19/04/2017
Não precisa deixar marcas físicas para ser violência!
Apesar das pesquisas sobre a saúde da população idosa indicarem uma melhora da qualidade de vida e saúde nas três faixas etárias de pessoas idosas (60-69; 70-79; 80 anos ou mais), o despreparo das instituições e dos sujeitos para lidar com as questões sociais e psíquicas próprias do envelhecimento tem feito crescer o conjunto de sofrimentos socialmente impingidos aos idosos. Entre eles, está a violência, que aumenta consideravelmente em todo o mundo.
Segundo o Estatuto do Idoso, violência é definida como qualquer ação ou omissão praticada em local público ou privado que lhe cause morte, dano ou sofrimento físico ou psicológico.
As violências contra a pessoa idosa podem ser visíveis ou invisíveis: as visíveis são as mortes e lesões; as invisíveis são aquelas que ocorrem sem machucar o corpo, mas provocam sofrimento, desesperança, depressão e medo. Podem se constituir como Abuso Físico (Empurrões, beliscões, tapas, ou por outros meios mais letais como agressões com cintos, objetos caseiros, armas brancas e armas de fogo) ; Abuso Psicológico (Consiste em agressões verbais com o objetivo de humilhar, aterrorizar ou afastar a pessoa da convivência do seu meio), Violência sexual, Abandono, Negligência, Abuso econômico-financeiro e patrimonial (Refere-se, principalmente, às disputas de familiares pela posse dos bens ou a ações delituosas cometidas por órgãos públicos e privados em relação às pensões, aposentadorias e outros bens da pessoa idosa) etc.
O lugar onde há mais violência física contra a pessoa idosa é sua própria casa ou a casa da sua família, vindo a seguir, as ruas e as instituições de prestação de serviços como as de saúde, de assistência social e residências de longa permanência. Às vezes, o abuso físico resulta em lesões e traumas que levam à internação hospitalar ou produzem como resultado a morte da pessoa. Outras vezes ele é constante, não deixa marcas e é quase invisível, sendo reconhecido apenas por pessoas que têm um olhar sensível e atento e por profissionais acostumados a diagnosticá-lo. Frequentemente a pessoa idosa se cala sobre os abusos físicos que sofre e se isola para que outros não tomem conhecimento desse tipo de violência, prejudicando assim sua saúde mental e sua qualidade de vida.
Em 2011, morreram 24.669 pessoas idosas por acidentes e violências no país, signif**ando por dia 68 óbitos. Os homens foram 15.342 (62,2%) e as mulheres 9.325 (37,8%).
A Delegacia de Proteção ao Idoso de Belo Horizonte recebe a cada dia 8 queixas de violência
contra idosos. A Delegacia de Proteção ao Idoso de São Paulo recebe 30 queixas de violência por dia, a maioria das quais se refere a delitos de lesão corporal, furtos, maus-tratos e injúria, além de extravios de documentos e mal uso dos bens dos idosos pelos próprios familiares
Para evitar tais formas de agressão é fundamental a conscientização da sociedade, disseminando a idéia de que nunca é tarde para conquistar direitos; buscando a eqüidade na efetivação das políticas; favorecendo o controle pessoal e autonomia do idoso, bem como o processo de envelhecimento.
Lutar pelos seus direitos não tem idade!
Denuncie qualquer tipo de abuso e violência!! procure uma delegacia e registre um boletim de ocorrência! Quer denunciar, mas prefere o anonimato?! Ligue para o disque denúncia dos direitos humanos e faça sua parte! Disque 100!!