21/10/2026
Repetindo o velho discurso de que o Estado gasta muito e é preciso cortar gastos, o candidato Flávio Bolsonaro (PL) promete um "tesouraço" nas contas públicas. Os cortes chegariam a R$ 250 bilhões. O que ele não diz é de onde vai sair a economia prometida.
Ele jura que não vai atingir os mais pobres. Mas o que sai da boca de integrantes de sua equipe econômica, e o que é discutido reservadamente com empresários e banqueiros, aponta para outro caminho: um ataque pesado à Previdência Social, aos benefícios sociais, como Bolsa Família e BPC, privatizações de estatais e ataques aos serviços públicos e direitos trabalhistas.
Flávio Bolsonaro tem citado como modelo de medidas o governo de Javier Milei, da Argentina. O presidente de extrema direita vem implementando um duro ajuste fiscal responsável pelo empobrecimento recorde da população, fechamento de empresas e aumento da fome no país vizinho.
Economistas neoliberais alertam que um corte desse tamanho não vem só de enxugar a máquina administrativa. Para chegar a esse número seria preciso mexer nas aposentadorias, nos benefícios sociais e nas políticas públicas. Ou seja: mexer no que sustenta a vida do povo trabalhador.
Além da ameaça aos direitos e condições de vida, Flávio também representa um projeto autoritário, antidemocrático e golpista como ficou demonstrado no governo de Jair Bolsonaro e em outras ações da extrema direita ao longo dos últimos anos. Para implementar seus ataques, vai agir contra as liberdades democráticas e direito de organização dos trabalhadores, para impedir qualquer resistência.
Diante da ameaça que a candidatura de Flávio Bolsonaro representa, neste segundo turno, a CSP-Conlutas defende o voto crítico no 13, para derrotar a extrema direita e a interferência de Trump. Mas derrotar Flávio não é dar cheque em branco a Lula.
É com independência de classe e luta nas ruas e locais de trabalho e estudo que os trabalhadores terão de combater o arcabouço fiscal, os cortes nos serviços públicos e o governo petista que também privilegia banqueiros e grandes empresários em detrimento das necessidades do povo.
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