E. E. Francisco Ferreira Lopes

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Brasileiros acham gene da pantera-negraAlteração de uma única letra química do DNA é suficiente para transformar leopard...
01/01/2013

Brasileiros acham gene da pantera-negra

Alteração de uma única letra química do DNA é suficiente para transformar leopardo "comum" no felino preto. Característica evoluiu várias vezes, de forma independente, nas linhagens de gatos; função ainda é debatida

Um dos felinos mais bonitos da Terra acaba de f**ar um pouco menos misterioso. Dois cientistas brasileiros, trabalhando com colegas dos EUA e da Rússia, identif**aram a mutação que transforma leopardos "comuns" na célebre pantera-negra.
De quebra, os pesquisadores também flagraram a alteração genética responsável por produzir a versão negra de outro felino selvagem, o gato-dourado-asiático.
A descoberta está descrita na revista científ**a "PLoS ONE". Os autores brasileiros do estudo são Alexsandra Schneider e Eduardo Eizirik, ambos da PUC-RS.
O biólogo da PUC gaúcha conhece como poucos a genética da pelagem dos felinos. Há quase dez anos, ele foi coautor do trabalho que identificou pela primeira vez as mutações que produzem versões pretas do gato doméstico, da onça-pintada e do jaguarundi (espécie que lembra uma versão miniatura da suçuarana, com a qual tem parentesco próximo).
Mas ainda havia (e há) um bocado de trabalho a fazer nessa área, já que as chamadas formas melânicas (ou seja, de pelagem preta) estão registradas para 13 espécies de felinos, sem falar em relatos não documentados sobre tigres negros, por exemplo.
"No caso dos tigres, as fotos que eu vi até hoje não mostram melanismo verdadeiro", contou Eizirik à Folha. "Está mais para variação na largura das listras."
Grosso modo, há dois jeitos principais de criar um felino negro, ambos envolvendo um receptor, ou fechadura química, conhecida como MC1R. É nessa fechadura que se encaixam as moléculas de um hormônio que estimula a produção da eumelanina, o pigmento da cor escura.
Por um lado, se o MC1R f**ar hiperativo durante o desenvolvimento do animal, ele pode nascer melânico. Por outro, o receptor pode ser bloqueado por outra molécula, conhecida como ASIP, cuja ação leva à produção de um pigmento de cor clara. Se a ASIP for eliminada, portanto, o bicho também pode acabar f**ando escuro.
Ora, o que o novo estudo mostrou, estudando 11 panteras-negras asiáticas, é que o DNA dos gatões tinha uma alteração de uma única "letra" química no gene que contém a receita para a produção da ASIP. Essa letrinha trocada é suficiente para atrapalhar a fabricação da proteína e inutilizá-la.
Resultado: leopardos de pelos pretos -mas só se os bichos carregarem duas cópias do gene alterado. Coisa semelhante, embora não idêntica, ocorre no caso do gato-dourado-asiático.
A questão agora é entender o papel evolutivo da mutação. Eizirik conta que, nas matas da península Malaia (que pega trechos de países como Malásia e Tailândia), as panteras-negras chegam a ser quase 100% da população de leopardos, enquanto são raras na África.
"Pode ser um resultado casual do isolamento dessa população, ou pode ser resultado da seleção natural", diz. Há quem acredite que a cor preta seja mais vantajosa em matas mais fechadas, mas isso ainda não foi confirmado.

Fonte: Folha de São Paulo, 01/01/2013.

