Aniversário - 24 de JUNHO ( 1928 )
SOBRE A CIDADE DE NHANDEARA
Área da unidade territorial: 437,4 Km2
Latitude do distrito sede do município: -20,69°
Longitude do distrito sede do município: -50,03°
Altitude: 525 m
Prefeito 2009/12: Dr. Odilon - PSB 40
População de Nhandeara
Resultado do Censo 2010
IBGE-2010: 10.725 hab. Fundo de Participação dos Municípios
FPM-2010: R$ 4.877.861,22
Fundo de M
anutenção e Desenvolvimento da Educação Básica
e de Valorização dos Profissionais da Educação
FUNDEB-2010: R$ 1.477.967,51
Resultados do Universo do Censo 2000
Valor do Fundo de Participação dos Municípios (FPM):
R$ 1.562.001,19
População residente
Total: 10.194
Homens: 5.020
Mulheres: 5.174
Urbana: 7.879
Rural: 2.315
População residente de 10 anos ou mais de idade
Total: 8.960
Alfabetizada: 8.025
Taxa de alfabetização: 89,6 %
(2004)
Estabelecimentos de ensino pré-escolar: 05
Estabelecimentos de ensino fundamental: 06
Estabelecimentos de ensino médio: 02
Hospitais: 01
Agências bancárias: 04
BREVE HISTÓRIA DE NHANDEARA
Nhandeara é uma cidade localizada a 408Km da cidade de São Paulo (capital) e foi fundada em 1928, por Joaquim Fernandes de Melo. Na Segunda metade do Século XIX, adentraram a essa região os pioneiros (antes de mais nada uns sonhadores), com o espírito de desbravar as matas, cultivar o solo, e fazer dessa região o seu novo lar. A primeira família a radicar-se na região, mais precisamente no Bonsucesso, foi a família Silveira, (Antônio Alves da Silveira, Isabel Cândida da Conceição e filhos), que aqui chegou através de Tanabi e Cosmorama. No início do Século XX, outras famílias para cá vieram com o objetivo de aqui fixar-se e fazer destas terras o berço de si e de seus filhos, que ficaram afixados nos seguintes locais; Fazenda Ponte Nova (família Longo e Líndolfo), Córrego da Onça (família Boschília, Sebastião Isidoro e José Cândido), Fazenda Mato Grosso (família Romano e Franco). Córrego do Martins, (Manoel Bento, Antônio Bento e José Eugênio), Fazenda dos Portugueses (João Batista Ramos), Fazenda Santa Helena, (Nahar Soubhia) e Centro da Região (Manoel Ricardo de Lima, Capitão Diogo de Faria, Antônio Valentim, Fermino Martins, Zé Biato, Joaquim Salviano (Joaquim Fernandes de Melo), Antônio de Paula Peres, Indalécio Ayub (Bandalé). FUNDAÇÃO
Joaquim Fernandes de Melo, mais conhecido por Joaquim Salviano, líder dos pioneiros e acostumado com trabalho de comerciante, troca idéias com eles a respeito da fundação de uma vila. Num Domingo, durante o almoço, chegou a sede de sua fazenda um morador das cercanias, Procópio Davidoff, a quem Joaquim Salviano disse: "vou fundar uma vila no alto do espigão!". Amadurecida a idéia, e com a ajuda dos amigos (Antonio Bento de Oliveira, Procópio Davidoff, João Batista do Nascimento, dentre muitos outros), num Domingo, dia 24 de junho de 1928, após ter sido rezada a primeira missa, ergueu-se um CRUZEIRO, que foi lavrado a machado por Manoel Evaristo e José Bento: estava fundada Nhandeara, cujo nome foi "SÃO JOÃO DO PARAISO", pois, para Procópio Davidoff, “esse lugar era um verdadeiro paraíso" . O nome da vila foi registrado imediatamente num pedaço de madeira, lavrada a machado e colocada no local do evento, (hoje Praça Joaquim Fernandes de Melo). Incontinente processou-se a demarcação e o arruamento da vila. Joaquim Salviano loteou o terreno e fez doação do local, onde se erguia o cruzeiro, para que fosse construída uma capela. Com a abertura da estrada linha, ligando São José do Rio Preto e Salto de Itapura, feita por Feliciano Sales Cunha, no povoado, foram surgindo novas casas; uma após