31/03/2016
Representantes do Partido Socialista Brasileiro – PSB de Carazinho visitaram a sede do Grupo Diário da Manhã em Carazinho na tarde desta terça-feira (29) para apresentar o mais novo militante. O vereador Gian Pedroso, que estava no PDT, foi o segundo parlamentar carazinhense a aproveitar a janela de transferências de partido (Otto Gerhardt já deixou o PT para ingressar do PP). Está agora no PSB e possivelmente concorrerá à reeleição. A comitiva que conversou com a diretora comercial do DM, Jussara Alberton Sirena, estava composta por Felipe Sálvia, Antônio Azir, João Mafalda e Lori Bolesina.
Sálvia, que é o atual presidente, disse que além de Pedroso, outros nomes considerados fortes estão ingressando na sigla, como os professores Ivânio Lima Martins, Etelvino Rodrigues e Janete Roos de Oliveira, além de Paulo Vimes, César Salles, Rose Machado e Alcindo de Quadros. “É um partido pequeno ainda, estamos trabalhando na nominata em função dos prazos, mas depois pretendemos trabalhar forte na filiação de pessoas”, destacou o ex-pedetista, afirmando que o grupo que está sendo reunindo é bastante qualificado. “Já temos três ex-vereadores que chegaram a presidente do Legislativo: eu, Mafalda e o Azir. O PSB passa a ter um vereador na Câmara”, completou.
Em relação ao pleito municipal de outubro, Sálvia disse que o PSB quer uma coligação verdadeira. “Que as pessoas olhem para nossos olhos e sintam isso, que estamos com vontade de trabalhar e sem enganar. Temos nomes para concorrer a prefeito, para vereador. Eu mesmo tenho uma vontade louca para concorrer a vice-prefeito, mas precisamos primeiro estruturar este partido, com filiados e pensar, numa prefeitura, no futuro, mas queremos ser vice numa coligação, e para isso temos vários nomes”, disse o presidente, completando que se concorrer sozinho, serão 20 candidatos.
Para Gian, ingresso no PSB é desafio
Gian Pedroso disse que seu ingresso no PSB significa um desafio e que vários foram os motivos que o fizeram tomar a decisão de deixar o PDT. “É um dia especial porque inicio uma caminhada em uma outra sigla, uma delas é a grande afinidade que tenho com o Felipe pois é uma pessoa que me convidou para ingressar na política. Eu não tinha interesse em política antes deste contato com ele. Considero ele um padrinho”, citou. O vereador disse que trocar de partido não é uma decisão fácil. “Mas quando você não se sente bem, você deve procurar outro caminho, como num casamento. Quando esta relação se desgasta é preciso mudar e minha relação com o PDT é parecida. Sou muito grato ao partido que me deu este espaço para me tornar vereador e saio de cabeça erguida pois entendo que até aqui desempenhei um bom trabalho”, colocou, se dizendo magoado e acrescentando que sua relação com alguns pedetistas, especialmente com o prefeito Renato Süss, estava desgastada. “Ele é uma pessoa boa, com boas intenções, mas acredito que ele não seja político. É uma opinião minha. Assumi uma secretaria onde fiquei pouco tempo e fui exonerado por telefone. Acho que foi uma atitude desrespeitosa pois havia deixado meu mandato na Câmara para ajudar o partido na prefeitura”, argumentou.
A gota d'água, segundo o vereador, foi quando soube que havia uma abaixo assinado para que seu nome fosse levado a comissão de ética do PDT. “Isso é público. Senti-me muito desconfortável dentro do partido. Cada vereador tem sua maneira de votar e eu fui contra o turno único. Acredito que há outras maneiras de se fazer turno único e a prefeitura deve estar aberta para receber as pessoas”, comentou, acrescentando que, segundo soube, o abaixo assinado teria como objetivo sua exclusão do PDT, assim como o vereador Alaor Tomas.
Pedroso diz que já havia sido procurado por outras siglas e estava refletindo sobre a possibilidade de aproveitar a janela eleitoral para a mudança de partido e que resolveu aceitar o convite do PSB. Além das lideranças locais, o ex-deputado Beto Albuquerque e o prefeito de Passo Fundo, Luciano Azevedo convidaram o vereador para se filiar na sigla.
Foto DM/Mara Steffens Nogueira