Junto à delegacia de polícia civil, o Fórum, o Liceu Nilo Peçanha e a Câmara Municipal, forma um testemunho vivo da arquitetura do começo do século XX. O projeto de construção da praça e dos respectivos prédios foi idealizado em 1913, com o objetivo de ali se fazer o grande centro cívico de Niterói. O somatório das áreas da BPN é 1.812 m², sendo o térreo, somando 926m², e o 2º andar, 886m². Hoje,
a BPN é um importante espaço cultural da cidade e tem um forte vínculo com a comunidade. Após cuidadosa obra de restauração, a BPN foi reinaugurada e transformada num espaço pautado pelo livre acesso de informação, dessa forma, o espaço da biblioteca se abre para a leitura em diferentes suportes, assim como para atividades culturais diversas, ampliando o contato com a comunidade. A BPN conta com um acervo de cerca de 60 mil itens, incluindo livros, jornais, revistas, enciclopédias, biografias, DVDs, músicas digitalizada, livros e equipamentos em Braile. Além disso, está à disposição do público uma grande coleção de obras raras voltada para a história e a cultura do Estado do Rio de Janeiro. Há uma sala inteira dedicada à história fluminense, onde podem ser encontrados documentos do século XVI, XVII e XVIII. Fazer uma visita à Biblioteca de Niterói representa também a experiência de conhecer um patrimônio arquitetônico do estado, tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac) na década de 80. O casarão foi projetado por ninguém menos que o arquiteto italiano Pietro Campofiorito, que veio ao Brasil para ser discípulo de Zeferino da Costa. Ajudou-o no projeto de decoração da Igreja da Candelária e acabou radicando-se em Niterói. A construção, com cerca de 1500 metros quadrados , tem estilo eclético, com inspiração neoclássica. O trabalho de restauro trouxe à luz detalhes arquitetônicos originais, que estavam ocultos, como o piso em ladrilho hidráulico, que havia sido substituído, em obras do passado, por marmorite. Mas, além da restauração, a Biblioteca passou por uma ampla reforma estrutural. Em paralelo ao resgate de elementos originais da construção, as obras modernizaram itens necessários ao bom funcionamento da Biblioteca, como os sanitários e os sistemas de iluminação e de telefonia. Além disso, todo seu planejamento contempla o uso das tecnologias de informação e comunicação, um dos mais importantes e decisivos fatores para o êxito do projeto de modernização institucional. A informatização vai desde o tratamento técnico do acervo, à ampliação dos mecanismos de pesquisa, e o controle dos dados gerenciais. Acessibilidade
Com o fim das obras, a biblioteca passou atender às normas para acessibilidade para pessoas com deficiência.