outra, dando forma a vila. Em determinados trechos dessa estrada existiam porteiras onde se cobrava pedágio para o uso das mesmas. Essa estrada serviu de ligação entre os proprietários da região e também para trazer novas famílias, entre as quais a família Breseghello, José Camilo Ramalho (1º Juiz de Paz), José de Paula da Silveira (1ª pessoa nascida na, região), Dr. Adherbal Vilalva Ribeiro, Ângelo Rossignoli e W. Graça ao solo fértil (pois as terras eram virgens) e a luta do bravo povo aqui radicado, a vila foi crescendo rapidamente. Com a população proibida de plantar café (crise de 1.930-32), dedicou-se ao plantio de algodão, transformando a região numa das maiores produtoras de algodão do mundo (por hectare). CRIAÇÃO DO DISTRITO
Com a evolução econômica populacional, sentiu-se necessidade de lutar para que a vila se transformasse em Distrito, o que ocorreu pelo Decreto - Lei 7.032 de 25 de março de 1935, instalado em 11 de maio de 1935, já com o nome de "Nhandejara". Com o contínuo crescimento do Distrito, a grande produção agrícola e com o enriquecimento de diversas famílias, houve o investimento na indústria, principalmente de beneficiamento de algodão (firma Anderson Clayton, Próxima a EEPG Pedro Pedrosa e Soubhia Ltda.). O Distrito foi enriquecido com escola estadual, pensões, hotéis, médicos, Farmácias, advogados e agrônomos. ORIGEM DA PALAVRA "NHANDEARA"
Quando da criação do Distrito de Paz da vila São João, advogava em Monte Aprazível o Dr. Fábio Barbosa de Lima e seu colega Dr. Antônio Tavares de Almeida, que como político, havia solicitado a criação do distrito. O amigo Dr. Tavares pediu ao Dr. Fábio Barbosa de Lima que lhe sugerisse um nome. Como este acabara de ler "Viagens a Mato Grosso" de Visconde Taunay, entre inúmeros vocábulos encontrou "NHANDEJARA". Apresentou este nome sugerindo ainda que se formasse uma só palavra. Assim em vez de "NHANDE-JARA", se escrevia "NHANDEJARA". O Dr. Tavares aceitou a sugestão o foi criado o Distrito de Paz de Nhandejara. O povo, na sua faina de modificar as palavras, absorveu o "J" da palavra "Nhandejara" e passou a pronunciar de um modo mais fácil "Nhandeara". O equívoco continuou até a ocasião do município, tomando-se oficial o nome "Nhandeara". A palavra "Nhande-jara" ou Nhande-iara" é de origem guarani. "NHANDE" significa "NOSSO", "JARA" significa "SENHOR", portanto, "NHANDE-JARA" ou NHANDEARA, significa "NOSSO SENHOR". CRIAÇÃO DO MUNICÍPIO
O crescimento de Nhandeara foi de tal tamanho e rápido, que o Governo do Estado e da União não podiam deixar de elevá-la à categoria de município autônomo. E de fato isso se deu pelo DECRETO Nº. 14.334 de 30 de Novembro de 1.944. Nhandeara passou a ser um novo município de São Paulo, desligando-se de Monte
Aprazível. A população de Nhandeara viu assim realizado seu sonho, sua justa aspiração. No entanto, Joaquim Salviano, fundador da vila, não teve a felicidade de contemplar o apogeu de seu ideal, por ter falecido alguns meses antes: 19 de agosto de 1944, Sábado, às 11 horas, de tuberculose crônica na laringe. Em 29 de Janeiro de 1955 foi instalada a comarca de Nhandeara, criada pela Lei nº 2.456 de 30 de Dezembro de 1.953. Nhandeara é sede de comarca dos seguintes municípios: Nova Luzitânia, Gastão
Vidigal, Floreal, Magda e Monções. O aniversário de Nhandeara é comemorado em 24 de Junho, Dia do Padroeiro São João Batista. Fonte: OAB Nhandeara
PARTE RELIGIOSA
Paróquia de São João Batista de Nhandeara
Criada por Decreto de Dom Lafayette Libânio
Bispo de Rio Preto – 1º de Novembro de 1937. PADRES QUE PASSARAM PELA NOSSA PARÓQUIA.
