Cepsul Suas atividades têm abrangência na área costeira e marinha desde o sul do Rio Grande do Sul até o norte do Rio de Janeiro.

O Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Marinha do Sudeste e Sul – CEPSUL, é um Centro Especializado do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade - ICMBio, com sede em Itajaí (SC), vinculado à Diretoria de Pesquisa e Monitoramento da Biodiversidade - DIBIO.

01 de junho — Dia Mundial do Recife Os recifes brasileiros concentram uma parcela desproporcional da vida marinha e, por...
01/06/2026

01 de junho — Dia Mundial do Recife

Os recifes brasileiros concentram uma parcela desproporcional da vida marinha e, por isso, funcionam como ponto sensível para entender mudanças no oceano. Além de sustentarem uma grande variedade de espécies, esses ambientes contribuem para a manutenção de processos ecológicos que influenciam toda a dinâmica costeira, desde o recrutamento de organismos marinhos até a disponibilidade de recursos naturais utilizados por comunidades litorâneas.

É justamente nessa escala fina que o Programa Monitora atua: acompanhando, de forma contínua, a resposta do bioma às pressões que se acumulam ao longo do tempo. Presente em unidades de conservação federais distribuídas ao longo da costa brasileira, o programa gera informações padronizadas e de longo prazo sobre a biodiversidade marinha, apoiando a avaliação da efetividade da conservação e a compreensão das transformações que ocorrem nesses ecossistemas.

Quando a cobertura de corais se altera, quando a composição de peixes muda ou quando algas e outros organismos passam a dominar mais espaço, o recife já está mostrando que o ambiente entrou em desequilíbrio. Por isso, proteger os recifes é proteger a vida marinha.

O peixe-lua (Mola mola) é um dos animais mais curiosos do oceano. Mesmo podendo ultrapassar duas toneladas, seu corpo é ...
27/05/2026

O peixe-lua (Mola mola) é um dos animais mais curiosos do oceano. Mesmo podendo ultrapassar duas toneladas, seu corpo é formado principalmente por tecido cartilaginoso e musculatura mais macia do que a maioria dos peixes ósseos conhecidos. Essas características estão ligadas ao seu modo de vida em mar aberto e à forma como se desloca pelos oceanos.

O comportamento de permanecer próximo da superfície, que deu origem ao nome “peixe-lua”, acontece principalmente após mergulhos profundos em busca de alimento. Depois de descer para as águas frias, o animal retorna à superfície, onde cientistas acreditam que aproveite o calor do sol para ajudar a regular sua temperatura corporal. Na superfície, também é comum observar aves retirando parasitas de sua pele.

A presença do peixe-lua em diferentes regiões do oceano ajuda cientistas a entenderem como as condições do mar influenciam a vida marinha, já que a espécie se desloca acompanhando correntes oceânicas, disponibilidade de alimento e mudanças na temperatura da água.

Apesar do grande porte, o peixe-lua é frequentemente capturado de forma acidental em pescarias oceânicas, especialmente em espinhéis e redes de deriva. A espécie também sofre com a ingestão de resíduos plásticos flutuantes, muitas vezes confundidos com organismos gelatinosos que fazem parte de sua alimentação. Além disso, em áreas com intenso tráfego marítimo, colisões com embarcações representam outra importante ameaça, principalmente para os indivíduos que permanecem próximos da superfície.

22 de maio — Dia Internacional da BiodiversidadeConservar também significa acompanhar. Saber se uma população está aumen...
22/05/2026

22 de maio — Dia Internacional da Biodiversidade

Conservar também significa acompanhar. Saber se uma população está aumentando, diminuindo ou permanecendo estável depende de dados coletados continuamente ao longo do tempo. O Programa Nacional de Monitoramento da Biodiversidade, coordenado pelo ICMBio e considerado a maior iniciativa de monitoramento da biodiversidade in situ da América Latina, por meio de protocolos padronizados e do trabalho conjunto entre pesquisadores, gestores, comunidades locais e instituições parceiras, o programa produz informações sobre espécies, habitats e processos ecológicos que auxiliam a tomada de decisão dentro das unidades de conservação. O monitoramento permite detectar mudanças ambientais, avaliar a efetividade das ações de manejo e compreender como diferentes pressões afetam a biodiversidade ao longo dos anos.

