O Consórcio de Desenvolvimento Econômico do Vale do Ribeira localizado na Bacia do Rio Ribeira de Iguape, também conhecido como CODIVAR foi legalmente constituído em 1989, como associação civil sem fins lucrativos, naquele ato reconhecido como consórcio administrativo, composto naquela época pelos Municípios de APIAI, BARRA DO CHAPEU, BARRA DO TURVO, CAJATI, CANANEIA, ELDORADO, IGUAPE, ILHA COMPRI
DA, IPORANGA, ITAOCA, ITAPIRAPUA PAULISTA, ITARIRI, JACUPIRANGA, JUQUIÁ, JUQUITIBA, MIRACATU, PARIQUERA-AÇU, PEDRO DE TOLEDO, REGISTRO, RIBEIRA, SÃO LOURENÇO DA SERRA, SETE BARRAS, TAPIRAI, PERUIBE. Uma série de condicionantes políticas, econômicas e sociais, presentes na nossa região ao longo dos anos 80, levou à atenção do consórcio à demanda na área de Saúde passando a gerir o hospital regional do Vale do Ribeira
Em 1989 os prefeitos que iniciavam seus mandatos debatiam os problemas e as soluções para estabelecer uma nova realidade para o Vale do Ribeira, região que era conhecida como “a mais pobre do Estado de São Paulo”. Lembramos que buscavam compreender a contradição de uma região que abriga um dos mais ricos ecossistemas do planeta, banhada por farta bacia hidrográfica apresentava os piores indicadores sociais e de desenvolvimento humano e educacional do Estado mais rico da Federação. Aqueles prefeitos reunidos fundaram o CODIVAR detectando que a problemática do setor de saúde era um dos principais entraves ao desenvolvimento do Vale do Ribeira. Após anos de mobilização e na busca de melhorar o setor de saúde que o CODIVAR e o Escritório Regional de Saúde (Ersa), então responsável pelas ações da Secretaria de Saúde na região, definiram para o consórcio a responsabilidade de planejar as ações e gerenciar os recursos da saúde pública na região. O então prefeito de Juquiá, Antonio Alonso, assinou o primeiro convênio com a Secretaria da Saúde e presidiu o consórcio durante um ano e seis meses. O Vale do Ribeira vivia um momento delicado de sua história com a extinção da Superintendência de Desenvolvimento do Litoral Paulista (Sudelpa) pelo governo do Estado, numa clara sinalização da evolução e aperfeiçoamento administrativos, todavia deixando alguns municípios órfãos de um grande parceiro na construção da infraestrutura urbana e rural, assim historicamente o Codivar tornou-se também responsável pela divisão da herança de máquinas e equipamentos da Sudelpa naquele momento. Uma outra questão preocupava as lideranças regionais e, em especial, os prefeitos que eram responsáveis na gestão municipal, construindo políticas públicas que apontassem novos caminhos para a região, tendo na Constituição Federal, promulgada em 1988, novos parâmetros, dificultando ainda mais o relacionamento entre o homem e o meio ambiente, também nessa época que foram apontados como instrumentos importantes para o desenvolvimento regional a elaboração do macrozoneamento, definindo áreas de preservação, áreas agricultáveis e regularização fundiária, além do aproveitamento racional dos recursos hídricos com barramento do Rio Ribeira para aproveitamento de energia e controle de cheias, rediscutindo limites dos parques estaduais. Como o gerenciamento da saúde ocupava integralmente a atenção dos prefeitos, em detrimento do debate das diretrizes do desenvolvimento regional, em dezembro de 2001 o prefeito de Registro, Samuel Moreira da Silva Junior, então presidente do CODIVAR, propôs o desmembramento em dois consórcios. Os prefeitos aprovaram a alteração da razão social do consórcio, criando o CONSAÚDE - Consórcio Intermunicipal de Saúde do Vale do Ribeira – especificamente para gerenciar a saúde, mantendo o CNPJ e as obrigações assumidas inicialmente pelo CODIVAR que, somente em 2006, por iniciativa do Prefeito de Juquiá Manoel Soares da Costa se reorganizou e avocou responsabilidade pelo debate das questões relativas ao desenvolvimento regional. A reorganização desta instituição resultou no recebimento de Itanhaém como municipio consorciado. Os significativos resultados para o desenvolvimento dos municípios consorciados, constata-se que esta experiência de atuação conjunta dos Municípios é a esperança para a implantação de importantes políticas públicas multisetoriais com vistas à solução de muitos problemas regionais. A partir da ação consorciada entre os Municípios, planeja-se a viabilidade para implementação de soluções para a destinação dos resíduos sólidos como também aprovação da Lei de Incentivos Seletivos. A primeira Câmara Temática Permanente de discussão sobre educação foi implementada em 2013 no consórcio, passando a ser denominada CODIVAR EDUCAÇÃO, assim como o primeiro contrato de programa para desenvolvimento dos departamentos de educação no vale do ribeira, decorrendo de investimento da Fundação Itaú Social, com parceria da OSCIP Oficina Municipal. Dai nasceram as Câmaras do Turismo Meio Ambiente, Agricultura e da Cultura nos anos seguintes. Consignamos ainda o objetivo do consórcio em integrar o poder público com a sociedade civil, constituída pela participação de representantes do governo do Estado de São Paulo e governo federal, deputados estaduais e federais, presidentes das Câmaras Municipais; Fórum de Cidadania; organizações não governamentais, representantes do setor empresarial, sindicatos e no sentido de buscar soluções para os problemas sociais, econômicos, ambientais, físico-territorial, de circulação e de transportes da região, contribuindo desta forma para o desenvolvimento regional.