Petar O PETAR (Parque Estadual Turístico do Alto do Ribeira) é um dos Parques mais antigos do Estado de São Paulo. A maior concentração de cavernas do Brasil

O PETAR conta com uma área de 35.712 ha, visando resguardar e proteger o rico patrimônio natural da região do Alto Ribeira, representado pela importante biodiversidade dos remanescentes de Mata Atlântica, pelos sítios paleontológicos, arqueológicos, históricos e por abrigar uma das províncias espeleológicas mais importantes do Brasil com mais de 300 cavernas cadastradas pela SBE - Sociedade Brasil

eira de Espeleologia. FAUNA DO PETAR
A contiguidade de outras Unidades de Conservação vizinhas, como o Parque Estadual Intervales – PEI, Parque Estadual Carlos Botelho – PECB e Estação Ecológica de Xitué – EEX, aliado à existência de uma área de entorno ainda conservada, assegura à região um contínuo de mata íntegra (>200.000 ha) que permite a existência de espécies faunísticas de amplo território, como a onça-pintada (Panthera onca), o mono-carvoeiro ou muriqui (Brachyteles arachnoides) e gavião-real ou harpia (Harpia harpya). Cerca de 30 outras espécies de vertebrados encontram-se na lista de ameaçados de extinção, como a rara ave marialeque (Onychorhyncus coronatus), a ágil lontra (Lutra longicaudis) e curioso cágado (Hydromedusa maximiliani), entre outros. FLORA DO PETAR
Em relação à flora, o contínuo ecológico da região permite a sobrevivência de espécies típicas de matas íntegras, como canelas (Ocotea ssp. e Nectandra spp.), cedros (Cedrela fissilis), figueiras (Ficus spp.), jatobás (Hymenaea courbaril), bucúvas (Virola oleifera), etc. Ainda, resultante do bom estado de conservação das matas, encontram-se nestas Unidades de Conservação remanescentes de palmito-juçara (Euterpe edulis), considerada espécie-chave na cadeia alimentar da Mata Atlântica, responsável, através de sua grande quantidade de frutos, pela alimentação de vário animais na floresta. Grande parte de sua extração é ilegal, e esta espécie tem desaparecido das matas não protegidas. Importante também no equilíbrio desta floresta, é a rica variedade de Epífitas (bromélias, orquídeas, lianas), que colonizam os troncos e copas de árvores frondosas, sendo lar para vários tipos de invertebrados e anfíbios, que alimentam grande parte da fauna regional. CAVERNAS DO PETAR
A existência de matas bem conservadas, aliada à característica de relevo escarpado e cárstico, que faz frente aos ventos do Atlântico Sul, resulta em grandes quantidades de chuva, cuja água é armazenada e escoada por densa drenagem superficial e subterrânea. A região funciona como um enorme reservatório de água para o futuro. Deslumbrantes cachoeiras, formadas por rios cristalinos, lançam-se rumo às planícies, através de altitudes que variam de 200 a mais de 1.000 metros. Correndo rápido pela acentuada declividade desta porção da Serra de Paranapiacaba, as águas pluviais, saturadas de ácido carbônico proveniente de solos altamente húmicos dos seus arredores, penetram nas fissuras rochosas e desgastam continuamente o calcário, abrindo dutos e galerias, originando um dos espetáculos mais incríveis da natureza: as cavidades naturais ou cavernas calcárias. Seus impressionantes e magníficos espeleotemas (estalactites, estalagmites, cortinas, colunas, flores, etc.) atestam esta contínua e lenta evolução. PRESERVAÇÃO DO PETAR
Minerações ilegais, extração de palmito, caça e pesca, contaminação de rios, desmatamentos, são algumas formas de agressão que ameaçam o PETAR. Além dos trabalhos de fiscalização, os esforços de preservação têm envolvido as comunidades tradicionais que vivem na Unidade e na região de entorno do Parque, criando alternativas econômicas como o ecoturismo, com formação de monitores locais. Sob a responsabilidade do Instituto Florestal, órgão da Secretaria do Meio Ambiente, a implantação do PETAR é realizada por equipe técnico-administrativa e de guardas-parque (vigias e guias), contando com a participação do instituto Geológico, Fundação Florestal, Prefeituras Municipais de Iporanga e Apiaí, Polícia Florestal e de Mananciais, Organizações Não Governamentais (espeleológicas e ecológicas), pesquisadores científicos e um grupo voluntariado de apoio, além de outras instituições. NÚCLEOS DO PETAR
