Clube Libertas

Clube Libertas Núcleo de Estudos em Teorias Liberais e Libertárias da Universidade Federal de Lavras. Grupo associado ao Students for Liberty Brasil.

O que é o preço? Teoria do valor subjetivo versus teoria do valor-trabalho: sobre a gênese e desenvolvimento das teorias...
15/05/2020

O que é o preço? Teoria do valor subjetivo versus teoria do valor-trabalho: sobre a gênese e desenvolvimento das teorias.

Seus nascimentos situam-se em marcos temporais distintos, e não menos distantes. Pode-se dizer, que o princípio da utilidade marginal, muito bem esboçado por Carl Menger (1840-1921), foi primeiramente proposto pelo frade franciscano Pierre de Jean Olivi (1248-1298), como demonstrado por Murray Rothbard em sua aclamada obra “An austrian perspective on the history of economic thought, vol.1 , págs. 100-1”.

E naquela conjuntura de bons analistas econômicos e moralistas, tais como Buridan (1300-1358) e Nicolau Oresme (1325-1382)-o primeiro a afirmar o princípio da Lei de Gresham-, essa teoria foi bem recepcionada como um bom fruto científico, e maturada, sendo adotada 150 anos mais tarde por São Bernardino de Sena, um dos maiores pensadores em matéria econômica da idade média. E nesse contexto, dentre outros princípios basilares da economia de mercado foi desenvolvida, sendo trabalhada direta ou indiretamente por ícones como: Martín de Azpilcueta (1493-1586)-teólogo escolástico-, Cardeal Thomas de Vio (1468-1534)-considerado por Rothbard como o fundador da teoria das expectativas na economia-, e por jesuítas como Juan de Lugo (1583-1660) e Luis de Molina (1535-1600).
Podemos concluir que esse importante princípio foi desenvolvido por esses pensadores católicos que sustentaram que o valor não é determinado por fatores objetivos. Tais reflexões alcançaram seu cume na Escola austríaca de economia, uma importante escola do pensamento econômico que se desenvolveu em fins do século XIX e que continua em atividade até os dias atuais.
Por outro lado, podemos dizer que a teoria do valor-trabalho germinou-se entre os pensadores protestantes, sobretudo anglo-saxões. Em sua obra “Uma história da teoria da utilidade marginal (1965)’’, Emil Kauder sugeriu que isso se deve a importância que um protestante de inteligência tão excepcional como Calvino atribuiu ao trabalho.

Segundo Kauder, observa-se essa tendência em autores como John Locke e Adam Smith que foram influenciados por tal caldo cultural. Os países católicos desviados pelos pensamentos aristotélico e tomista não sentiram a mesma atração pela teoria do valor-trabalho.

Chegando àquele que mais popularizou a teoria do valor-trabalho, Karl Marx, Murray Rothbard propõe uma sugestão para montar esse quebra-cabeça. Segundo ele a teoria desenvolvida por Smith no século XVIII pavimentou o caminho para a teoria marxista acerca do preço.

Investigando a essência do preço: tempo e utilidade ou somente estima?

Como bem demonstrado por Thomas E. Woods JR. em seu livro “Como a Igreja Católica Construiu a Civilização Ocidental, vol. 1, págs. 152, 153, 154”, Carl Menger apresentou de modo muito prático as implicações da TVS: “Suponhamos que o tabaco deixasse repentinamente de ter qualquer utilidade para os seres humanos; a partir desse momento, já ninguém mais o desejaria ou necessitaria dele para coisa alguma. Imaginemos, além disso, uma máquina que tivesse sido projetada unicamente para o processamento do tabaco e não servisse para nenhuma outra finalidade. Como resultado dessa mudança do gosto das pessoas – com a perda do valor de uso do tabaco, como diria Menger-, o valor dessa máquina cairia igualmente para zero. Daqui se conclui que o valor do tabaco não deriva dos custos da sua produção. Os fatores de produção empregados no processamento do tabaco têm o seu próprio valor derivado do valor subjetivo que os consumidores dão ao tabaco, que é o produto final para o qual se empregam esses fatores.” E sobre seu ponto de inflexão com Marx, Thomas JR. continua: “Esta teoria implica uma refutação direta da teoria do valor-trabalho, hoje associada a Karl Marx, o pai do comunismo. Marx não acreditava na moral objetiva, mas acreditava que se podia atribuir valores objetivos aos bens econômicos. Esse valor objetivo baseia-se no número de horas de trabalho empregadas na produção de determinado bem. Não é que Marx afirmava que o valor de um produto resulta do mero trabalho despendido: não disse que, se eu passasse todo o dia colando latas vazias de cerveja umas às outras, o fruto desse meu trabalho seria ipso facto valioso; as coisas só seriam consideradas valiosas -admitia Marx-, se os indivíduos lhe atribuíssem valor de uso. Mas, uma vez que os indivíduos atribuíssem valor de uso a um bem, o valor desse bem seria determinado pelo número de horas de trabalho empregadas na sua produção.”

