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DARK HORSE: CAVALO AZARÃO OU CAVALO PRETO?                                                                     Cinema, m...
15/05/2026

DARK HORSE: CAVALO AZARÃO OU CAVALO PRETO? Cinema, messianismo político e crítica social no Apocalipse

A corrida eleitoral pela Presidência da República foi sacudida no último dia 13 de maio por mensagens e áudios divulgados pelo Intercept Brasil. O material revela uma relação de proximidade política, financeira e pessoal entre Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, centrada principalmente no financiamento do filme Dark Horse, produção sobre a trajetória política de Jair Bolsonaro.

Segundo a reportagem, Vorcaro teria se comprometido a financiar a produção com cerca de 24 milhões de dólares (aproximadamente 134 milhões de reais à época). Parte dos recursos já teria sido transferida para estruturas ligadas à produção do filme nos Estados Unidos.

As mensagens indicam que a relação começou por intermédio de terceiros, mas evoluiu para um contato direto entre Flávio e Vorcaro. O senador aparece cobrando pagamentos atrasados, pressionando pela liberação de recursos e demonstrando preocupação com o andamento do filme. Em um dos áudios divulgados, afirma que o projeto atravessava um momento “decisivo” e que os atrasos deixavam a equipe “tensa”.

Em outra mensagem, pede que nomes importantes da produção, como Jim Caviezel e Cyrus Nowrasteh, não deixassem de receber pagamentos. O conteúdo divulgado sugere ainda elevado grau de intimidade entre os dois. Em uma das mensagens, Flávio escreve: “Irmão, estou e estarei contigo sempre”.

A repercussão aumentou porque Vorcaro se encontra no centro de um escândalo financeiro envolvendo o Banco Master. O banqueiro é investigado por supostas fraudes bilionárias, corrupção e irregularidades financeiras, que teriam comprometido inclusive fundos de pensão estaduais e municipais. O caso ganhou peso político porque Flávio Bolsonaro havia negado anteriormente qualquer relação com Vorcaro. As mensagens, porém, apontam comunicação frequente e coordenação direta em torno do financiamento do filme.

O significado de Dark Horse

O filme Dark Horse ocupa o eixo central dessa relação. O projeto pretende retratar Bolsonaro como um outsider político e enfatizar especialmente o atentado sofrido durante a campanha presidencial de 2018. Nesse contexto, o financiamento milionário do longa tornou-se o principal ponto de conexão entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro revelado pelas mensagens.

A expressão inglesa "dark horse" surgiu no universo das corridas de cavalo, na Inglaterra do século XIX. Literalmente significa “cavalo escuro” ou “cavalo preto”, mas seu sentido idiomático é diferente: refere-se a um competidor pouco conhecido, improvável ou subestimado que surpreende os favoritos e vence a disputa. A ideia era simples: em algumas corridas, certos cavalos permaneciam praticamente ignorados pelo público ou escondiam seu verdadeiro potencial. Quando venciam inesperadamente, tornavam-se os dark horses.

A escolha do título procura reforçar precisamente essa narrativa: Bolsonaro como um “azarão” político — alguém desacreditado pelo establishment, sem apoio das estruturas tradicionais de poder, mas impulsionado pelo apoio popular e dramaticamente projetado ao centro da eleição após o atentado sofrido em Juiz de Fora em 2018.

Jim Caviezel e a construção de um imaginário messiânico

A escalação de Jim Caviezel para interpretar Jair Bolsonaro possui, nesse contexto, forte carga simbólica e política. Caviezel ficou mundialmente associado à representação de Jesus no filme A Paixão de Cristo, dirigido por Mel Gibson. Sua imagem permanece profundamente ligada, sobretudo entre públicos cristãos conservadores, às ideias de sofrimento, martírio, perseguição e redenção.

Por isso, muitos observadores interpretaram sua escalação como parte de uma tentativa deliberada de conferir ao personagem Jair Messias uma dimensão providencial. O filme parece construir uma leitura quase messiânica da trajetória de Bolsonaro. A facada deixa de ser apenas um atentado político e passa a funcionar narrativamente como evento de transfiguração: o candidato torna-se símbolo nacional, sobrevivente perseguido, líder preservado por um propósito superior.

Nesse contexto, Caviezel funciona como poderoso recurso simbólico. Sua associação com figuras de sacrifício e redenção fortalece a ideia de um líder “escolhido”, alguém cuja trajetória política adquire contornos de missão histórica. O atentado de 6 de setembro de 2018 ocupa papel central nessa construção dramática. O longa aparentemente tratará o episódio não apenas como crime político, mas como o momento decisivo de transformação do candidato em herói nacional.

Diversas reportagens descrevem o filme como uma produção de tom “heroico”, épico ou quase hagiográfico. O lançamento previsto para setembro, em plena campanha eleitoral, reforça a percepção de que não se trata apenas de uma cinebiografia convencional, mas de uma peça cultural inserida diretamente na disputa política contemporânea.

