11/05/2025
O Dia das Mães que não é rosa: os desafios invisíveis das mães atípicas
No segundo domingo de maio, flores, cartões e homenagens tomam conta das redes sociais e dos lares. O dia é marcado por almoços em família, presentes e declarações de amor vindas dos filhos.
Mas, para uma parcela significativa de mulheres — as mães atípicas que enfrentam desafios extremos —, o “Feliz Dia das Mães” não chega em tons de rosa. Será apenas mais um dia com as mesmas rotinas exaustivas. Por isso, as mensagens genéricas nas redes sociais podem soar como um eco distante de suas realidades.
Essas mães vivem uma maternidade silenciosa, intensa e, muitas vezes, solitária. São mães de pessoas com deficiência severa, com autismo profundo, múltiplas comorbidades e dependência total. Muitas delas não receberão um beijo, um presente, um desenho no papel ou sequer uma frase como "eu te amo" — não porque seus filhos não as amem, mas porque não falam, não compreendem o simbolismo da data e possivelmente terão crises como em qualquer outro dia.
Neste Dia das Mães, vá além das palavras genéricas e dos cartões prontos.
Você conhece alguma mãe que vive essa realidade?
Reflita:
O que você pode fazer hoje por ela que realmente faça sentido?
Quem sabe levar até ela um prato especial, ouvir sem julgamentos, oferecer duas horas de descanso, cuidar do filho dela para que ela possa tomar um banho demorado... Ou simplesmente perguntar:
“Você está bem? O que eu posso fazer por você hoje?”
Que neste Dia das Mães, a empatia seja de verdade.
Uma mensagem da Missão Atípica
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De acordo com o CDC (Centers for Disease Control and Prevention, EUA), cerca de 27% das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) se enquadram no nível 3 de suporte. Muitas delas não falam, apresentam deficiência intelectual associada, comportamentos auto e heteroagressivos, comportamentos compulsivos, obsessivos e de dominação extrema. Também destroem objetos da casa e não possuem autonomia para atividades básicas da vida diária.