É possível identif**ar o erro primário em que incorreu a teoria do valor-trabalho; nas palavras de Thomas JR.: “Marx não estava errado ao perceber a relação que há entre o valor de um bem e o valor-trabalho empregado na produção desse bem; esses dois objetos estão frequentemente relacionados. O seu erro foi ter invertido os termos da relação causal. Um bem não tem o seu valor derivado de um trabalho nele empregado. É o trabalho empregado nele que tem o seu valor derivado da maior ou menor estima que os consumidores têm pelo produto final.”

Nós, do Clube Libertas, ressaltando a necessidade dos cuidados necessários para a contenção da pandemia do Covid-19, res...
19/03/2020

Nós, do Clube Libertas, ressaltando a necessidade dos cuidados necessários para a contenção da pandemia do Covid-19, resolvemos por adiar, por prazo indeterminado, nossas atividades, em especial o processo seletivo e ciclo de leituras.

Reiteramos a necessidade de cuidado e atenção em um momento tão delicado e que, assim que possível, retomaremos nossas atividades de modo salutar e sem prejuízo dos que desejam ingressar no clube ou participar de nossos eventos.

Com carinho. E pela liberdade.

Se cuide.

Ei, você tem interesse em aprender sobre a liberdade, a defendê-la, e ao mesmo tempo melhorar suas habilidades interpess...
13/03/2020

Ei, você tem interesse em aprender sobre a liberdade, a defendê-la, e ao mesmo tempo melhorar suas habilidades interpessoais, como sua oratória e organização, passar por experiências incríveis, como organização de eventos e liderança de uma equipe?
Se a sua resposta é sim, inscreva-se no processo seletivo do Núcleo de Estudos em Teorias Liberais e Libertárias, e não irá se arrepender!
Link na bio.

"O liberalismo não liga para os pobres"Ao discutirem sobre Liberdade (liberalismo e libertarianismo) muitas pessoas pode...
20/12/2019

"O liberalismo não liga para os pobres"

Ao discutirem sobre Liberdade (liberalismo e libertarianismo) muitas pessoas podem tentar desmoralizar o debate falando tal falácia.

Diante dessa desmoralização, evidencia-se entre outros, dois pontos importantes:

• A priori, somos um movimento pró-liberdade, ou seja, queremos que o mercado seja o menos burocrático possível para que os pequenos empreendedores possam ascender e que as grandes empresas não tenham o monopólio da oferta de serviços. E que além disso, as pessoas tenham acesso aos mais variados produtos e serviços também por preços variados.

• "Como os pobres poderão estudar em um modelo econômico de livre mercado?" Hoje, pode-se refletir se a maioria dos pobres estudam no Brasil (visto que estar na escola não é sinônimo de estudar de fato), devido principalmente a fatores como o modelo engessado educacional herdado dos anos 40. Muitos não estudam porque têm que trabalhar para pagar as contas. Além do que, para os que estudam, vendem o discurso que diploma é sinônimo de sucesso, e o resultado? Milhões de pós-doutores frustrados sem emprego.

ECONOMIA NÃO É UM JOGO DE SOMA ZERO. Para uma pessoa ganhar outra não precisa perder.

13/12/2019

Você sabe toda a história por trás de um simples lápis?
Neste vídeo, o economista Milton Friedman explica como o livre mercado, o sistema de preços e a operação impessoal dos preços são fundamentais tanto para promover a eficiência produtiva, quanto para promover a harmonia e a paz entre os povos.