O “cavalo preto” do Apocalipse

Ao pensar no título Dark Horse, é difícil não recordar que a tradição bíblica também conhece um “cavalo preto”. O texto aparece em Apocalipse 6.5-6, na abertura dos sete selos.
O texto descreve o surgimento do terceiro cavalo do famoso quadro dos quatro cavaleiros do Apocalipse da seguinte maneira: “Quando abriu o terceiro selo, ouvi o terceiro ser vivente dizendo: ‘Vem!’ Então vi, e eis um cavalo preto, e o seu cavaleiro com uma balança na mão. E ouvi uma voz do meio dos quatro seres viventes dizendo: ‘Uma medida de trigo por um denário; três medidas de cevada por um denário; e não danifiques o azeite e o vinho.”

A cena evoca claramente o contexto histórico das comunidades cristãs do final do primeiro século. O mundo romano vivia crises agrícolas recorrentes, concentração fundiária, especulação econômica e pesados impostos imperiais. Pequenos agricultores frequentemente perdiam suas terras e mergulhavam na pobreza. O texto provavelmente dialoga com experiências concretas de opressão econômica vividas pelos cristãos da Ásia Menor, destinatários do Apocalipse.

O livro não trata primariamente do “fim do mundo”, mas da denúncia de sistemas históricos de dominação. O cavalo preto revela que a injustiça econômica também é manifestação do mal na história. A cor preta associa-se ao luto, à miséria e à devastação. A balança na mão do cavaleiro indica racionamento de alimentos: em tempos de escassez, os grãos deixam de ser vendidos abundantemente e passam a ser pesados cuidadosamente.

O denário era o salário diário de um trabalhador comum no Império Romano. O problema é que “uma medida de trigo” (χοῖνιξ) representava aproximadamente a quantidade mínima necessária para alimentar uma única pessoa por um dia. Em outras palavras: um trabalhador precisaria gastar o salário inteiro apenas para sobreviver — sem alimentar esposa, filhos ou outros membros da casa.

A cevada, por sua vez, era alimento inferior, frequentemente associado às classes mais pobres e até à alimentação animal. O quadro descrito é, portanto, de inflação extrema, desigualdade e insegurança alimentar.

“Não danifiques o azeite e o vinho”

A frase final do texto é talvez a mais perturbadora: “não danifiques o azeite e o vinho”. Muitos estudiosos entendem que ela denuncia uma economia profundamente desigual. Enquanto os alimentos básicos tornam-se inacessíveis ao povo, os produtos consumidos pelas elites permanecem preservados.

Há aqui uma crítica social contundente: os pobres passam fome, enquanto os bens dos ricos continuam protegidos. O Apocalipse denuncia um sistema econômico no qual a abundância permanece concentrada no topo da sociedade, enquanto a base experimenta precarização crescente.

Quando o terceiro cavaleiro é lido em conjunto com os demais, percebe-se uma sequência histórica impressionante:
1. conquista e dominação;
2. guerra e violência;
3. fome e crise econômica;
4. morte.

O Apocalipse, portanto, observa a história humana com enorme realismo. Violência política produz guerra; guerra produz escassez; escassez produz morte.

O Apocalipse contra o triunfalismo político

Essa leitura também desafia formas de teologia triunfalista frequentemente presentes no discurso político-religioso contemporâneo. O Apocalipse não oferece legitimação sagrada para líderes fortes nem transforma governantes em figuras messiânicas. Ao contrário: o livro é profundamente desconfiado diante da fusão entre poder político, propaganda simbólica e devoção religiosa.

O centro da visão apocalíptica não é o herói armado, o governante perseguido ou o líder providencial. O centro é o Cordeiro sacrificado. O poder de Deus se manifesta não na glorificação da força política, mas na denúncia da violência, da exploração e da idolatria do poder.

Por isso, talvez exista uma ironia involuntária no título Dark Horse. Enquanto o filme aparentemente procura apresentar Bolsonaro como o “azarão” improvável que triunfa contra o sistema, o imaginário bíblico do “cavalo preto” aponta em direção muito diferente: fome, concentração de riqueza, sofrimento popular e crítica radical às estruturas de dominação.

Entre propaganda e profecia

O debate em torno de Dark Horse ultrapassa o cinema. O filme parece participar de uma disputa mais ampla pelo imaginário religioso e político brasileiro. Sua narrativa procura converter um personagem político em símbolo providencial, reinterpretando acontecimentos históricos sob a linguagem do martírio, da perseguição e da redenção nacional.

Mas o Apocalipse oferece uma pergunta desconfortável a qualquer projeto político que busque revestir-se de linguagem messiânica: quem paga o preço do poder? Quem permanece protegido enquanto o povo enfrenta escassez? Quem controla os símbolos religiosos usados para legitimar determinadas narrativas históricas?

