22/11/2025
*No Barco da Escola Paulino Menelau*
No horizonte do tempo vem vindo um barco,
trazendo histórias, cantos e cor.
É o barco dos negros e da Abayomi,
navegando nas águas do amor.
Veio do mar da resistência,
das lágrimas que viraram flor,
das mãos que criaram esperança
mesmo em meio à dor.
No barco da Paulino Menelau,
navegam memórias no mar,
histórias de um povo negro
que nunca deixou de sonhar.
Abayomi sorri serena,
traz no olhar um brilho igual,
ao chegar encontra abrigo
na Escola Paulino Menelau.
Entre ondas de dor e coragem,
mães choravam, mas também criavam,
com retalhos e mãos trêmulas,
bonecas que o amor embalava.
Assim nasceu Abayomi,
da lágrima fez-se flor,
símbolo vivo da esperança,
da luta e do puro amor.
Feita de retalhos e resistência,
nasceu no ventre das travessias,
entre lágrimas, cânticos e saudade,
nos braços de mães africanas
que transformaram dor em poesia.
Sem agulha, sem linha, sem luxo —
apenas o tecido e o coração.
Cada nó, um gesto de afeto,
cada dobra, uma oração.
Hoje, na escola, ela ensina
o valor da ancestralidade:
que o passado é raiz e guia,
e a união, nossa verdade.
Aqui, o barco lança sua âncora,
entre risos, saber e união,
e as ondas contam aos estudantes
que o respeito é libertação.
Na Paulino Menelau floresce
a memória que o vento guardou:
a força do povo negro,
que a Abayomi eternizou.
Aqui se aprende com respeito,
com amor e com união,
que a beleza está na diferença,
e a força, na superação.
Aos professores, mestres da esperança,
que semeiam saber e empatia,
a Abayomi estende seus braços de pano
e agradece, em pura poesia.
Pois cada aula, gesto e palavra,
é como um nó de amor e união.
Na Paulino Menelau, a educação floresce —
tecida com alma, coragem e coração.
Na Semana da Consciência Negra,
cada olhar se faz semente:
de igualdade, paz e respeito,
de um futuro mais consciente.