COMPUTADOR VAI SE MESCLAR COM OBJETOS DO COTIDIANOPrimeiro passo foi dado pelo Google, que desenvolve óculos futuristasA...
29/07/2012

COMPUTADOR VAI SE MESCLAR COM OBJETOS DO COTIDIANO

Primeiro passo foi dado pelo Google, que desenvolve óculos futuristas

Apple e Olympus planejam aparelhos parecidos; especialista prevê popularização entre sete e dez anos

BRUNO ROMANI
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Os computadores pessoais estão mudando de cara. Em um futuro nem tão distante, eles não f**arão sobre a mesa ou dentro do bolso. Os dispositivos assumirão a forma de roupas, joias, acessórios e até tatuagens.
Soa como filme de ficção científ**a, mas atualmente empresas, universidades e hackers trabalham para desenvolver uma classe chamada de computadores vestíveis (conhecidos em inglês como "wearables").
O primeiro passo para a popularização foi dado pelo Google em abril, quando anunciou que está trabalhando em óculos futuristas.
O acessório roda Android, tem processador e memória, sensores de GPS, câmera digital e uma pequena tela, que exibe informações diretamente para os olhos do usuário.
"Os vestíveis serão a norma", disse à "Wired" Babak Parviz, um dos responsáveis pelo projeto. Antes do Google, o pesquisador trabalhava na Universidade de Washington na criação de uma lente de contato capaz de exibir informações transmitidas pela internet, que chegou a ser testada em coelhos.
Outros gigantes também estão de olho nesse mercado. No começo de julho, a Apple registrou patentes de óculos futurísticos. Na mesma semana, a Olympus anunciou um produto parecido. Ele se conecta via Bluetooth ao celular e exibe informações.
A Nokia foi mais longe e registrou a patente de uma tatuagem eletrônica que vibra quando há ligações telefônicas ou mensagens SMS.
Já disponíveis no mercado, alguns produtos voltados para o esporte são roupas e pulseiras. A Adidas, por exemplo, vende uma espécie de sutiã com sensores embutidos que captam batimentos cardíacos e calorias perdidas. As informações são enviadas para o smartphone.
Em janeiro,durante a CES, maior feira de eletrônicos do mundo, diversas empresas apresentaram produtos, como jaquetas e relógios com computadores integrados.
"Acredito que os vestíveis serão populares entre sete e dez anos", diz Patrick Moorhead, presidente da consultoria Moor Insights and Strategy. "Será quando as pessoas que podem pagar por eletrônicos básicos poderão comprar vestíveis."
Atualmente, a categoria é estudada e implementada em situações especiais, como na reabilitação de deficientes ou como acessório militar. Forças especiais do Exército americano já usam óculos que exibem informações, como localização.
O foco para o consumidor final deverá ser a comunicação e o entretenimento. Imagine como a vida melhoraria se os seus óculos identif**assem alguém que você conhece mas não lembra de onde (como fazia o personagem de Arnold Schwarzenegger em "Exterminador do Futuro").
"Vestíveis são o último passo antes de computadores implantados, que atualmente têm difícil aceitação", diz Moorhead.

Fonte: Folha de São Paulo, 29 de Julho de 2012.

Aos alunos concluintes do ensino médio: ALUNOS DA REDE PÚBLICA PODEM TER ATÉ 15% DE BÔNUS NO VESTIBULAR DA FUVEST Estuda...
29/07/2012

Aos alunos concluintes do ensino médio:

ALUNOS DA REDE PÚBLICA PODEM TER ATÉ 15% DE BÔNUS NO VESTIBULAR DA FUVEST

Estudantes inscritos no Pasusp também poderão fazer o exame gratuitamente.

Estão abertas as inscrições para o Programa de Avaliação Seriada da USP (Pasusp), que concede bônus de até 15% aos alunos de escolas públicas do país, de acordo com o desempenho na 1ª fase do exame da Fuvest. Para obter o bônus é necessário que o estudante esteja matriculado no 2º ou no 3° ano do Ensino Médio na rede pública e que tenha cursado integralmente os outros anos do Ensino Médio e o Ensino Fundamental em instituições públicas. Do total dos 15% de bônus, até 5% são para os alunos do 2° ano, que acumularão o benefício para o ano seguinte, e até 10% para os do 3° ano.
Os estudantes do 2° ano já receberão 2% do bônus ao se inscreverem e realizarem a prova. Se os candidatos conseguirem atingir 40 dos 90 pontos possíveis, receberão mais 3% de bônus, que podem ser utilizados no ano seguinte, quando prestarem o vestibular. Quando esse aluno estiver no 3° ano, o teto da bonif**ação será de até 10%, conforme o número de pontos alcançados na primeira fase.
A inscrição não tem custo e deve ser feita pelo portal www.fuvest.br até o dia 15 de agosto. Após o envio da documentação solicitada, o aluno deve se inscrever, também gratuitamente, para o vestibular da Fuvest, de 24 de agosto a 10 de setembro, no mesmo endereço eletrônico.

