28/05/2026
A pandemia de Covid-19 evidenciou que não é possível enfrentar a mortalidade materna se não houver equidade racial.
A violência obstétrica e o racismo institucional afastam mulheres negras dos serviços de saúde, atrasando a busca por cuidado e agravando desfechos maternos.
Mulheres pretas e pardas enfrentam maiores desigualdades sociais, piores condições de moradia e mais barreiras de acesso à proteção e ao cuidado. Em 2021, foram registrados 190,8 óbitos maternos a cada 100 mil nascidos vivos entre mulheres pretas e pardas. Além disso, mulheres negras apresentam maior prevalência de condições crônicas como hipertensão, diabetes, obesidade, asma e doenças cardiovasculares, fatores que aumentam os riscos durante a gestação.
Falar sobre mortalidade materna também é falar sobre racismo, desigualdade e direito à vida. ✊🏾