O “cavalo preto” do Apocalipse não glorifica líderes. Ele denuncia sistemas. Não celebra vencedores improváveis. Revela estruturas de desigualdade. Não produz culto político. Produz discernimento crítico.

Talvez seja justamente essa a reflexão mais necessária diante de obras como Dark Horse: distinguir cuidadosamente entre fé e propaganda, entre esperança e idolatria política, entre espiritualidade e construção de mitos de poder. A igreja não pode furtar-se a essa reflexão, sob pena de sucumbir à sua vocação.

Um abraço fraterno!
Professor Verner Hoefelmann
Jucativa-0640 - 15-05-2026

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GUERRA PELA ETERNIDADE     Acabei de ler o livro GUERRA PELA ETERNIDADE de Benjamin R. Teitelbaum sobre o retorno ao tra...
06/04/2026

GUERRA PELA ETERNIDADE

Acabei de ler o livro GUERRA PELA ETERNIDADE de Benjamin R. Teitelbaum sobre o retorno ao tradicionalismo e a ascensão da direita populista. Ele analisa a influência dos ideólogos Steve Bannon, Olavo de Carvalho e Aleksandr Dugin no crescimento da direita radical no plano internacional. O americano foi o guru de Trump nos EUA, o brasileiro é o guru de Bolsonaro e da extrema direita no Brasil, e o russo é o guru de Putin na Rússia. Os três se inspiram no pensador francês convertido ao islamismo René Guénom e o no barão italiano Julius Evola que defendem uma história em ciclo que vai da idade do ouro, prata, bronze e sombria. A de ouro é a dos sacerdotes, a de prata é a dos guerreiros, a de bronze é a dos comerciantes, e a sombria e a dos escravos.

Dugin é o mais consistente e culto dos três porque defende um mundo baseado em culturas e é apaixonado pela revolução xiita no Iran sobre a qual escreveu um ensaio. Bannon está a serviço da império americano e da cultura cristã conservadora branca, e Olavo de Carvalho é apaixonado pelo esoterismo e pela cultura cristã conservadora branca do interior do sul dos EUA, e morava desde 2005 no estado americano da Virginia. Tiveram sucesso nos EUA com Trump, na Rússia com Putin, no Brasil com Bolsonaro, na Hungria e na Polônia usando um linguajar cristão conservador e uma agenda de combate ao ab**to e à chamada ideologia de gênero que discrimina os homossexuais, e o ódio à esquerda que eles xingam de “comunistas”.. A ideologia de gênero é uma criação de Bannon para incentivar intolerância religiosa e a exclusão dos g**s. Em comum a todos eles está o tradicionalismo que rejeita a modernidade e querem retroceder ao mundo antes do iluminismo. Usam, o negacionismo como arma política porque uma mentira repetida muitas vezes vira uma verdade para muitos (o extremo do negacionismo é o movimento terraplanista).

Outras armas é o ódio aos adversários que, para eles, são inimigos a serem destruídos, e o uso da religião para conquistar corações e mentes. Combatem o movimento feminista, o movimento negro, os direitos humanos e organismos internacionais modernos, as ONGS que lutam pelo meio ambiente; são contra a globalização, etc. Em suma, é a guerra pela eternidade expressa nas culturas religiosas e, para tanto, tecem teorias conspiratórias porque precisam de inimigos para sobreviverem.. Pregam, tanto Bannon quanto Olavo, a destruição das estruturas de estado modernas como a política de defesa do meio ambiente, os sindicatos, as universidades porque acham que são frutos do marxismo e da modernidade, e combatem o emergente império chinês. Elogiam os governos autoritários de direita, portanto, o fascismo e o nazismo.

Vale a pena esclarecer que cultura religiosa cristã conservadora branca tem pouco a ver com Jesus Cristo e seu evangelho e tem sido usada como instrumento de dominação e opressão. Foi a cultura religiosa tradicionalista judaica que se opôs duramente a Jesus e o levou à morte. Muito do cristianismo ocidental tem pouco a ver com Jesus que usou um outro caminho: o do amor, da justiça, da defesa dos excluídos e do serviço sem jamais excluir ninguém. Mas tem a ver com Cristo o movimento negro liderado por Martin Luther King Jr e todos os movimentos de inclusão social e de defesa do meio ambiente no mundo. Daí jamais se comparar os filósofos da Guerra pela Eternidade com um pensador de nível de Noam Cromski que combate todas as formas de imperialismo político, econômico e religioso que excluem bilhões e luta pela justiça social e pela defesa da mãe terra, não com armas, mas com conhecimento e militância. Por isso estou fazendo um curso dele sobre COMO PARAR O RELÓGIO DO JUIZO FINAL.

Bem, mas isso é um outro assunto para breve. Aqui expus suscintamente o que extraí do livro de Benjamin R. Teitelbaum GUERRA PELA ETERNIDADE porque nos tem afetado com um rastro de destruição, morte e mentira nunca visto na história recente do Brasil e do mundo e, para os evangélicos, é bom observar a doutrinação de pastores pela direita norte-americana. Tenho observado a mudança de estratégia nos últimos anos para preservar o domínio do neoliberalismo americano na América Latina que levam nossas riquezas. Usaram os militares, depois a justiça e agora a religião. É triste, mas é verdade.