No ambiente marinho e costeiro, o CEPSUL participa desse esforço contribuindo para a geração e interpretação de informações sobre espécies, ecossistemas e processos ecológicos monitorados em unidades de conservação federais. Esses dados ajudam a compreender tendências populacionais, alterações ambientais e desafios para a conservação, fortalecendo uma gestão baseada em evidências e conectada à realidade do território.

A biodiversidade não é estática. Ela responde continuamente às mudanças naturais e às atividades humanas. Por isso, monitorar é uma das etapas fundamentais para conhecer, avaliar e conservar a vida que compõe os ecossistemas.

17 de maio - “Dia Nacional das Espécies Ameaçadas”Embora a data ainda não tenha sido oficialmente instituída no calendár...
17/05/2026

17 de maio - “Dia Nacional das Espécies Ameaçadas”

Embora a data ainda não tenha sido oficialmente instituída no calendário nacional, iniciativas como a desenvolvida no âmbito do PAN CERPAM vêm fortalecendo essa temática junto à sociedade, ampliando a conscientização sobre a importância da conservação da biodiversidade. A proposta de promover uma data alusiva busca justamente dar visibilidade às espécies ameaçadas e contribuir para consolidar a relevância do tema.

Uma espécie não passa a ser considerada ameaçada por percepção isolada ou ocorrência pontual, essa classificação depende de avaliações técnicas que analisam a distribuição, redução populacional, mortalidade, diversas pressões como a pesca e ocupação humana, etc. Quando os critérios atingem determinados limiares, as espécies consideradas ameaçadas de extinção podem ser enquadradas em categorias como Vulnerável (VU), Em Perigo (EN) ou Criticamente Em Perigo (CR).

Essas informações também subsidiam estratégias de conservação desenvolvidas em Planos de Ação Nacional (PANs), ferramenta utilizada para organizar ações voltadas à redução das ameaças que afetam espécies e ambientes prioritários, integrando pesquisa, monitoramento, manejo, mitigação e articulação entre diferentes instituições para direcionar respostas técnicas de conservação ao longo do tempo.

No PAN Tubarões, o foco está na redução de ameaças sobre espécies impactadas ao longo do litoral brasileiro, principalmente pela captura incidental, degradação ambiental e o desconhecimento sobre a relevância destas espécies. Já o PAN Lagoas do Sul atua sobre ecossistemas lagunares e costeiros do Sul do Brasil, integrando ações voltadas à conservação de espécies ameaçadas, habitats críticos e qualidade ambiental desses sistemas.

Os dados produzidos nesses processos são incorporados às fichas públicas disponíveis na Plataforma SALVE, que reúne informações oficiais sobre categorias de ameaça, critérios utilizados e histórico das avaliações da biodiversidade brasileira.

Está aberta a Consulta Ampla do processo de Avaliação do Estado de Conservação de Peixes Cartilaginosos.👉 Nessa etapa, q...
12/05/2026

Está aberta a Consulta Ampla do processo de Avaliação do Estado de Conservação de Peixes Cartilaginosos.

👉 Nessa etapa, qualquer pessoa pode contribuir enviando informações sobre as espécies, incluindo registros de ocorrência e informações sobre ameaças.

➡️ Para participar da consulta, acesse o Sistema de Avaliação do Estado de Conservação da Biodiversidade (SALVE) clicando no link https://salve.icmbio.gov.br/salve-consulta/ (link na bio)
Para visualizar as fichas das espécies e enviar contribuições é necessário:
↪️ Registrar-se e efetuar o login
↪️ Selecionar “Peixes cartilaginosos marinhos - 2026” no campo Consultas abertas

⚠️ O prazo para as contribuições é até 08/06/2026.
Para que possamos ter uma maior participação, encaminhe esse post para que outras pessoas que possam contribuir também!

Foto: Claudio Sampaio

De 27 a 30 de abril, o ICMBio/CEPSUL sediou, em Itajaí (SC), a oficina de avaliação do risco de extinção de nove espécie...
05/05/2026

De 27 a 30 de abril, o ICMBio/CEPSUL sediou, em Itajaí (SC), a oficina de avaliação do risco de extinção de nove espécies de peixes ósseos no Brasil. O encontro reuniu representantes de órgãos governamentais de gestão, instituições de pesquisa e do setor pesqueiro para analisar dados e informações sobre distribuição, situação populacional, pressões antrópicas e conservação, seguindo a metodologia oficial de avaliação.