1º - Pe. Agostinho dos Santos Pereira (11/1937 a 10/1941)
2º - Pe. João Schultewolter (10/1941 a 09/1943)
3º - Pe. Antonio da Graça Christina (09/1943 a 09/1945)
4º - Pe. Victor Jesus Herrero (09/1945 a 11/1949)
5º - Pe. Torquato Durazzo (11/1949 a 01/1952)
6º - Cônego Domingo Planillo Gracia (01/1952 a 12/1971)
7º - Pe. David Dias Pimentel ( 01/1972 a 07/1974 )
8º - Pe. Zenon Teodor Jezierski ( 07/1974 a 12/1992 )
9º - Pe. Carlos Alberto Arantes Bracci ( 12/1992 a 08/1993 )
10º - Pe. Luiz Donizete Caputo ( 09/1993 a 01/1995 )
11º - Pe. José Pez ( 01/1995 a 08/1995 )
12º - Pe. Luiz Donizete Caputo ( 08/1995 a 04/2003)
13º - Pe. Alceu Garcia Marques ( 05/2003 a 01/2007)
14º - Pe. Marcos Antônio de Oliveira ( 01/2007 / Atual )
CAPELAS URBANAS
Capela Nossa Sra. Aparecida
O terreno foi doado por Manoel Bento de Oliveira. Segundo pessoas que vivem lá perto, há uns 50 anos atrás, havia no local uma capelinha, tendo ao lado uma cruz de pedra. Foi decidido que fariam uma outra capela maior. Então Cônego Domingos Planillo Graccia teria dito ao senhor Constante Perine: “ Leva esta cruz para sua casa”. Ela está la até hoje, em frente da casa do senhor Constante. De acordo com o que disseram algumas pessoas, o alicerce da Capela Nossa Sra. Aparecida, foi feito na década de 50. Sabe-se que em 1956, a capela já estava pronta, faltando apenas piso e pintura. Lá já se rezava terços e novenas. Só que não tinha um cruzeiro. Então alguns homens fizeram um cruzeiro de madeira e levaram a pé, pelas ruas, até a capela de Aparecida e lá colocaram. Este cruzeiro não está mais lá e não se sabe que fim levou. Alguns dizem, que o cruzeiro que estava na frente da capela era o Cruzeiro da Fundação, mas outros dizem que não, pois participaram do transporte do cruzeiro de madeira, pelas ruas da cidade. O fato é que hoje temos uma bela capela dedicada a Nossa Senhora Aparecida, e sem cruzeiro. Capela dos Santos Reis
Em 1970, o senhor Benedito Gregório organizou a 1ª reunião para a construção de uma capela em homenagem aos Três Reis Magos. Formou então a Companhia de Reis, de Nhandeara, que saía cantando em todas as casas, com o objetivo de arrecadar fundos para a construção da capela. A primeira quermesse foi realizada dia 06 de Janeiro de 1971. A inauguração se deu no dia 06 de Janeiro de 1972. Com a Santa Missa celebrada pelo Pe. David Dias Pimentel, pois Cônego Domingos não viveu para ver este dia de Ação de Graças. Depois de concluída a capela, o montante arrecadado nas quermesses era destinado à construção do salão, cozinha e banheiros. Capela Santa Luzia
No dia 07 de Abril de 1996, Domingo de Páscoa, após a Santa Missa, que foi Campal, no terreno em que se erguia a capela, Pe. Luiz Donizeti Caputo fez o lançamento da pedra fundamental para a construção de uma capela dedicada a Santa Luzia, No bairro de mesmo nome. Estava se tornando realidade o grande sonho daquela comunidade e de todos nós Nhandearenses. Alguns dias depois, formou-se a primeira diretoria, tendo como presidente, Carlos Alberto Araújo ( Cobrinha). As pessoas colaboravam fazendo suas doações e também doando viagens de areia, tijolos. Foi instituído o Domingo do Real, no qual cada pessoa doava 1 real, no 4º domingo do mês. Foi realizada quermesse dentro da capela para arrecadar fundos. Desde o inicio houve muita luta, sacrifício. Mas com o apoio, generosidade e boa vontade da comunidade.