Um abraço fraterno!
Pastor Júlio Borges
Jucativa-0639 - 06-04-2026

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EMPATE TÉCNICO EM PERNAMBUCOA nova rodada da pesquisa do Instituto Veritá para o Governo de Pernambuco reforça um cenári...
06/04/2026

EMPATE TÉCNICO EM PERNAMBUCO

A nova rodada da pesquisa do Instituto Veritá para o Governo de Pernambuco reforça um cenário de disputa equilibrada, mas com sinais distintos quando se observa o comportamento do eleitor.

No levantamento estimulado, quando os nomes são apresentados, a governadora Raquel Lyra e o prefeito do Recife João Campos aparecem empatados com 41,4% das intenções de voto, consolidando a polarização entre os dois principais nomes da corrida estadual.

Outros candidatos surgem mais distantes: Anderson Ferreira marca 6,2%, Ivan Moraes aparece com 4%, Gilson Machado soma 3,7%, enquanto Eduardo Moura registra 2,9% e Alfredo Gomes 0,3%.

Já na pesquisa espontânea, quando o eleitor responde sem estímulo, Raquel Lyra abre vantagem com 57,5%, contra 39,2% de João Campos. O dado indica maior presença na memória do eleitor neste momento, embora o cenário geral ainda permaneça em construção.

A pesquisa foi realizada entre os dias 24 e 30 de março, com margem de erro de 2,5 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

O retrato é claro: Pernambuco caminha para uma eleição competitiva, com equilíbrio no voto estimulado e vantagem expressiva de Raquel na espontânea, mantendo a disputa em aberto.

Quer ficar por dentro dos bastidores da política pernambucana? Siga o blogdoluizneto.

Um abraço fraterno!
Blog do Luiz Neto
Jucativa-0638 - 06-05-2026

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NA LUTA PELA VALORIZAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃOPrivatizar parques na cidade a (indi) gestão do PSB sabe, mas para...
05/04/2026

NA LUTA PELA VALORIZAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO

Privatizar parques na cidade a (indi) gestão do PSB sabe, mas para cumprir o que determina o direito relativo à parcela dos professores e professoras no antigo Fundef o Prefeito não chega junto, mesmo depois de 14 anos de governo do PSB. Uma vergonha.

Quando você deixa de pagar IPVA é multado e seu carro é apreendido, mas João Campos não paga os juros dos precatórios e não acontece nada. Cadê o ?
Cadê o ?

Estou há décadas na luta pela valorização dos profissionais da educação e o desrespeito é uma constante. Até quando?
Minha solidariedade aos professores e professoras da rede municipal de ensino do Recife e à luta do .recife

Um abraço fraterno!
Professor Paulo Rubem
Jucativa-0637 - 05-04-2026

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LULA E O PT DEVEM SE ESPELHAR EM BRIZOLA      Recebendo bilhões em publicidade dos governos do PT há décadas, as Organiz...
05/04/2026

LULA E O PT DEVEM SE ESPELHAR EM BRIZOLA

Recebendo bilhões em publicidade dos governos do PT há décadas, as Organizações Globo não dão ponto sem nó. Na Globo News, esse lixo de jornalismo, criminosamente, sem base em qualquer investigação do Ministério Público ou da Polícia Federal, associa os crimes de Daniel Vorcaro a Lula e ao PT.

Não sou do PT nem tenho procuração de Lula para defendê-lo, mas é evidente a manipulação do caso do Banco Master para atingir o Partido dos Trabalhadores e o presidente da República.

Que fique a lição: Em vez dos governos do PT gastarem bilhões em publicidade com os Organizações Globo, deveriam ter investido intensamente numa TV Pública, pelo menos como a BBC de Londres, ou a RAI da Itália.

As Organizações Globo tem uma trajetória de manipulação dos fatos econômicos e políticos, de apoio à ditadura, de apoio ao golpe de 2016, à Emenda Constitucional do Teto de Gastos não financeiros, sempre em sintonia com os interesses do sistema econômico dominante.

Lula e o PT devem se espelhar em Brizola: Entrar com ação na justiça para obterem direito de resposta. É o mínimo a fazer, para depois reorientar a publicidade governamental de forma democrática para o fortalecimento de TVs e rádios públicas, como as universitárias e as rádios comunitárias. Pra começo de conversa.