Para mais informações sobre o Pasusp acesse o site do www.prg.usp.br/site e clique em “Avaliação Seriada Pasusp”. Dúvidas também podem ser esclarecidas por meio do telefone (0/xx/11) 3091-3288, das 10h às 16h, de segunda a sexta-feira; ou por mensagens que devem ser endereçadas ao e-mail [email protected].

Mais informações à imprensa: (11) 3218-2061 e 3218-2020

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Longevidade irresponsável (Drauzio Varella)A precocidade da fase reprodutiva impôs limites mais modestos à duração da vi...
05/05/2012

Longevidade irresponsável (Drauzio Varella)

A precocidade da fase reprodutiva impôs limites mais modestos à duração da vida

Em 1900, a expectativa de vida ao nascer de um brasileiro era de míseros 33,7 anos.
Nossa espécie desceu das árvores nas savanas da África há pelo menos 5 milhões de anos. Passamos quase toda a história abrigados em cavernas, atormentados pela fome, pelas doenças infecciosas e por predadores humanos e não humanos. A mortalidade infantil era estratosférica; poucos chegavam aos 20 anos em condições razoáveis de saúde.
Milhões de anos de privações moldaram muitas de nossas características atuais.
A mais importante delas foi a maturidade sexual precoce. Vivíamos tão pouco que levavam vantagem na competição as meninas que menstruavam antes e os meninos que produziam espermatozoides mais cedo. Quanto mais depressa concebiam filhos, maior a probabilidade de transmitir seus genes às gerações futuras.
A precocidade da fase reprodutiva impôs limites mais modestos à duração da vida. Em todos os animais, quanto mais tarde acontece o amadurecimento sexual, maior é a longevidade.
Nas drosófilas -a mosquinha que ronda as bananas maduras-, quando selecionamos para reprodução apenas as fêmeas e os machos mais velhos, em três ou quatro gerações a vida média da população duplica. Se nossos antepassados tivessem começado a ter filhos só depois dos 50 anos, agora passaríamos dos 120 com facilidade.
O acompanhamento de coortes de centenários confirma essa suposição: mulheres que engravidam pela primeira vez depois dos 40 anos têm quatro vezes mais chance de chegar dos 90 anos.
A segunda característica moldada nas cavernas foi nosso padrão alimentar. A arquitetura das redes de neurônios que controlam os mecanismos de fome e saciedade no cérebro humano foi engendrada em época de penúria. Em jejum há três dias, o homem daquele tempo trocaria a carne assada do porco do mato que acabou de caçar por um prato de salada?
A terceira, foi a necessidade de poupar energia. Em temporada de vacas magras, absurdo desperdiçá-la em esforços físicos desnecessários.
Somos descendentes de mulheres e homens que lutavam para conseguir alimentos altamente calóricos, porque deles dependia a sobrevivência da família. Como o acesso a eles era ocasional, nessas oportunidades comiam até não poder mais. Bem alimentados, evitavam movimentar-se para não malbaratar energia.
Durante milhões de anos, nosso cérebro privilegiou os mecanismos responsáveis pelo impulso da fome e pela economia de gasto energético, em prejuízo daqueles que estimulam a saciedade e a disposição para a atividade física.
De repente, veio o século 20, com o saneamento básico, as noções de higiene pessoal, as tecnologias de produção e conservação de alimentos, as vacinas e os antibióticos. Em apenas cem anos, a expectativa de vida no Brasil atingiu os 70 anos; mais do que o dobro em relação à de 1900, feito que nunca mais será repetido.
A continuarmos nesse passo, em 2030 atingiremos a expectativa de 78 anos. A faixa etária que mais cresce é a que está com mais de 60 anos. Sabendo que atualmente 75% dessa população sofre de enfermidades crônicas, a saúde pública estará preparada enfrentar esse desafio?
Pelo andar da carruagem, é quase certo que não. Mas não é esse o tema que pretendo tratar neste sábado, leitor: quero chamar a atenção para a nossa irresponsabilidade ao lidar com o corpo.
Aos 40 anos, você pesa dez quilos mais do que aos 20. Aos 60, já acumulou mais uma arroba de gordura, não resiste aos doces nem aos salgadinhos, fuma, bebe um engradado de cerveja de cada vez, é viciado em refrigerante, só sai da mesa quando está prestes a explodir e ainda se dá ao luxo de passar o dia no conforto.
Quando se trata do corpo, você se comporta como criança mimada: faz questão absoluta de viver muito, enquanto age como se ele fosse um escravo forçado a suportar desaforos diários e a aturar todos os seus caprichos, calado, sem receber nada em troca.
Aí, quando vêm a hipertensão, o diabetes, a artrite, o derrame cerebral ou o ataque cardíaco, maldiz a própria sorte, atribui a culpa à vontade de Deus e reclama do sistema de saúde que não fez por você tudo o que deveria.
Desculpe a curiosidade: e você, pobre injustiçado, não tem responsabilidade nenhuma?

