24/02/2026
O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) anuncia a pré-candidatura de Hertz Dias à presidência da República. Ele é ativista do movimento negro, rapper e professor da rede pública de ensino do Maranhão.
Junto ao anúncio da pré-candidatura, o partido divulga o manifesto “Por uma alternativa para romper as engrenagens do sistema capitalista”, no qual pontua que “o Brasil é um país rico, mas governado contra seu povo” e que “a riqueza produzida pela classe trabalhadora não é utilizada para garantir salários dignos, serviços públicos de qualidade, futuro para a juventude ou desenvolvimento do país”.
O Manifesto apresenta um conjunto de medidas a favor da classe trabalhadora como o fim da escala 6×1, sem redução de salários e direitos; aumento geral dos salários, rumo ao mínimo do Dieese; revogação das reformas Trabalhista e Previdenciária; isenção do Imposto de Renda para assalariados, com tabela atualizada de verdade; direitos trabalhistas e proteção social aos trabalhadores de aplicativos.
O PSTU também defende no Manifesto: reforma agrária; titulação de todas as terras indígenas e quilombolas; a não à exploração do petróleo da Margem Equatorial; a não privatização das hidrovias nos rios da Amazônia; fim da devastação ambiental; desmilitarização da Polícia Militar, por uma força de segurança única, civil, controlada diretamente pela população; descriminalização das dr**as, atacando o motor financeiro das milícias, das facções e da repressão ra***ta; impulsionar a auto-organização e a autodefesa da classe trabalhadora, das comunidades e periferias, tanto contra a violência do crime quanto do Estado; o combate a todas as formas de opressões (machismo, racismo, LGTBIfobia, xenofobia e o capacitismo).
Por fim, a chama construção de uma pré-candidatura que seja uma alternativa à classe trabalhadora, de oposição de esquerda e socialista à extrema direita e ao governo Lula: “a extrema direita representa uma saída reacionária que busca aprofundar a exploração, retirar mais direitos, reprimir a organização popular e governar pela força. Mas também é preciso dizer a verdade: o governo Lula não representa uma alternativa para romper com esse sistema”.