Monte Carlo está dentro do espaço territorial que se chamou de Região do Contestado, palco de disputa de terras entre Paraná e Santa Catarina, encerrada em 1916. O local foi base para concentração de forças militares para o 2º ataque a Taquaruçu, em 1913, durante a Guerra do Contestado (1912 , 1916) movimento social que se transformou em conflito armado entre forças militares e a população revolt
ada liderada por caboclos. Por estar situada no caminho entre Campos Novos e Taquaruçu, Espinilho era caminho para os secretários do monge José Maria. Na localidade da Vila Arlete, encontra-se uma nascente de água tida como benta e considerada de propriedades curativas pela população por ter sido abençoada pelo monge João Maria, antecessor de José Maria. O caboclo, elemento humano presente na região, tem sua origem na miscigenação entre o índio (Tupi-Guarani, Kaigang e Xokleng), o branco (lusitano ou castelhano) e o negro (escravo africano). Também é conhecida pela religiosidade, valentia, apego á família e por ser "pau-para-toda-obra": criador, lavrador, caçador, peão, agregado, mateiro, serrador, lenhador. Na década de 60, o governo federal regulamentou a Lei de incentivo ao Reflorestamento, que permitiu que florestas montecarlenses fossem repostas com pinus, planta exótica de procedência norte-americana que se adaptou muito bem à região sul do Brasil, com produtividade superior à existente em seu local de origem, impulsionando ainda mais a economia do município. As empresas madeireiras e reflorestadora que deram origem aos atuais contornos urbanos de Monte Carlo ampliaram seu leque de atividades, além do viveiro de mudas para reflorestamento e dos próprios reflorestamentos, apostaram em industrialização da madeira, criação de suínos, pecuária de corte e de leite e iniciaram a cultura da maçã em Monte Carlo. Hoje o povo montecarlence tem orgulho do seu passado e luta a cada dia, vivendo seu presente de olho no seu futuro, escrevendo mais algumas linhas na história desta cidade há muito abençoada.