Folha de São Paulo, Ilustrada, 05 de maio de 2012.

PUXÃO DE ORELHAAlargador vai além da modinha, mas enfrenta barreiras no mercado de trabalhoCHICO FELITTIFoi dada a alarg...
18/03/2012

PUXÃO DE ORELHA

Alargador vai além da modinha, mas enfrenta barreiras no mercado de trabalho
CHICO FELITTI

Foi dada a alargada. E parece que ela não tem volta: os jovens que nos últimos anos deram de expandir os lóbulos não demonstram arrependimento.
Nas contas da antropóloga Mariana Junyu, há, só na cidade de São Paulo, 50 mil pessoas com botoque (ou alargador, para os íntimos).
Desses todos, poucos voltam atrás da decisão. "Faço essa cirurgia com pouca frequência", disse o cirurgião plástico Juarez Avelar.
Esse é um sinal de que o procedimento perdeu o caráter efêmero das modas entre adolescentes. Mesmo que o mercado de trabalho às vezes puxe a orelha de alguns adeptos do penduricalho.

NO TRABALHO NÃO?

Foi o que aconteceu com Rafael Caldas, 22, que usa furos de 20 milímetros, quando ele começou a trabalhar, há cinco anos.
"Consegui emprego numa agência dos Correios", conta o programador. "Mas o diretor avisou logo que eu teria de tirar os alargadores. Foi muito triste."
Médicos dizem que furos a partir de 10 mm já esgarçam a pele a ponto de ela f**ar frouxa quando se tira a joia -que é de plástico ou aço no mais das vezes.
Era esse tamanho-limite que a catarinense Lucia Santa Cruz, 25, usava quando foi trabalhar em um shopping de São Paulo, em 2007.
Ela tirava os alargadores na hora de bater o ponto. "No processo seletivo, já fui avisada de que não poderia trabalhar usando eles."
Ela então passou a usar o acessório só nas horas livres. Ainda assim, sofreu estranhamento. "Tinha gente que ia reclamar ao meu chefe."
O chefe de Adnan (nome fictício) numa videolocadora de Barueri tanto ouviu queixas que acabou por demiti-lo, afirma o estudante de 21 anos.
"Uma cliente reclamou de que alargador era coisa de drogado e que não caía bem para um funcionário", conta ele. "Mas isso foi há alguns anos. Acho que deve ter melhorado."
Melhorou? "Não muito", responde Carlos Nomizade, 19, estagiário de um escritório de advocacia no Rio.
"E olha que meus brincos só têm 5 mm, menos do que o plug de um fone de ouvido", conta ele, que não vai ao forum usando o adereço.
"É muita mente estreita ter preconceito contra isso", reclama o jovem.