"Tudo o que ocorre na sociedade de nossos dias é fruto de ideias, sejam elas boas, sejam elas más. Faz-se necessário com...
10/12/2019

"Tudo o que ocorre na sociedade de nossos dias é fruto de ideias, sejam elas boas, sejam elas más. Faz-se necessário combater as más ideias. Devemos lutar contra tudo o que não é bom na vida pública. Devemos substituir as ideias errôneas por outras melhores, devemos refutar as doutrinas que promovem a violência sindical. É nosso dever lutar contra o confisco da propriedade, o controle de preços, a inflação e contra tantos outros males que nos assolam.

Ideias, somente ideias, podem iluminar a escuridão. As boas ideias devem ser levadas às pessoas de tal modo que elas se convençam de que essas ideias são as corretas, e saibam quais são as errôneas".

-- Ludwig von Mises (29/09/1881 - 10/10/1973)

O solucionado novo problema da redação do EnemPelo membro: Lucas B. FerreiraConfesso que quando me confrontei com o tema...
07/11/2019

O solucionado novo problema da redação do Enem

Pelo membro: Lucas B. Ferreira

Confesso que quando me confrontei com o tema da redação deste ano torci o nariz, afinal, este é um tema bastante diferente. Porém, após refletir um pouco sobre, percebi o quanto isso pode render um debate sobre como o mercado não só tem, como já deu a resposta para esta problemática sem que as pessoas percebessem. Mostrando então como tal proposta não tangencia a esfera dos problemas reais, tal como o MEC sugere.
Por ora separarei o conceito de cinema em duas estruturas: a primeira é a própria infraestrutura, ou seja, tudo que compõe uma sala de cinema, como por exemplo, suas cadeiras, a sala escura, a ansiedade pela estreia de um filme que tantos esperavam e, por fim, a imensa tela. A outra estrutura é o conteúdo, afinal não existe cinema sem filme, correto?

“Minha cidade não tem cinema”.

É impossível nós abordamos este tema sem considerarmos as questões econômicas que envolvem o tema. Se nós pensarmos como um investidor, alguém que quer abrir um cinema, vários fatores devem e vão influenciar em nossa decisão. A primeira delas seria a questão geográf**a. Como todo negócio, o cinema deve ser rentável, pois os custos de se montar uma sala de cinema são altos e as compras dos filmes que serão exibidos são feitas periodicamente. Logo, f**a claro que não adianta ter um cinema se ele não tiver público. Por isso a maioria dos cinemas estão concentrados em grandes cidades, pois é ali que se tem a garantia de um giro alto de expectadores.

“Cinema é caro porque só vai rico”.

Sabia que 25% do valor de seu ingresso é imposto? E que mais da metade são impostos federais? Alguns impostos nos setores audiovisuais podem chegar até 30%. Isso tudo sem considerar os impostos escondidos como, por exemplo, na aquisição de equipamentos e gastos com toda a infraestrutura de um cinema. Tudo isso encarece o produto final para o consumidor.
Não satisfeito, o Estado acaba por cria leis para subsidiar alguns setores e obrigar empresas a darem descontos a alguns grupos. Isso f**a evidente quando nos deparamos com a lei que permite estudantes paguem meia-entrada pelo ingresso. O mais curioso é que após esta lei, muitos cinemas passaram a cobrar o dobro do valor do ingresso para que não houvessem prejuízo. Em suma, o que o Estado fez culminou no aumento do preço dos ingressos, consequentemente, a partir deste uma dona de casa passa a pagar o ingresso integral, enquanto o estudante da Mackenzie paga meia. Curioso, não?
Outros fatores influenciam o valor dos ingressos, tais como fatores macroeconômicos e fatores culturais. Com o avanço dos serviços de streaming e mídias digitais, muitas pessoas estão preferindo o conforto de sua casa do que gastar seu tempo indo até o cinema. Isso fez com que as salas de cinema estejam a competir com a sala confortável de nossa residência. Sendo assim, se a oferta por cinemas se mantiver a mesma e, a demanda diminuir, ou o preço cai para continuar compensatório ou ele se eleva para manter os custos.

Como o mercado democratizou o acesso ao “cinema”.

