25/01/2019
O Capitalismo sendo um sistema que se estrutura a partir das desigualdades socias, gênero e raça, e hoje tem como seu principal aliado a política (ultra)neoliberal, agravando o quadro de desigualdade e marginalização, sobretudo contra a população negra.
O neoliberalismo, significa redução das funções do Estado do bem-estar social, diminuição do Estado em garantir política publicas e direitos fundamentais, como a garantia de acesso a educação, saúde e cultura, por exemplo. Nesse contexto qualquer empecilho para o lucro e ao desenvolvimento do capitalismo é prontamente repelido e taxado como ‘”ideologia de esquerda”.
Sabemos que existe a riqueza daqueles que são detentores do poder e dos meios de produção, vem as custas da exploração da classe trabalhadora, com origem de acumulação desde de o período escravocrata. Hoje, o Estado tem o papel de garantir direitos básicos em comum de interesse coletivo, como moradia, educação, segurança, saúde e lazer, o que vem sendo barrado por interesses individuais e dos setores, como empresários, que querem cada vez mais consolidar o poder na mão de quem é contra a possibilidade a ascensão da classe trabalhadora.
A População Negra, nesse contexto, vem a mais vulnerável, as maiores vítimas do desemprego, da violência é o principal afetado com essa faceta mais cruel do capitalismo, onde determina a vivencia e sobrevivência do nosso Povo. Seja por meio da penalização, que diariamente empurra a população negra e pobre a penitenciárias superlotadas, seja mediante o bloqueio de oportunidades e direitos, a fim de que seja condenada a fome e da miséria em seus países.
E essa população, o povo negro, ainda é afetada pelo fenômeno de ser eleita como os “inimigos públicos” a serem combatidos, o que legitima a violência e a arbitrariedade sobretudo contra jovens negros moradores das periferias.
Em tempos de demonização da “ideologia” por quem se diz “sem ideologia” , é urgente combatermos aquela que segrega, mata e exclui o povo negro.