13/04/2026
✊🏽✊🏾✊🏿Luana Barbosa: 10 anos de um lesbocídio sem justiça
Luana era uma mulher negra, lé***ca desfeminilizada, periférica e mãe que vivia em Ribeirão Preto (SP).
Foi imobilizada e espancada por 3 policiais militares em abril de 2016, após exigir que fosse revistada por uma policial mulher, quando levava o filho adolescente ao curso de informática. Ela foi invalidada mesmo ao levantar a camisa e mostrar os seios.
5 dias depois, na UTI, não resistiu às agressões e faleceu de traumatismo craniano encefálico em 13 de abril de 2016.
Uma década depois, o caso segue sem julgamento e os 3 policiais permanecem em liberdade.
O assassinato de Luana não é um caso isolado, mas reflexo do lesbo-ódio, lesbocídio, violência policial e racismo que estruturam o Brasil. São corpos como os de Luana que são ameaçados, dilacerados e desumanizados até a morte, são mulheres negras, lé***cas-sapatão e desfeminilizadas.
Denunciamos o caso como um dos inúmeros exemplos da violência sistemática heteropatriarcal e ra***ta no Brasil, onde não nos cabe a humanidade, sem contar tantas outras que foram assassinadas, abandonadas pelo esquecimento e pela impunidade. Quantas de nós precisam sangrar e sangrar até a morte todos os dias para que possamos existir e viver com dignidade?
Ao longo desses 10 anos, a família de Luana e os movimentos sociais continuam a lutar para que a justiça seja feita e Luana Barbosa permaneça viva em nossas memórias.
Relembrar Luana é um ato político.
É nomear o lesbocídio e o racismo.
É recusar o silenciamento das nossas.
É denunciar a impunidade e a estrutura violenta que nos atingem.
NENHUMA LUANA A MENOS!