25/07/2026
Hoje é uma data que carrega história, luta e memória. O 25 de julho foi criado em 1992, durante o 1º Encontro de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas, realizado em Santo Domingo, na República Dominicana . O encontro reuniu mais de 300 representantes de 32 países para compartilhar suas vivências, denunciar as opressões vividas e debater soluções de combate ao racismo e ao machismo . Com o tempo, a data passou a integrar o calendário internacional da Organização das Nações Unidas (ONU) .
No Brasil, o 25 de julho tem um signif**ado ainda mais próximo: é também o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, instituído pela Lei 12.987 de 2014 . Tereza de Benguela foi líder do Quilombo de Quariterê, no Vale do Guaporé (MT), no século XVIII , e sua liderança se destacou pela criação de uma espécie de Parlamento e de um sistema de defesa  — até ser capturada e morta pelas forças coloniais. Rainha Tereza é, até hoje, um símbolo da resistência negra e quilombola no Brasil.
Essa data também é um lembrete de que a luta não acabou. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que, entre as mulheres vítimas de feminicídio em 2021, 62% eram negras  — uma realidade que reforça por que datas como essa seguem tão urgentes quanto simbólicas.
E se você está se preparando pro ENEM: guarda esse conteúdo. Nomes como bell hooks, Lélia Gonzalez — filósofa, antropóloga e uma das principais referências do movimento negro e do feminismo negro no Brasil  — e a própria trajetória de Tereza de Benguela são repertórios potentes pra temas de redação sobre racismo estrutural, desigualdade de gênero e violência contra a mulher.