05/08/2026
A violência contra as mulheres continua sendo uma das maiores feridas abertas da sociedade brasileira. Todos os dias, mulheres são ameaçadas, espancadas, estupradas e assassinadas simplesmente por serem mulheres. Por trás de cada estatística existe uma vida interrompida, uma família destruída e uma sociedade e um Estado que falhou em proteger quem mais precisa.
O Brasil convive com números inaceitáveis de feminicídios e outras formas de violência de gênero. No estado de São Paulo, os registros recentes revelam um cenário ainda mais preocupante, com recordes de feminicídios e milhares de mulheres vítimas de agressões físicas, psicológicas, se***is e patrimoniais. Esses números não representam apenas casos policiais; representam o medo que limita a liberdade de milhares de mulheres todos os dias.
Nenhuma mulher deveria sair de casa com medo de não voltar. Nenhuma menina deveria crescer acreditando que a violência faz parte de sua condição. Nenhuma mãe deveria ser obrigada a escolher entre denunciar seu agressor ou preservar a própria sobrevivência.
Enfrentar essa realidade exige mais do que indignação. Exige políticas públicas permanentes, fortalecimento da rede de proteção, investimento em prevenção, educação para a igualdade, acolhimento às vítimas, responsabilização dos agressores e o compromisso de toda a sociedade em romper a cultura da violência e do machismo.
A defesa da vida das mulheres não é uma pauta exclusiva das mulheres. É uma causa de toda a sociedade. Enquanto uma única mulher tiver seus direitos negados, sua liberdade ameaçada ou sua vida interrompida pela violência, nossa democracia continuará incompleta.
Lutamos por um Brasil e por um estado de São Paulo onde todas as mulheres possam viver sem medo, com liberdade, respeito, autonomia e dignidade. Porque o direito mais básico de todos é o direito de viver.