À partir de Janeiro de 1999, começaram a ser celebradas Missas todos os Domingos na Capela. A inauguração estava prevista para dia 17 de Dezembro de 2000, mas por compromissos de Dom Orani, foi adiada. No dia 1º de Janeiro de 2001, Dom Orani João Tempesta, aqui esteve e inaugurou a capela. CAPELAS RURAIS
Capela São Benedito
Estrada de Votuporanga, Rodovia Péricles Belini – logo depois da Capela Nossa Senhora de Fátima. Foi fundada em 1958, no tempo do Cônego Domingos Planillo. Como sempre acontece toda comunidade ajudava doando fundos para a construção da capela, fazendo pequenas quermesses. Pedro Augusto e João Augusto foram alguns dos fundadores da capela. Dia 06 de Dezembro de 1958 a turma da catequista dona Cândida, recebeu sua 1ª Eucaristia
O primeiro presidente da capela foi Ari de Carvalho. Uma vez no mês, há celebração da Eucaristia na capela. Capela Bom Jesus e São Judas Tadeu
Vila Maria ( Estrada velha para Votuporanga). Em 1982, por iniciativa de José Cezário e Moacir Alves Domingues, teve inicio a construção de uma capela no Bairro Vila Maria. Enquanto ela não ficava de pronta, as rezas eram feitas numa barraca. Em 1984, as Missas já puderam ser celebradas na nova capela. Hoje, um Sábado ao Mês é celebrada a Santa Missa. Capela Nossa Senhora de Fátima
Tudo indica que foi fundada por Antônio Freitas, Jordão Freitas, e Mariquinha Freitas. É para ter sido construída na década de 60, quando era nosso padre o Cônego Domingos Planillo, pois também foi pintada por José Peres. Para angariar fundos, eram feitas pequenas quermesses, como sempre acontece em todas as comunidades.
É uma capela muito bonita, sempre bem conservada. Está localizada na Fazenda dos Portugueses, tradicional família que lá reside até hoje, às margens da rodovia Péricles Belini, que vai até Votuporanga. Capela São José
Estrada velha para Votuporanga ( logo após a Capela Bom Jesus). O terreno para a Capela São José foi doado pelo senhor João de Moura Sobrinho, mais ou menos em 1950-55. Para angariar fundos, eram feitas algumas quermesses, com a ajuda da comunidade.
É uma capela pequena, bem simples, mas tem uma comunidade muito acolhedora. O primeiro padre a celebrar nesta capela foi o Cônego Domingos Planillo Graccia. Atualmente, uma vez ao mês o padre vai até à capela e celebra a Santa Missa. Em março, todos os anos, é feita a Quermesse em louvor a São José. Nesta capela costuma ter ministros extraordinários da Eucaristia e catequistas. Pesquisa feita por Nóris Buratti, material fornecido pelo Professor Rubens Boschilia.