Um abraço fraterno!
Professor Paulo Rubem
Jucativa-0636 - 05-04-2026

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A REPÚBLICA DOS FANTOCHES Era uma casa nada engraçada assim como os operários em construção um projeto livre de amarras ...
05/04/2026

A REPÚBLICA DOS FANTOCHES

Era uma casa nada engraçada
assim como os operários em construção
um projeto livre de amarras e manipulação
dos janotas da classe mais abastada
Fizeram comícios, broches e articulações
greves, passeatas, debates e piquetes
e assim construíram o próprio foguete
no céu dos brigadeiros, adeus aos brasileiros
renegando objetivos e convicções
e a moeda instala a torre e o minarete
no espelhado neo liberal palacete
com discurso capcioso e maneiro
tornaram-se reféns do capital
retornando aos antigos senhores
seus maus hálitos birras e humores

e as bufas dos dejetos estomacal

Um abraço fraterno!
Poeta Valmir Jordão
Jucativa-0635 - 05-04-2026

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O LUXO QUE VIROU MANCHETE DE CORRUPÇÃO     Escândalo em dobro com o banqueiro Daniel Vorcaro, já envolvido em uma festa ...
03/04/2026

O LUXO QUE VIROU MANCHETE DE CORRUPÇÃO

Escândalo em dobro com o banqueiro Daniel Vorcaro, já envolvido em uma festa de noivado avaliada em R$ 21 milhões, volta ao noticiário após a morte de um de seus principais aliados dentro de uma unidade da Polícia Federal. O caso expõe falhas graves na segurança e levanta dúvidas sobre privilégios e omissões dentro do sistema prisional.

Em novembro de 2024, Daniel Vorcaro organizou em Roma um noivado com a influenciadora Martha Graeff. O evento, realizado em locais históricos como a Villa Hadriana e o Palazzo Colonna, contou com hospedagem em palácios exclusivos e um espetáculo de luzes projetado no céu. O custo estimado foi de 2,3 milhões de dólares (cerca de R$ 21 milhões), valor que chamou atenção pela ostentação em meio a um Brasil marcado por desigualdades sociais e crises econômicas.

O banqueiro passou a ser investigado pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero, que apura esquemas de corrupção e monitoramento ilegal de adversários. Entre os alvos estava Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, apontado como braço direito de Vorcaro. Mourão foi preso em Minas Gerais e, segundo a própria PF, tentou suicídio dentro da Superintendência Regional. Apesar de ter recebido atendimento médico, não resistiu.

Como é possível que um preso sob custódia da Polícia Federal consiga se matar dentro de uma unidade considerada de alta segurança? O episódio expõe falhas graves na vigilância e protocolos internos, já que a corporação afirma ter realizado procedimentos de reanimação, mas não explica como o ato pôde ocorrer sem ser percebido imediatamente.

O caso levanta suspeitas sobre - tratamento diferenciado a presos de colarinho branco - Vorcaro, que já havia solicitado ao STF que não fosse gravado dentro da prisão, aparece como símbolo de uma elite que parece negociar até as condições de custódia. A morte de seu aliado, em circunstâncias nebulosas, reforça a percepção de que o sistema penal brasileiro não é igual para todos.

Entre festas milionárias e mortes inexplicáveis em celas da Polícia Federal, o caso Vorcaro se transforma em um retrato escandaloso da mistura entre poder, dinheiro e impunidade. A pergunta que ecoa é simples e devastadora, se dentro da PF um preso consegue se suicidar sem ser notado, o que acontece nas prisões comuns do país?

Um abraço fraterno!
Jornalista Dimas Roque
Jucativa-0627 - 17-03-2026

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TERRABRAS – UMA ESTATAL NECESSÁRIA     O título fala por si. Nesse novo texto trazemos ao debate da sociedade brasileira...
30/03/2026

TERRABRAS – UMA ESTATAL NECESSÁRIA

O título fala por si. Nesse novo texto trazemos ao debate da sociedade brasileira um Projeto de Lei de criação dessa empresa estatal, que denominamos no artigo original, de 11.02.2026, como “TERRABRAS – Terras Raras Brasileiras S.A.” Entendemos ser esta uma tarefa precípua do Poder Executivo, com base na Constituição Federal, que em seu CAPÍTULO II – DA UNIÃO – Art. 20, inciso IX, define que são bens da União: “os recursos minerais, inclusive os do subsolo”. Da mesma forma (…) o Art. 22, inciso XII, estabelece que “compete privativamente à União legislar sobre (…) jazidas, minas, outros recursos minerais e metalurgia”. Em adição, o Art. 176 estabelece: “As jazidas, em lavra ou não, e demais recursos minerais (…) pertencem à União…”. Motivados pela profusão de matérias jornalísticas, artigos científicos e estudos sobre terras raras, recentemente tornados públicos pela mídia nacional e internacional, dando conta de que o Brasil possui a segunda maior reserva mundial, estamos diante de um cenário que colocou luz sobre as inúmeras justificativas e razões para a criação da TERRABRAS S.A.

