28/08/2024
A Revolução brasileira tem caráter socialista. Essa definição, gerada no nosso X Congresso, realizado em 1993, significa que apostamos na luta de massas, na organização dos trabalhadores e na construção de uma contra-hegemonia socialista e comunista, trabalhando para a mobilização crescente da classe trabalhadora para alcançarmos o socialismo.
Optamos pela legalidade com plena consciência das limitações e restrições crescentes imposta aos comunistas e participamos da luta institucional, em meio à ordem burguesa, tensionamos os limites dessa ordem e apontamos para a sua superação, para a construção do socialismo, com o Poder Popular. Participamos para demonstrar como atuamos, que ideias defendemos e que iniciativas tomamos, nos espaços institucionais, para a construção da contra-hegemonia socialista.
No período eleitoral, temos outras condições de dialogar com trabalhadoras e trabalhadores, buscando não apenas os seus votos, mas também a sua aproximação com o Partido e os seus Coletivos. Participamos desse momento para criar e fortalecer contatos na base social, para a construção de lutas e deixamos claro qual será o papel a ser desempenhado no caso de elegermos representantes do PCB.
Assim, participamos das eleições sem esconder nossa defesa e luta pela construção do Socialismo. Fazemos a denúncia do capitalismo e de tudo o que esse sistema gera: a opressão, a desigualdade, miséria, desespero para a maioria da população, e opulência para a minoria.
Entretanto, para cumprirmos essa tarefa é necessário analisarmos a realidade material da baixada fluminense e entendermos as nossas reais possibilidades para a construção dessa linha política.
Entendemos que a Baixada Fluminense tem um cenário político-eleitoral marcado pelo coronelismo e por disputas violentas ligadas a facções criminosas, milícias e famílias que, há gerações, se encontram no centro do poder político desta região.
Sua disputa política é marcada pelo assassinato de mais de 30 pessoas ligadas à política somente nos últimos 5 anos, sequestro de familiares de vereadores e fuzilamento de carros de políticos eleitos. Esse cenário de violência impõe dificuldades para a militância de esquerda, que precisa ser realizada com a compreensão de que muitos locais controlados pela milícia ou pelo narcotráfico não poderão ser acessados devido ao risco de vida dos militantes. Além disso, muitos políticos da Baixada Fluminense trabalham para essas forças paralelas e utilizarão de toda forma de violência caso sintam que seu poder político está ameaçado.
Além disso, uma população pauperizada, carente de políticas públicas, como acesso à saúde, educação e saneamento básico, possibilita currais de votos para políticos. Esses mesmos políticos, por meio de políticas de direita, impedem a população de acessar seus direitos básicos e praticam pequenas corrupções para fornecer a poucos o acesso a esses mesmos direitos, como, por exemplo, encaixes para pequenas cirurgias em postos de saúde, doação de caminhões de entulho para aterro, doação de cestas básicas, etc.
Nova Iguaçu encontra-se nesse cenário, e as eleições municipais de 2024 têm o recrudescimento desses fatores por causa do avanço do fascismo brasileiro, denominado Bolsonarismo.
Os atuais políticos eleitos para a Câmara dos Vereadores são todos homens de partidos de direita que, junto ao atual prefeito, criam um cenário onde não existe oposição à destruição de direitos básicos da população, com o avanço das políticas de direita na esfera da política institucional. Nesse cenário, o PSOL de Nova Iguaçu está lançando a candidatura da Professora Leci para vereadora, e, para a majoritária, a Federação REDE/PSOL lança Leonardo Mazzutti como candidato a prefeito, com Hélio Jorge como candidato a vice-prefeito.
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