O PETAR possui quatro núcleos de visitação e apoio às atividades de fiscalização e pesquisa. O NÚCLEO SANTANA - PETAR localiza-se no vale do rio Betari, uma das paisagens mais notáveis da região. Oferece diferentes roteiros de visitação tais como a caverna de Santana, a trilha do Betari (Caverna Água Suja, Torre de Pedra e cachoeiras do Betarizinho e Andorinhas) e a trilha do Morro-Preto Couto (Gruta do Morro-Preto, cachoeira do Couto e Caverna do Couto). O NÚCLEO CABOCLOS - PETAR localiza-se na região central do Parque. Com relevo de planalto e altitude mais elevada, constitui-se ponto de partida para visitas em cavernas (Chapéu, Aranhas, Água Sumida, Arataca, Pescaria e outras) cachoeiras (Sete Reis e Maximiniano) e outros atrativos. Apresenta infra-estrutura com área de acampamento, sanitários e lavanderia. O NÚCLEO OURO GROSSO - PETAR, situado próximo ao bairro da Serra (Vale do Betari), conta com um, centro de Educação Ambiental para o desenvolvimento de atividades junto à comunidade local e a rede escolar, além do atendimento aos grupos que executam trabalhos de interpretação ambiental, possuindo um pequeno museu com utensílios tradicionais da região. O NÚCLEO CASA DE PEDRA - PETAR, através de uma bela trilha, dá acesso para uma das cavernas com um dos maiores pórticos de entrada do mundo (215 metro de altura) – a Casa de Pedra. O Núcleo conta com uma base de fiscalização e controle turístico, localizada no vale do rio Iporanga. NORMAS GERAIS DO PETAR
Horário de visita aos Núcleos: de terça a domingo, das 8h às 17h;
Para acesso às áreas de visitação restrita é necessária uma solicitação prévia junto à Administração do PETAR;
Antes de sair para seu passeio, preencha a Ficha de Visitação junto ao Posto de Guias e oriente-se com os funcionários. A visitação somente é permitida nos roteiros turísticos pré-determinados.
É fundamental que um guia do Parque ou monitor credenciado faça o acompanhamento;
São cobradas dos visitantes, taxa de ingresso e serviço de monitoria para áreas de visitação extensiva (solicitação prévia);
Reservas de grupos organizados de excursão, devem ser feitas com devida antecedência;
É obrigatória a utilização de vestuário adequado e equipamentos de segurança de acordo com o tipo de atividade pretendida;
Dentro da área do PETAR não é permitido o porte de qualquer espécie de arma ou de materiais destinados à caça e pesca. DICAS E RECOMENDAÇÕES GERAIS - PETAR
O respeito para com o ambiente, outros visitantes e funcionários do parque, assegura um passeio agradável e proveitoso;
Muitos acidentes podem ser evitados pelo uso de equipamentos básicos e adequados (capacete, lanterna, calçado anti-derrapante, vestimentas confortáveis e outros);
Traga de volta todo lixo que produzir (orgânico e inorgânico), guardado-o em sacos plásticos que deverão ser depositados nos latões de lixo existentes;
Evite o uso de sabonete, shampoo ou derivados nos rios e cachoeiras;
Não retire ou colete sementes, plantas e materiais rochosos;Evite consumir bebidas alcóolicas no Parque;
Siga pela trilha principal e não abra trilhas variantes (atalhos);
Nas cavernas não retire absolutamente nada, nem mesmo pedras soltas e não toque nos espeleotemas (estalactites e estalagmites) para não alterar sua formação e não sujá-los;
Não fume no interior da caverna, pois a fumaça é prejudicial a este delicado ambiente. COMO CHEGAR NO PETAR
O PETAR situa-se na região do Alto Ribeira, sudoeste do Estado de São Paulo, há cerca de 320 KM da Capital, nos municípios de Iporanga (75%) e Apiaí (25%), podendo ser acessado pelas rodovias Castelo Branco ou Régis Bittencourt.