Mas o momento impõe ao Brasil a necessidade de maior velocidade na adoção de medidas que são urgentes, de maneira a dar sentido prático à relevância do tema e, principalmente, praticidade ao alcance e repercussão das declarações do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva quando explicita ser inegociável a soberania nacional no uso das reservas brasileiras de terras raras. Em recente relatório do Fórum Econômico Mundial elencou como desafios-chave para o mercado de minerais críticos um rol de preocupações em relação as quais o País ainda não se atentou suficientemente, ou seja: “… as tarifas, proibições de exportação e regulamentações inconsistentes que podem dificultar o comércio internacional; regimes tributários incertos, somados à legislação volátil, complexa e subjetiva, que impactam diretamente a operação das empresas, especialmente por meio de taxas de royalties ambíguas; requisitos de conteúdo local e mandatos de benefícios que podem criar barreiras regulatórias ao beneficiamento, desestimulando a agregação de valor e o refino no país, e resultando na exportação de matérias-primas em vez de produtos processados; atrasos em aprovações governamentais e inconsistências nos marcos regulatórios, que podem prejudicar os cronogramas dos projetos; e a falta de habilidade para estruturar e reduzir riscos em acordos, associada à instabilidade normativa, que gera disputas legais e incerteza na governança, desestimulando novos investimentos.

Nosso intento é oferecer ao Poder Executivo uma ferramenta de efetiva presença e atuação do Brasil nesse mercado que cresce a olhos vistos, mas que traz inúmeros riscos em razão da anomia que já havíamos destacado no artigo publicado em fevereiro, quando mencionamos a empresa estatal como um passo decisivo do Brasil nessa verdadeira guerra travada pelo acesso às reservas de terras raras em nosso território. Nunca é demais lembrar que um tipo de “intervenção” estatal norte-americana nesse setor já está em curso em território brasileiro. Dois exemplos gritantes que corroboram essa afirmação. A mídia informa que a empresa Serra Verde: “… única mineradora de terras raras em operação no Brasil, anunciou nesta quinta-feira (5) que um banco estatal dos Estados Unidos aumentou para US$ 565 milhões o financiamento concedido à empresa. Agora, o governo americano também terá o direito de adquirir uma participação acionária minoritária na mineradora. (Folha de S.P., 05.02.2026)

E mais, que os governos dos Estados Unidos e de Goiás: “… assinaram, na manhã desta quarta-feira, 18, um memorando de entendimento (sic) para aumentar o acesso de empresas americanas a minerais críticos e terras raras no estado. (Revista Exame, 18.03.2026). O cenário de risco descrito acima, ganhou cores ainda mais fortes com a posição assumida pelo Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato a Presidente da República, em palestra proferida nos EUA (29.03.2026): “O Brasil é a solução para que os Estados Unidos não dependam mais da China em terras raras e minerais críticos”.

Façamos breves comentários a respeito da ação dos EUA:

A) o anúncio de um investimento superior a meio milhão de dólares, oriundo de um banco estatal norte-americano, aportado numa empresa brasileira, revela a estratégia do governo dos EUA de assinar diretamente contratos com empresas de minerais críticos no Brasil, sem necessariamente esperar um eventual acordo com autoridades brasileiras, que deveriam cobrar que o processamento desses minerais aconteça dentro do país;

B) a despeito da questionável legalidade e constitucionalidade do tal memorando de entendimento firmado entre os EUA e o Estado de Goiás (leia-se Governador Ronaldo Caiado, candidato à Presidente da República em 2026) indica a pouca disposição dos norte-americanos em aguardar que estabeleçamos as bases nacionais sobre as quais pretendemos assentar nossa ação estratégica em termos das terras raras.

Essas duas iniciativas, ambas norte-americanas, acendem um sinal de alerta para as autoridades brasileiras, ou ao menos deveria, pois constituem indícios claros de que pode se repetir em pleno século XXI algo parecido com o que ocorreu no período em que o Brasil ainda era uma colônia. O ouro das Minas Gerais, parte inegável da enorme riqueza mineral brasileira de então, não foi utilizado para o nosso desenvolvimento. Da forma como foi explorado e destinado, ficaram no País os buracos das minas e o ônus da escravidão brutal, sendo o ouro apropriado por Portugal, mas nem para lá se destinou, pois acabou sendo – em grande parte – transferido para a Inglaterra na forma de pagamento por um comércio deficitário. Nessa triangulação, nosso ouro acabou desempenhando papel vital no financiamento do desenvolvimento tecnológico e econômico da Inglaterra, berço da Revolução Industrial. Assim, o ouro brasileiro contribuiu para o fortalecimento da nação mais desenvolvida do mundo no século XIX.

Pelo que já vimos, se deixarmos o livre mercado nos levar para a simples exploração de nossas vantagens comparativas naturais, vamos ao final ficar com os ‘buracos das minas’ de terras raras e de minerais críticos e com a poluição decorrentes da exploração. Nossas novas riquezas minerais vão acabar servindo, uma vez mais, para enriquecer outros países. Dessa feita, os maiores ganhos serão da nação mais desenvolvida do mundo no século XX. Temos como evitar a repetição dessa tragédia em pleno século XXI? Nossa resposta é que sim. E, nesse caso específico, uma das formas de evitar a repetição dos erros históricos é a criação de uma empresa estatal, que possa pesquisar, explorar e desenvolver tecnologias que agreguem valor aos nossos minerais críticos e terras raras.