Agora é a hora de falarmos sobre a segunda estrutura, o conteúdo. Acredito que o maior objetivo de alguém ao ir até o cinema seja para contemplar o filme, certo? Pois bem, cada vez mais esta demanda está sendo suprida das formas mais variadas possíveis. Diversas empresas estão disponibilizando serviços que garantem uma série de filmes e demais conteúdos por um preço quase que inferior ao gasto de se ir cinema. O mais incrível de tudo isso é fato de que muitas casas localizadas em cidades que não têm acesso ao cinema já contam com televisores enormes e de alta qualidade. Algumas pessoas adquirem até mesmo equipamentos de som para tornarem suas casas mini cinemas. Isso evita incômodos, filas, e garante conforto, economia e a possibilidade de ter um encontro mais familiar. Eu diria que até mesmo a infraestrutura que antes era exclusiva para as salas de cinema já foi superada, e que a democratização do acesso a essa experiência de se poder assistir um bom filme, com um ótimo som e imagem já é uma realidade. Isso sem contar que tudo isso poderia ser ainda mais acessível se o Estado não cobrasse impostos tão altos sobre cada metro quadrado de nossos produtos adquiridos.

O mercado já democratizou o acesso ao cinema. Algumas pessoas apenas não perceberam isso.

SFLB - Students For Liberty Brasil
08/09/2019

SFLB - Students For Liberty Brasil

O diretor Alfonso Cuarón foi premiado durante o Globo do Ouro por sua nova produção “Roma”. O filme foi lançado simultaneamente nos cinemas e na Netflix – e gerou polêmica por isso.

Para alguns, o sucesso da parceria Cuarón-Netflix poderia marcar o fim do cinema independente. Para o diretor mexicano, está ocorrendo justamente o contrário:

"Quantos cinemas vocês acham que iriam exibir um filme mexicano, em preto e branco, que é falado em espanhol, que é um drama e sem sequer uma celebridade?"

Cuarón está correto na sua análise. O mercado mundial dos serviços de streaming tem permitido um intercâmbio cultural único. Pessoas que estão na pobreza pela primeira vez conseguem ter fácil acesso a obras alemãs, japonesas, de várias outras partes do mundo e até do próprio país.

A barreira que dividia ricos e pobres no acesso à cultura nunca foi tão pequena - e pode diminuir ainda mais se o estado não atrapalhar.

A liberdade é o caminho para que possamos avançar ainda mais e quebrar essa e outras barreiras da nossa sociedade.

Na LibertyCon vamos quebrar os muros que separam todos aqueles que defendem a liberdade. Não perca a oportunidade de participar deste evento, garanta seu lugar clicando no link -> www.libertycon.com.br

Em 2 de setembro de 1949 nascia Hans-Hermann Hoppe, um dos mais famosos economistas austríacos. Por isso, o Clube Libert...
04/09/2019

Em 2 de setembro de 1949 nascia Hans-Hermann Hoppe, um dos mais famosos economistas austríacos. Por isso, o Clube Libertas gostaria de homenagear essa importante figura da economia austríaca.
Hoppe obteve seu PhD em 1974 na Universidade de Frankfurt, tendo sido orientado por Habermas. Com a experiência e conhecimentos acumulados nas teorias da ética do discurso de seu antigo orientador e Karl-Otto Apel, Hoppe desenvolveu sua ideia magna, a Ética Libertária - ou, Ética Argumentativa Hoppeana; contribuiu também em estudos nas áreas de economia, política libertária e apologia do direito privado.

Hoje, estamos aqui para celebrar o aniversário dessa ilustre figura, H³.

07/08/2019
Ops! Os nossos Senadores esbanjam gastos em viagens internacionais enquanto os deputados da Suécia,  não têm assessores,...
01/08/2019

Ops!
Os nossos Senadores esbanjam gastos em viagens internacionais enquanto os deputados da Suécia, não têm assessores, dormem em quitinete e pagam pelo cafezinho! Quanta diferença! (link nos comentários)
Qual a sua opinião?

O Ministério Público de Contas da União (MPU) instaurou investigação para apurar a farra na concessão de diárias de viagens de senadores e servidores da Casa. Os parlamentares viajam e recebem valores referentes a cada dia fora do País. Ou seja, os senadores esbaldam-se no exterior e quem pa...

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37200-000

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