Participaram MMA, ICMBio/CEPSUL, IBAMA, MPA, COFAU, CONEPE, SINDIPI e diversas instituições acadêmicas. Utilizando o Sistema de Avaliação do Risco de Extinção da Biodiversidade do ICMBio (SALVE), as espécies avaliadas foram a corvina ( _Micropogonias furnieri_ ), cinco bagres ( _Genidens_ spp e _Paragenidens grandoculis_ ) e três cavalos-marinhos ( _Hippocampus_ spp). Houve uma revisão crítica das informações disponíveis, culminando com a categorização do risco de extinção utilizando a metodologia proposta pela União Internacional para a Conservação da Natureza, adotada pelo ICMBio para suas avaliações.
Essas oficinas estruturam a base técnica que subsidia a Lista Nacional Oficial de Espécies Ameaçadas de Extinção, publicada pelo MMA , reduzindo incertezas, alinhando critérios entre especialistas e garantindo que as decisões reflitam o melhor conhecimento disponível, uma etapa decisiva para orientar políticas públicas, manejo pesqueiro e ações de conservação no país.

Dia Nacional da Caatinga – 28 de abril 🌵Você sabia que a Caatinga abriga espécies únicas que não existem em nenhum outro...
28/04/2026

Dia Nacional da Caatinga – 28 de abril 🌵

Você sabia que a Caatinga abriga espécies únicas que não existem em nenhum outro lugar do mundo?

Uma delas é o caranguejo de água doce Kingsleya attenboroughi, recentemente incluído na lista oficial de espécies ameaçadas de extinção do Brasil, publicada na Portaria MMA nº 1.667/2026.

Esse pequeno caranguejo vive exclusivamente em uma região muito específica: o sopé da Chapada do Araripe, no município de Barbalha. Sua área de ocorrência é bastante limitada (menor que 400 km²), o que torna a espécie ainda mais vulnerável.

Mas por que ele está em risco?

As principais ameaças são:
• A expansão urbana na região
• O uso intenso da água, que já é escassa no semiárido
• O despejo de esgoto sem tratamento

Esses fatores degradam o ambiente onde o caranguejo vive, fragmentando suas populações e dificultando sua sobrevivência. Por isso, a espécie foi classificada como Em Perigo (EN), ou seja, corre um alto risco de desaparecer da natureza.

A espécie foi descrita em 2016 (https://doi.org/10.11646/zootaxa.4171.2.9) pelos pesquisadores Alysson Pinheiro e Willian Santana que participaram do processo de avaliação do risco de extinção desta e outras espécies de crustáceos, nas oficinas coordenadas pelo CEPSUL.

Cuidar desse bioma é essencial para preservar sua biodiversidade única 💚

No Dia Nacional dos Povos Indígenas, reconhecemos povos que, há milênios, mantêm relações com o território baseadas não ...
19/04/2026

No Dia Nacional dos Povos Indígenas, reconhecemos povos que, há milênios, mantêm relações com o território baseadas não na exploração isolada, mas na integração entre água, fauna, vegetação e uso contínuo dos recursos. São sistemas de conhecimento construídos a partir da observação direta dos ciclos naturais, incluindo comportamento de espécies, períodos de reprodução e variações ambientais ao longo do tempo.
No mundo inteiro, territórios indígenas concentram alguns dos ecossistemas mais preservados, não por ausência de uso, mas por formas de manejo que mantêm a funcionalidade dos ambientes. Essa lógica se expressa na manutenção de habitats, na proteção da água e na continuidade de processos ecológicos essenciais à sobrevivência de espécies.
No contexto do Plano de Ação Nacional para Conservação das Espécies Ameaçadas de Extinção – PAN Lagoas do Sul, os povos indígenas não são tratados de forma genérica, mas reconhecidos dentro de um conjunto mais amplo de atores territoriais, cada um com seu próprio modo de relação com o ambiente. No caso indígena, esse conhecimento se traduz em leituras específicas sobre o funcionamento das lagoas, banhados, áreas costeiras, campos e florestas associadas ao sistema lagunar do Sul do Brasil.
Essas observações, acumuladas ao longo de gerações, contribuem para qualificar diagnósticos, complementar dados técnicos e fortalecer estratégias de manejo, especialmente ao incorporar informações sobre variações ambientais, deslocamento de fauna e resposta do sistema ao uso contínuo. A integração entre conhecimento tradicional e científico, nesse contexto, amplia a capacidade de compreender e gerir sistemas complexos.
Reconhecer o papel dos povos indígenas dentro do PAN Lagoas é reconhecer que a conservação não se sustenta apenas em instrumentos técnicos, mas na forma como o território é efetivamente ocupado e mantido ao longo do tempo, conectando práticas locais, dinâmica ecológica e gestão ambiental.