Muitos certamente terão objeções à constituição de uma estatal brasileira com tais atribuições. No entanto, gostaríamos de saber o que dizem esses críticos quando confrontados com o fato de que um braço do estado norte-americano já começou a adquirir participações acionárias em projetos brasileiros de mineração de terras raras, como indicado acima? Concordaremos com estatais estrangeiras atuando aqui, e deixaremos de criar uma estatal brasileira para fazer isso? Ou será que esses críticos concordam com o caminho sinalizado pelo memorando de entendimento de minerais críticos assinado pelo governador de Goiás com o encarregado de negócios dos EUA no Brasil, Gabriel Escobar?

Lembremos que o referido acordo é esclarecedor dos riscos que o Brasil está enfrentando nessa área. Por esse motivo, segue um pequeno trecho da reportagem da Folha de S. Paulo, na qual encontra-se explicitado que o acordo firmado: “… prevê que os americanos podem ter acesso exclusivo e confidencial ao mapeamento geológico do estado” (de Goiás), o que “na prática … dá às empresas dos EUA prioridade na busca pelos minerais e limita a possibilidade de o governo federal ter acesso a essas informações.” Essas objeções ou alternativas à proposta de criação da estatal certamente não convencem os verdadeiros interessados no desenvolvimento brasileiro. Por isso, defendemos a tese da necessidade histórica de avançar na direção da criação de uma empresa estatal com os objetivos sinalizados. E, para contribuir para o avanço dessa proposta, submetemos ao debate da sociedade brasileira algumas ideias mais concretas sobre como poderia ser o Projeto de Lei de criação daquela que denominamos TERRABRAS S.A.

O que é o projeto proposto? Uma proposição legislativa que autoriza a criação da empresa estatal TERRABRAS – Terras Raras Brasileiras S.A., destinada a atuar em toda a cadeia produtiva de terras raras, minerais estratégicos e minerais críticos – desde a pesquisa geológica e exploração mineral até o beneficiamento, processamento, industrialização e comercialização desses recursos. (Art. 1º e 2º). A empresa será constituída pela União, que manterá o controle acionário e a orientação estratégica da companhia (Art. 3º). O capital social poderá admitir a participação de empresas públicas, empresas privadas, bancos de desenvolvimento, investidores institucionais e fundos soberanos, ampliando a capacidade de financiamento e a articulação com o setor produtivo.

Nosso intento maior é que o tema possa vir a ser considerado como parte dos projetos estratégicos nacionais, no futuro breve, de maneira a que se busque garantir – como mencionado – a soberania nacional na exploração, produção e industrialização de terras raras, minerais críticos e estratégicos, de forma a contribuir para um desenvolvimento nacional, socialmente justo e ambientalmente sustentável. Por que o projeto é importante? Terras raras e minerais críticos são insumos essenciais para setores tecnológicos estratégicos — como energias renováveis, mobilidade elétrica, semicondutores, defesa e indústria digital (Art. 4º). O projeto busca assegurar que o Brasil aproveite de forma soberana suas reservas minerais e se insira de maneira mais competitiva nas cadeias globais de valor associadas às tecnologias avançadas (Art. 5º). A atuação da TERRABRAS abrangerá todo o território nacional e poderá incluir cooperação internacional em projetos minerais de interesse estratégico. No plano doméstico, a empresa deverá priorizar regiões com potencial mineral relevante, contribuindo para a expansão da base produtiva e para o desenvolvimento regional associado à cadeia de minerais críticos.

Os projetos iniciais de pesquisa, exploração e produção deverão concentrar-se em regiões onde já existem reservas ou ocorrências relevantes de terras raras e minerais críticos, especialmente nos estados de Minas Gerais, Goiás, Bahia, Amazonas e Sergipe (Art. 6º), onde estudos geológicos indicam potencial mineral significativo, sem prejuízo de outras unidades da empresa virem a ser instaladas em territórios com potencial a ser explorado no futuro. A criação da empresa busca posicionar o Brasil de forma mais ativa na geopolítica internacional dos minerais críticos, promovendo a agregação de valor à produção mineral, estimulando a industrialização no território nacional e fortalecendo a soberania tecnológica do país. Importante destacar que estamos diante da necessidade de uma estratégia tecnológica e industrial. Nesses termos, o projeto estabelece que a TERRABRAS deverá investir de forma consistente em pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I), com o objetivo de dominar tecnologias de processamento, refino e industrialização de terras raras. Essa estratégia visa estimular a criação de polos industriais associados à cadeia mineral e promover a agregação de valor à produção nacional.

