25/08/2026
O MPT em Goiás ajuizou Ação Civil Pública contra o Município de Goiânia por condições degradantes de trabalho no Paço Municipal.
A ação pede a condenação de R$ 100 milhões por danos morais coletivos e medidas urgentes para proteger cerca de 4 mil trabalhadores que atuam no complexo — servidores, terceirizados, estagiários e aprendizes.
A medida foi tomada após mais de 2 anos de investigação, 14 denúncias e 5 inspeções do Cerest e do próprio MPT, que constataram:
» Calor excessivo: temperaturas de 29°C a 31°C em setores de trabalho, acima do limite de 18°C a 25°C previsto na NR-17;
» Riscos ergonômicos e estruturais: mobiliário deteriorado, cadeiras quebradas, fiação exposta e instalações elétricas improvisadas;
» Risco biológico: presença recorrente de pombos, ninhos e fezes em áreas de convivência e alimentação;
» Problemas de segurança e acessibilidade: elevadores inoperantes, escadas sem iluminação adequada e banheiros sem condições mínimas de higiene.
O MPT tentou a solução extrajudicial por meio de notificações, reuniões e proposta de Termo de Ajuste de Conduta (TAC), mas as medidas adotadas pelo Município foram consideradas insuficientes.
Além da indenização, a ação requer a regularização da climatização, controle de pombos e descontaminação das áreas, análise ergonômica de todo o Paço, substituição de mobiliário, manutenção dos elevadores e reforma das instalações sanitárias, entre outras adequações.
Para o MPT-GO, a situação é inadmissível na sede do Executivo Municipal e revela descaso com as normas de saúde e segurança do trabalho.
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Foto: Secom Goiânia.
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