Está aberta a Consulta Ampla do processo de Avaliação do Estado de Conservação de Crustáceos.👉 Nessa etapa, qualquer pes...
15/04/2026

Está aberta a Consulta Ampla do processo de Avaliação do Estado de Conservação de Crustáceos.
👉 Nessa etapa, qualquer pessoa pode contribuir enviando informações sobre as espécies, incluindo registros de ocorrência e informações sobre ameaças.
➡️ Para participar da consulta, acesse o Sistema de Avaliação do Estado de Conservação da Biodiversidade (SALVE) clicando no link https://salve.icmbio.gov.br/salve-consulta/. (link na bio)
Para visualizar as fichas das espécies e enviar contribuições é necessário:
↪️ Registrar-se e efetuar o login
↪️ Selecionar “Avaliação dos Crustáceos CEPSUL” no campo Consultas abertas
⚠️ O prazo para as contribuições é até 15/05/2026.
Para que possamos ter uma maior participação, encaminhe esse post para que outras pessoas que possam contribuir também!

Um artigo publicado recentemente analisou a dinâmica entre duas espécies de crustáceos de água doce — Aegla jarai e Aegl...
14/04/2026

Um artigo publicado recentemente analisou a dinâmica entre duas espécies de crustáceos de água doce — Aegla jarai e Aegla muelleri — no Sul do Brasil, comparando um riacho natural, o Ribeirão Espingarda no Parque Nacional da Serra do Itajaí (SC), com um canal artificial adjacente, partindo de uma questão central da ecologia: como espécies que utilizam os mesmos recursos conseguem coexistir no mesmo ambiente sem colapsar por competição direta.

No ambiente natural, essa coexistência ocorre porque as espécies utilizam o habitat de forma diferente em escala fina, já que Aegla jarai tende a ocupar áreas com maior correnteza enquanto Aegla muelleri prefere zonas mais estáveis, e essa separação de microhabitat reduz a sobreposição no uso do espaço, diminui o contato direto e evita competição constante, permitindo que ambas se mantenham no mesmo sistema mesmo explorando recursos semelhantes.

Quando o ambiente é simplificado no canal artificial, essa estrutura desaparece, eliminando a separação espacial entre as espécies e alterando completamente a dinâmica observada no riacho, de modo que apenas Aegla jarai foi registrada de forma consistente, ocupando todo o ambiente, incluindo todas as fases de desenvolvimento e atingindo tamanhos maiores do que no ambiente natural, o que indica que a mudança física do habitat altera diretamente quais espécies conseguem persistir e como elas se distribuem.

O estudo, desenvolvido pelo pesquisador do CEPSUL Harry Boos em parceria com pesquisadores da UNESP IB/CLP e IFC, mostra que a coexistência não é uma propriedade fixa das espécies, mas depende da estrutura do ambiente, de forma que alterações como canalização, simplificação do leito e mudanças no regime de fluxo eliminam a separação de nicho e favorecem a dominância de poucas espécies, o que tem implicações diretas para a conservação de invertebrados aquáticos, especialmente grupos ameaçados como os eglídeos, e, reforça a necessidade de considerar ambientes artificiais nas estratégias de gestão.

O artigo pode ser acessado em doi.org/10.1007/s00027-026-01296-1

Endereço

Avenida Carlos Ely Castro, 195
Itajaí, SC
88301445

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 08:00 - 12:00
14:00 - 18:00
Terça-feira 08:00 - 12:00
14:00 - 18:00
Quarta-feira 08:00 - 12:00
14:00 - 18:00
Quinta-feira 08:00 - 12:00
14:00 - 18:00
Sexta-feira 08:00 - 12:00
14:00 - 18:00

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Cepsul posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Entre Em Contato Com A Organização

Envie uma mensagem para Cepsul:

Compartilhar