18/03/2025

- Anuros mamata.Dada devida importância da fragilidade e cuidados com essas espécies de Anfíbios Anuros entre outras, DJ Dumato destaca nesse novo ...

19/02/2025
Já está no ar minha última produção do curta metragem Alto Ribeira - Fauna Flora Ecoturismo. Com incentivo da  , espero ...
06/01/2025

Já está no ar minha última produção do curta metragem Alto Ribeira - Fauna Flora Ecoturismo. Com incentivo da , espero que gostem e quando vierem para nossa região entre em contato para mais informações.
Feliz 2025 na paz da natureza🙌

Direção e criação - DJ Sylvio Dumato MullerProdução independente com os recursos da Lei Paulo Gusta...

Em outubro é comemorado o Mês do Rio Ribeira de Iguape, no estado de São Paulo. Essa celebração tem como objetivo destac...
21/10/2024

Em outubro é comemorado o Mês do Rio Ribeira de Iguape, no estado de São Paulo. Essa celebração tem como objetivo destacar a importância ambiental, cultural e econômica do Rio Ribeira de Iguape e de sua bacia hidrográfica. Ao longo do mês, são realizadas atividades como palestras, debates, eventos culturais e ações de conscientização voltadas à preservação do rio, que é fundamental para as comunidades ribeirinhas e para a biodiversidade da região.
O mês de outubro, então, veste-se de verde e azul, cores que refletem a alma do Rio Ribeira de Iguape. É um tempo de reverência, de lembrança e esperança, onde cada curva do rio conta uma história antiga, gravada na memória das águas que há séculos banham as margens férteis e sagradas.
Os povos ribeirinhos, herdeiros desta terra, vivem em harmonia com o rio, como se suas vidas fossem um reflexo da correnteza que nunca para, que sempre segue. Outubro é o mês de celebrar essa conexão viva, quase espiritual, entre a terra, a água e os seres que ali habitam.
O Rio Ribeira não é apenas um curso d'água; ele é o coração pulsante de uma região rica em biodiversidade, em histórias e em culturas. Ele carrega consigo os segredos das comunidades quilombolas, das cavernas escondidas e das matas densas que o protegem como guardiãs silenciosas.
Neste mês, cada gota do Rio Ribeira ecoa um chamado para a preservação. É um convite para olharmos para ele com gratidão, com respeito, e lembrarmos que seu destino está entrelaçado ao nosso. Celebrar o Mês do Rio Ribeira de Iguape é, antes de tudo, um ato de amor à natureza, um despertar para a responsabilidade que temos de cuidar desse rio que sustenta a vida e nos conta, em cada onda suave, as histórias de quem somos e de onde viemos.
A correnteza suave de outubro nos lembra que, assim como o rio, nós também fazemos parte de algo maior, fluindo, vivendo e transformando. Que sigamos como o Ribeira, sempre em movimento, sempre buscando renovar e preservar o que há de mais belo e vital.
Salve o Rio Ribeira!!!

A interação entre o beija-flor e a abelha na polinização da flor de maracujá é um exemplo fascinante de como diferentes ...
19/10/2024

A interação entre o beija-flor e a abelha na polinização da flor de maracujá é um exemplo fascinante de como diferentes polinizadores contribuem para a fecundação e formação do fruto. Ambas as espécies desempenham papéis cruciais, mas com métodos e impactos distintos.
Polinização pelo Beija-flor
Características do Beija-flor:
Estratégia de Polinização: Os beija-flores são atraídos pelo néctar das flores, que é uma fonte rica em energia. Eles utilizam seus longos bicos para acessar o néctar, enquanto inadvertidamente transferem o pólen de uma flor para outra, facilitando a polinização cruzada.
Eficácia: Embora os beija-flores sejam eficientes na polinização de algumas plantas, sua contribuição pode variar dependendo da espécie de maracujá. Eles tendem a ser mais eficazes em flores que possuem características adaptadas para atrair aves, como cores vibrantes e néctar abundante14.
Polinização pela Abelha
Características da Abelha:
Estratégia de Polinização: As abelhas, especialmente as maiores como as mamangavas, são fundamentais na polinização do maracujá. Elas coletam o pólen enquanto buscam néctar, tocando as anteras com seus corpos e transferindo o pólen para os estigmas das flores1

Impacto na Produção: A presença de abelhas é crucial; sem elas, a produção de frutos pode cair drasticamente. Estudos indicam que a ausência de polinizadores pode levar a uma redução superior a 90% na produção de maracujás13.
Interação entre Beija-flor e Abelha
Intercalação na Coleta de Pólen:
Complementaridade: O beija-flor e a abelha podem intercalar suas visitas às flores do maracujá, cada um contribuindo para a polinização em diferentes momentos do dia. Enquanto as abelhas podem ser mais ativas durante o dia, os beija-flores podem visitar as flores em horários variados, dependendo da disponibilidade de néctar

Efeito no Sucesso Reprodutivo: A diversidade de polinizadores pode aumentar a taxa de fecundação das flores, resultando em frutos mais saudáveis e abundantes. No entanto, é importante que os polinizadores não competem excessivamente pelo néctar ou pólen, o que poderia prejudicar a eficiência da polinização46.
Considerações Finais
A coexistência do beija-flor e da abelha na polinização das flores de maracujá ilustra a complexidade das relações ecológicas. Ambas as espécies são essenciais para garantir a reprodução bem-sucedida das plantas, contribuindo para a biodiversidade e sustentabilidade dos ecossistemas onde o maracujá é cultivado.
DJ Dumato

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02/10/2024

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O Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira - PETAR, criado em 1958, está localizado na região do Vale do Ribeira, à 340km da capital paulista e à 185km da c...

Endereço

Petar
Iporanga, SP
18330-000

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 08:00 - 17:00
Terça-feira 08:00 - 17:00
Quarta-feira 08:00 - 17:00
Quinta-feira 08:00 - 17:00
Sexta-feira 08:00 - 20:00
Sábado 08:00 - 17:00
Domingo 08:00 - 20:00

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