30/10/2025
NOTA POLITICA DO DCE - UFOP ACERCA DOS ÚLTIMOS ATAQUES DIRETOS À POPULAÇÃO DA PERIFERIA CARIOCA
Ontem no dia 28 de Outubro, com a falsa justificativa de uma ‘mega operação’ contra o CV (Comando Vermelho) , a polícia militar e cívil do estado do Rio de Janeiro, a mando de Claúdio Castro (PL), penetrou os complexos da Penha e Alemão com um roteiro de extermínio e morte do povo periférico. Hoje, no dia 29, os próprios moradores da comunidade iniciaram o trabalho de juntar os corpos que foram deixados na mata, segundo relatos: “74 corpos foram resgatados pelos moradores da comunidade”, “Tem corpos mutilados, marcas de facada, tiro na nuca,rostos pela metade, dedos quebrados, evidentes sinais de tortura.”.
Números oficiais divulgados na grande mídia são menos que metade dos corpos encontrados no complexo da Penha. E outro detalhe é a insistência da grande mídia brasileira através de discurso tendencioso, que relativiza a barbárie dessas ações. Usando termos como “bandidos mortos” e “Operação contra o CV”, chamam de bandidos e traficantes as mais de 100 pessoas mortas na operação, dentre as quais estavam mães e pais de famílias, estudantes, pessoas que estavam indo trabalhar.
São milhões de dinheiro público utilizados em uma ação com 2,5 mil agentes para uma operação que apreende fuzis, e decreta a sentença de morte para centenas de corpos e que não diz sobre uma politica real e efetiva de segurança pública. Enquanto as principais vias de acesso ficaram fechadas, escolas, universidades, postos de saúde fechados e a população aterrorizada com o cenário de guerra.
A ausência da garantia de direitos e da precarização da vida não vem acompanhada de violência do Estado por acaso, trata do projeto da burguesia à juventude brasileira trabalhadora.
Desde o período da colonização, a militarização da policia no Brasil se sustenta por um inimigo interno, antes procurava repreender a população escravizada e hoje o inimigo é o “tráfico de drogas”. O nome muda, mas, na pratica, continuam sendo ataques diretos à população preta, pobre e periférica .
Toda nossa solidariedade às comunidades do Rio.
SEM PAZ NAS FAVELAS NÃO EXISTE DEMOCRACIA!