já feito, atravessando a militante negra. Para além, tem ainda a situação em que a militante espalhou um boato, não verídico, sobre o Coletivo Negro referente a estarmos querendo “tirar” duas militantes do Centro Acadêmico, resultando em atrito entre o CALISS e Coletivo Negro.
Por isso, o Coletivo Negro de Serviço Social se reuniu para avaliar como poderíamos pensar em enfrentamentos dessa prática. Chamamos reuniões com o Centro Acadêmico e também com a Executiva Nacional do nosso Curso para debater o assunto. Após termos um acúmulo dessas reuniões entendemos, em um espaço deliberativo do Coletivo Negro Magali da Silva Almeida, que faríamos um pedido enquanto Coletivo de um afastamento temporário da Militante, para que a mesma pudesse ter um tempo para repensar suas práticas e também se dedicar a leituras e processos formativos no que tange às questões raciais. Como Coletivo, oferecemos apoio para disponibilizar leituras e demais materiais para auxiliar no processo da Militante. Reforçamos que o nosso pedido de afastamento não tem como objetivo práticas punitivas, visto que não concordamos com essa perspectiva. Mas gostaríamos que práticas ra***tas não fossem mais silenciadas em nosso curso e instituição.
O coletivo está publicando essa nota no intuito de explicar os últimos acontecimentos mas também como forma de dizer que estamos atentas. Não permitiremos mais que nos calem e diminuam nosso potencial. Avançamos em luta até que o racismo e todas as outras formas de opressões caiam! Ademais, não aceitaremos mais tais práticas em nenhuma instância, visando que outros estudantes negros que passaram pelo Centro Acadêmico Livre de Serviço Social também sofreram racismo dentro do espaço de militância.

Obs: muitas palavras foram tiradas das atas das reuniões que o Coletivo Negro Magali da Silva Almeida realizou juntamente com o CALISS e ENESSO.

O Coletivo Negro Magali da Silva Almeida coloca-se a disposição!

[...]"Marca de mito embotávelMistério que a tudo anunciaE que se expõe no dia a diaQuando deverias estar resgaurdadaSeu ...
08/03/2020

[...]

"Marca de mito embotável
Mistério que a tudo anuncia
E que se expõe no dia a dia
Quando deverias estar resgaurdada
Seu ritus de alegria
Seus véus entecruzados de velharias
Da inóspita tradição irradias
Mulher!"
Beatriz Nascimento.

O Coletivo Negro de Serviço Social - Magali da Silva Almeida se reune em uníssono a voz das mulheres nas mais diversas formas de ser, existir, sentir e se expressar.
Dia 8 de março lembramos de luta, de força e bravura ao longa da história! Lembramos de Dandara, Luisa Mahin, Carolina de Jesus, Lélia Gonzales, Beatriz Nascimento, Marielle e tantas mais! Lembramos que o mundo é sustentado pelas mulheres negras! Lembramos das que vieram antes de nós e prepararam o nosso caminho. Nos comprometemos a seguir os passos de luta e prosseguir trilhando caminhos de emancipação.
Mulheres negras fizeram e fazem história! 👊🏾✊🏿

O Coletivo Negro de Serviço Social - Magali da Silva Almeida juntamente com o CALISS pensaram em atividades para recepci...
04/03/2020

O Coletivo Negro de Serviço Social - Magali da Silva Almeida juntamente com o CALISS pensaram em atividades para recepcionar todes vocês em 2020.1, desde mesas para debates até práxis com funk.

Todas, todes e todos preparados??? Vem com nós!!!

Nos veremos amanhã. 🔥

Endereço

R. Eng. Agronômico Andrei Cristian Ferreira, S/n/
Florianópolis, SC
88040-900

Horário de Funcionamento

Terça-feira 09:00 - 17:00
Quinta-feira 09:00 - 17:00

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Nossa história

O Coletivo Negro Magali da Silva Almeida foi fundado no dia 9 de setembro de 2017 e surge com o objetivo de fortalecer política e academicamente estudantes negros e negras do curso de graduação em Serviço Social buscando visibilizar a temática étnico-racial no curso da Universidade Federal de Santa Catarina e destacar sua importância para compreensão da questão social no Brasil. Nesta perspectiva realizamos leituras e debates de autores negros e negras que aborgem sobre a cultura, relações raciais e história dos africanos e afrodescendentes no contexto social do velho e novo sistema. Além disso, objetivamos integrar estudantes negros e negras do curso para que possamos nos reconhecer enquanto tal e fortalecer laços e alianças, no intuito de estabelecer um espaço de cuidado e bem-estar psicológico dos acadêmicos negros e negras. Após pesquisar acerca de representações negras na história da profissão, percebemos a escassez de referências que sejam acessíveis para as e os estudantes. Ao tomarmos conhecimento sobre a professora Magali da Silva Almeida, aproveitamos sua vinda à UFSC para uma palestra e a convidamos para um encontro onde pudemos conversar sobre os planos para o coletivo. Ela que é doutora em Serviço Social, professora da Universidade Federal da Bahia e possui várias produções na área de Serviço Social, além de uma vasta carreira em vários campos da profissão, tornou-se para nós alguém que podemos além de ter como referência, alguém que podemos contar. Devido a admiração pela professora e sua história, pedimos a mesma que aceitasse nossa singela homenagem batizando o coletivo com seu nome, a mesma com muito carinho aceitou e desde então utilizamos seu nome para nos representar. Convidamos a todas e todos estudantes negras e negros de Serviço Social da UFSC a somar conosco neste espaço e fortalecer essa discussão na área de Serviço Social para que não sejamos mais invisíveis à questão social brasileira.

A foto acima foi tirada no dia da fundação do coletivo.