04/09/2026
A Guarda de Catopé de São Benedito carrega a memória de todos aqueles que já passaram por ela. Pessoas que dedicaram suor, fé e amor ao Reinado. Os ancestrais e antepassados destes reinadeiros certamente estão felizes por saber que a guarda continua viva. No 12º episódio da Série Guardiões do Sagrado vamos entender um pouco desse legado.
A história do Capitão Gilmar dos Santos com o Reinado começou ainda na infância quando ele acompanhava a festa de longe. Naquela época os dançadores precisavam pagar pelas fardas e calçados e a família dele não tinha condições financeiras. Até que a oportunidade chegou. Ele começou no ganzá, depois foi pra caixa e seguida recebeu a missão de assumir uma guarda que carregava uma história construída por muitos capitães.
Antes dele, a Guarda de São Benedito passou pelas mãos de diferentes capitães. Entre eles Bastiãozinho, Sr. Júlio e o saudoso Natinho, irmão da Fia. Em determinado momento, a guarda corria o risco de parar. Foi quando Geraldinho, Geraldo Bispo dos Santos Neto (Capitão-Mor do Reinado), insistiu para que Gilmar assumisse o terno. Mesmo dizendo que não entendia de ser capitão e que era apenas caixeiro, aceitou o desafio com a promessa de receber apoio.
O Capitão Alexandro Santos de Jesus, o Capitão Chico está no reinado desde os três anos de idade. Ele já entrou na guarda com o tamborim nas mãos. A Guarda de Catopé de São Benedito, que hoje ele é Capitão/Cacique, foi prometida a ela ainda criança, mas ele só poderia assumir depois dos 18 anos. Em 2014, ele assumiu a guarda e desde então ele segue nessa caminhada com fé gratidão, fé e vitória.
Para o Capitão Chico, o Reinado começa no momento em que o tamborim repica no quartel e termina quando o som retorna ao mesmo lugar. O Capitão Gilmar lembra da importância de colocar as crianças no meio da guarda, para que elas aprendam os ritmos, conheçam os fundamentos e possam continuar essa história.