TEMPO DE ALARGAR

Pode soar como mente estreita, mas quem conhece a lei diz que os chefes não estão fazendo discriminação.
"Uma empresa pode exigir que seus empregados se apresentem de uniforme, asseados, barbeados, sem tinturas extravagantes nos cabelos, piercings ou alargadores", diz a advogada trabalhista Marcia Yoshida.
Há quem aposte que o mercado vá se adaptar. "É uma onda geracional que vai ter um ciclo de vida longo", afirma o galerista Baixo Ribeiro, que usa alargadores de 18 mm.
Foi o que aconteceu com Rafael Caldas. Anos depois de ter de tirar os brincos para trabalhar nos Correios, ele virou o jogo.
Ganhou a confiança do chefe atual e hoje trabalha com os brincos estertores.
E mais: agora, Caldas usa roupa social com alargador.

Folha de São Paulo: 18/03/2012.

Tecnologia que permite o pagamento via celular sem precisar de cartão...SUA PRÓXIMA CARTEIRAAcordos entre grandes empres...
10/03/2012

Tecnologia que permite o pagamento via celular sem precisar de cartão...

SUA PRÓXIMA CARTEIRA

Acordos entre grandes empresas fazem decolar a tecnologia que permite fazer pagamentos usando o celular como cartão

Deixe em casa os cartões de crédito e débito, as notas e moedas e o talão de cheques. Pegue apenas o celular.
A próxima revolução da telefonia deve mudar a forma como pagamos as contas.
Uma corrida frenética une fabricantes de aparelhos, teles, bancos, operadoras de cartão e desenvolvedoras de chips para fazer do celular (também) a sua carteira.
Esse foi um tema central do Mobile World Congress, maior evento do setor de telefonia, realizado na última semana em Barcelona.
Diferentes tecnologias impulsionam a corrida. A estrela, já não tão nova, se chama NFC ("near field communication", na sigla em inglês).
É uma transmissão de dados sem fio que funciona ao aproximar o celular do terminal de cobrança. Um processo parecido com o que ocorre hoje com os cartões, mas não é necessário contato.
As novidades nesse front se acumulam.
No mês que vem, a Vodafone, gigante global da telefonia, vai oferecer serviços de cobrança com NFC em cinco países europeus, numa parceria com a Visa.
A Visa que, por sua vez, se uniu à Samsung para colocar nas ruas de Londres, nos Jogos Olímpicos deste ano, um sistema de pagamento via celular que vai funcionar até no transporte público.
Nos EUA, o Google lançou, em setembro passado, a Google Wallet, no celular Nexus S, da Samsung, com cartões da MasterCard. Em breve, modelos da LG terão o serviço.
Ainda no mercado americano, um grupo chamado Isis, união das operadoras AT&T, Verizon e T-Mobile, lançará neste ano sua própria carteira para celular.
Com tantos atores de áreas tão diferentes para agrupar, f**a fácil entender por que a revolução demorou a deslanchar -já se vão mais de seis anos desde que a revista "Economist" publicou reportagem sobre o NFC sob o título "Num futuro muito em breve".
A GSMA, associação de operadoras e fabricantes de celulares, acredita que o "muito em breve" chegou.
Estima que nos próximos três anos será vendido 1,5 bilhão de celulares com tecnologia NFC, o que equivale a um quarto do total de linhas existentes hoje no mundo.

E O BRASIL?

As empresas veem uma chance clara de lançar no Brasil celulares capazes de substituir os cartões e enxergam também um grande caminho de inclusão bancária, já que 40% da população não tem conta corrente. A Visa diz conversar com teles brasileiras para implementar a tecnologia, mas não dá prazo.
A vantagem é que já há uma base grande instalada de aparelhos e cartões com chip. "Dar o passo para o celular é mais fácil a partir daí", diz Rodrigo Meirelles, diretor da Visa para pagamentos móveis na América Latina.
O xadrez passa pelo governo. O Ministério das Comunicações defende que o dinheiro que girar nos celulares esteja atrelado a uma conta bancária -algo que será discutido com o Banco Central ainda neste mês.

