19/01/2022
O primeiro ministro espanhol, Pedro Sanchez expressou sua vontade de criar uma nova lei que anularia a reforma trabalhista de 2012 na Espanha.
A REFORMA:
A reforma trabalhista espanhola tentou facilitar as contratações e baratear os custos das empresas com trabalhadores.
Antigamente as bases salariais e de contratação eram feitas entre empresas, sindicatos e associações de empresários. A reforma fez com que as empresas pudessem negociar direto com os trabalhadores.
Os custos de contratação também ficaram mais baratos, pois a empresa não precisava pagar impostos referente a direitos trabalhistas.
A reforma permitiu que empresas pudessem contratar pessoa por um custo mais barato de forma temporária por um prazo estipulado.
O RESULTADO:
Haviam queixas reais em 2012 da desaceleração da economia e com isso a perda da produção, o que acarretou em um desemprego que atingiu 26,1% da população em dezembro de 2012.
O desemprego na Espanha teve baixa recorde em maio de 2007 de 7,9%.
O desemprego na Espanha no atual século é historicamente alto, com média de 18%, sendo que em 2001 começou a cair e em 2007 teve sua menor taxa.
De 2007 para frente começou a haver uma alta muito grande, tanto que apenas 2 anos depois em janeiro de 2009, o desemprego chegava a 15,9%. O dobro de 2 anos antes e o PIB teve uma queda de quase 8%.
Mas e os resultados da reforma trabalhista ?
2 anos após a reforma trabalhista o PIB da Espanha subia 4,4% e nos anos seguintes até 2019, o PIB mantinha uma média de crescimento de 2ª 3%.
Em 2020, ano de pandemia, o PIB teve uma queda de 12,9%.
O desemprego que era de 26% em 2012, 2 anos depois da reforma trabalhista tinha uma queda discreta de 0,2/0,3 % por mês, chegando em dezembro de 2014 a 23,7%.
Porém em 2015 houve mais 3% de queda. O mesmo referente aos 2 anos de implantação da reforma.
Caindo ano após ano e com a economia subindo, o desemprego na Espanha em 2019 estava em 13%.
5% abaixo da média anterior do século, mas 5% acima da baixa histórica.
…continua nos comentários…