Mas que instituições governamentais já dispomos e deverão estar integradas nesse projeto? A atuação da empresa será articulada com órgãos estratégicos do Estado brasileiro, incluindo o Ministério de Minas e Energia e o Serviço Geológico do Brasil (MME/SGB); Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC); Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI); Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA); e Agência Nacional de Mineração (ANM). A participação desse conjunto de entes permitirá a coordenação entre política mineral, política industrial e a agenda de inovação tecnológica (Art. 7º).

A TERRABRAS deverá pautar sua atuação na legislação existente no País e em respeito pleno aos direitos das populações existentes nos territórios onde se localizam as principais minas e áreas de exploração das terras raras, com ampla proteção ao meio ambiente. Poderá participar diretamente de empreendimentos de mineração ou atuar por meio de subsidiárias, consórcios e parcerias com empresas públicas e privadas (Art. 8º). A estruturação prevista para o capital social (Art. 9º) permitirá flexibilidade operacional e integração entre diferentes agentes econômicos e institucionais do setor mineral. Depois da criação da Petrobrás, talvez nunca mais uma ação de política pública demandou tanta atenção do País como no caso das terras raras. Não se trata de mediarmos eventuais disputas no mercado internacional entre China e EUA. Ao Brasil compete a defesa de suas riquezas e mais que isso, estar ciente e organizar-se para poder usufruir das possiblidades reais de uma intervenção concebida como parte de um projeto de nação, um projeto de desenvolvimento nacional, como um passo maior que o investimento em exportações de commodities minerais.

A TERRABRAS deverá ter estrutura moderna, ágil (Arts. 10º e 11), atuando em conformidade com princípios de sustentabilidade ambiental, proteção das comunidades locais, segurança de barragens, transparência e governança corporativa, tendo como imperativo o interesse coletivo, segurança e soberania nacional (Arts. 12, 13 e 14). Ao influenciar (e de certa maneira) estruturar uma política pública voltada aos minerais críticos, o projeto busca reposicionar o Brasil na economia global dessas cadeias produtivas, com respeito à legislação existente no País (Arts. 15, 16, 17 e 18) promovendo desenvolvimento tecnológico, fortalecimento da indústria de alta tecnologia e maior autonomia estratégica em setores industriais essenciais. Inequívoca a necessidade de respeito a toda legislação atinente ao tema na busca de constituição da TERRABRAS S.A., particularmente pela necessidade que o País deverá ter ao realizar a continuidade dos levantamentos geológicos pormenorizados das áreas a pesquisar em busca da identificação, localização e definição do potencial das principais reservas de terras raras em nosso território. Determina a lei que os “estudos dos afloramentos e suas correlações, levantamentos geofísicos e geoquímicos” se dará com “aberturas de escavações visitáveis e execução de sondagens no corpo mineral”, devendo ocorrer “em escala conveniente”. Assim, o respeito ao meio ambiente deverá estar presente desde a fase inicial da pesquisa mineral, que envolve “análises físicas e químicas das amostras e dos testemunhos de sondagens” e a realização de “ensaios de beneficiamento dos minérios ou das substâncias minerais úteis, para obtenção de concentrados de acordo com as especificações do mercado ou aproveitamento industrial”.

Portanto, há que se garantir, na fase de exploração, que se estabeleçam “mecanismos efetivos de gestão de risco, com a aplicação de medidas para prevenção, controle e mitigação de riscos; e medidas para mitigação de dano potencial associado a rompimento, vazamento, infiltração no solo ou mau funcionamento de barragens, independentemente da sua probabilidade de ocorrência”. O País ainda mantém vivo em sua memória as imagens do rompimento da barragem de Brumadinho-MG, com os graves danos ambientais e humanos ali verificados. Se estamos falando em inaugurar um importante e virtuoso ciclo de desenvolvimento em nosso País, no qual está incluída a forma como o Brasil explorará suas terras raras, não podemos mais errar em termos do que fazer a partir daqui, tornando esse novo desenvolvimento socioeconômico do País como instrumento para um projeto de Nação. Quando em seu Art. 21, inciso IX, a Constituição Federal (Op. Cit.) define que compete à União “elaborar e executar planos nacionais e regionais de ordenação do território e de desenvolvimento econômico e social” (grifamos), torna evidente que gerar montanhas de minérios que se transformarão em lucros para poucos empresários é contrário ao respeito às populações que vivem nos territórios de exploração das terras raras. Em novembro de 2002, Celso Furtado foi indagado sobre o que Lula deveria priorizar, já que acabava de ser eleito. Se vivo estivesse, com sua sabedoria profética, se perguntado hoje a respeito da oportunidade de criação da empresa estatal Terras Raras Brasileiras – Terrabras S.A. responderia da mesma forma: “Lula precisa é ter coragem, só isso!”

Um abraço fraterno!
Sociologo Arthur Guimarães
Economista Flávio Cluvinel
(Revista Fórum)
Jucativa-0634 - 30-03-2026

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