19/06/2016
Nós, estudantes secundaristas da escola E.E.E.M Antônio Augusto Borges de Medeiros viemos através dessa carta expressar nosso parecer sobre a desocupação de nossa escola.
Foram 27 dias desde que a primeira sala foi ocupada, o processo foi muito complicado, desde manobras veladas que conspiravam para que a ocupação não ocorresse até agressões físicas, verbais e virtuais. Não foi em tempo desejado mas a ocupação total aconteceu e algumas pautas de extrema importância para o estado foram atendidas começando pela PL44/16 que foi adiada para o ano que vem,disponibilizando tempo para um debate mais amplo sobre o tema, a disponibilização de quarenta milhões distribuídos entre escolas para reparos urgentes até 30/06, fiscalização dos cardápios de merenda e o compromisso de que o aumento dessa verba é prioridade, nomeação de concursados e a contratação imediata de professores conforme lista entregue pelo movimento ( na nossa escola não há falta de professores), repasse da verba atrasada até dia 20/06, garantia de que nenhum ocupante será penalizado e a criação de um fórum permanente com a participação de estudantes para a fiscalização da verba anual da educação (230 milhões esse ano).
Temos ciência de que há muitas mudanças a serem conquistadas e por isso expressamos nosso total apoio ao movimento independente que segue em luta por mudanças mais concretas dentro das pautas mínimas e aos professores que nos apoiaram desde o começo e seguem em batalha pela suas pautas.
Queremos agradecer profundamente a todos os colaboradores oficiais e anônimos que doaram alimentos,materiais de limpeza, eletrodomésticos e até mesmo dinheiro para posses imediatas ( todo o alimento que sobrou será doado a moradores de rua). Assim como movimentos estudantis, palestrantes, professores e organizadores de atividades culturais que doaram seu tempo para vim a escola compartilhar seu conhecimento e proporcionar ótimas dinâmicas entre os alunos.
A ocupação fortaleceu o sentimento dos alunos pela escola, os alunos demonstraram seu pensamento critico e continuarão exercendo cidadania dentro e fora da escola, o movimento da ocupaçao deixa claro que a luta dos secundaristas nunca mais será a mesma.
ocupar e resistir.