Fonte: Folha de São Paulo, 10/03/2012.

Vídeo ilustrativo sobre a tecnologia NFC:
http://www.youtube.com/watch?v=WC3lXutliME

Conheça um pouco mais sobre a tecnologia NFC que já está integrada no aparelho Nexus S, que tem Android 2.3. A ideia principal da Google é que, num futuro pr...

GRAFITEIROS TROCAM SPRAY POR EXTINTORESDispositivo é usado para pichar letras gigantes, muitas delas indecifráveis, que ...
04/03/2012

GRAFITEIROS TROCAM SPRAY POR EXTINTORES

Dispositivo é usado para pichar letras gigantes, muitas delas indecifráveis, que atingem até sete metros de altura

Muros de prédios, viadutos e túneis da região central e zona oeste estão entre as principais 'vítimas'

As indecifráveis letras espalhadas pelos muros da cidade são uma forma de arte ou apenas depredação de patrimônio? Um novo tipo de pichação, considerada vandalismo extremo até por quem a pratica, vai esquentar ainda mais essa discussão.
Grafiteiros paulistanos -alguns deles artistas renomados- estão trocando, em segredo, suas latinhas por extintores de incêndio cheios de tinta preta ou colorida.
O resultado, torto e escorrido, devido à dificuldade de controlar o jato, começa a aparecer nas paredes, viadutos e túneis da cidade.
"Tags" (assinaturas) como VLOK, VERSUS, ENO, LARPUS E NAO (em maiúsculas, como são pichadas), com letras que passam dos sete metros de altura, fazem outras pichações, que normalmente não atingem os três metros, parecerem nanicas.
Em São Paulo, a técnica começou a ser usada há cerca de três anos, trazida por artistas brasileiros que voltavam do exterior. A partir do ano passado, ganhou mais adeptos e mais espaços.
Em 2010, o artista nova-iorquino Krink pintou, a convite, a fachada do MIS (Museu da Imagem e do Som) usando um extintor. "Eu deixei alguns extintores com amigos depois do trabalho, e eles gostaram bastante de usar", conta Krink, que não se considera um grafiteiro.
Poucos pichadores (diferente de grafiteiros, que fazem desenhos) conhecem o método. Do ponto de vista de quem picha, ele tem a vantagem de produzir letras de grande impacto em apenas alguns segundos.
"Os caras ainda olham e pensam: como é que conseguiram fazer desse tamanho?", diz o grafiteiro paulistano A., que falou sob a condição de anonimato. "Se cair na mão de pichador, vai cair na mão de todo mundo."
E já há pichadores na fila. Como N., que pichou os muros das casas do juiz Nicolau dos Santos Neto, o Lalau, e do casal Nardoni, na época em que seus crimes alcançaram grande repercussão.
Ele diz que está só esperando para ganhar o "brinquedinho" prometido por um colega grafiteiro para espalhar sua marca pela cidade: "OSBV", um abreviação da frase "os bicho vivo".

NA MESMA MOEDA

Para o grafiteiro Mundano, esse tipo de vandalismo extremo "é uma resposta agressiva à prefeitura", que apaga as pichações e grafites com jatos de tinta cinza.
As pichações com o extintor não parecem conter nenhum tipo de protesto específico, mas trazem a mesma atitude contrária ao sistema de outros tipo de intervenção urbana. "De algum jeito, a gente quer atingir o sistema. Se não incomodar, a gente não vai mais fazer", diz A.
Mas uma ação com o extintor em São Paulo se destacou pelo tom de protesto.
Em janeiro, um grupo munido de extintores praticamente lavou de azul a fachada da sede do Ibama na capital. A ação foi um protesto para lembrar o segundo aniversário da licença ambiental prévia concedida pelo órgão do meio ambiente para as obras da usina de Belo Monte, no Pará.

Fonte: Folha de São Paulo, 04/03/2012.

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