Compovo Comitê Popular Pelotas/RS

Compovo Comitê Popular Pelotas/RS O COMPOVO define-se como espaço de aglutinação dos interesses e necessidades dos trabalhadores e dos oprimidos de modo geral.

Portanto, tanto sua composição quanto sua atuação são construções coletivas a partir desse lugar social.

*COMPOVO EM DEFESA DA VIDA**CONDIÇÕES PARA RETOMADA RESPONSÁVEL DAS ATIVIDADES PRESENCIAIS: A PANDEMIA NÃO ACABOU*O Comi...
24/08/2021

*COMPOVO EM DEFESA DA VIDA*

*CONDIÇÕES PARA RETOMADA RESPONSÁVEL DAS ATIVIDADES PRESENCIAIS: A PANDEMIA NÃO ACABOU*

O Comitê Popular de Enfrentamento à Pandemia de Pelotas - COMPOVO manifesta preocupação com a chegada da variante Delta no estado e as decisões da Prefeitura de Pelotas que flexibiliza os protocolos de prevenção da covid-19, os quais incluem o retorno presencial das atividades escolares.

É fundamental que o poder público se mantenha atento nesse momento tão singular em que vivemos. Estamos avançando na imunização, porém a baixa cobertura da vacinação completa, o relaxamento do distanciamento e as lacunas no processo de monitoramento/rastreamento dos casos de covid-19 e seus contatos não favorecem o controle da pandemia, especialmente
considerando a possiblidade de disseminação da variante Delta, com sua alta taxa de transmissão.

É incontestável a importância da escola na vida dos estudantes e de seus familiares não somente em relação aos aspectos educacionais, mas também no que diz respeito à segurança e à
organização da rotina dessas famílias. Entretanto, considerando a situação sanitária, o retorno das atividades presenciais deve ser condicionado a medidas que visem proteger a saúde e a vida, tais
como:

• Garantir a participação de toda a comunidade escolar na discussão sobre as condições e as formas mais adequadas para a retomada das atividades presenciais nas escolas;

• Verificar as condições de cada uma das escolas para a retomada das atividades presenciais;

• Para as escolas que necessitem adequações, estabelecer prazo para que elas sejam realizadas de forma a garantir equidade;

• Considerando que será necessário manter o ensino híbrido, proporcionar a todos os professores e estudantes acesso à tecnologia para ministrar/acompanhar as atividades de ensino remotas;

• Seguir rigorosamente os planos de contingência nas escolas, sob pena de fechamento até a sua readequação;

• Manter os protocolos para a abertura das escolas priorizando o distanciamento de 1,5m, máscaras de qualidade para todos os trabalhadores da educação e estudantes, ventilação adequada nos ambientes e vacinação de toda a comunidade escolar com 12 anos ou mais o mais rápido possível;

• Realizar a vigilância à saúde nas escolas, com detecção e isolamento de casos suspeitos e amplo rastreamento e testagem de contatos;

• Dar transparência à situação epidemiológica das escolas, com ampla divulgação do número de casos e surtos na comunidade escolar, bem como de estatísticas referentes à suspensão de turmas.

• Criar uma instância de controle social específica para avaliar e acompanhar o cumprimento destas medidas.

Atualmente o município está em situação de transmissão substancial com 70 casos novos por semana a cada 100.000 habitantes. Cabe ressaltar que a manutenção das atividades presenciais nas escolas depende da manutenção da epidemia no município em situação de igual ou menor transmissão do que a atual. Considerando o risco de disseminação da variante Delta, é fundamental que se insista na adesão ao uso de máscaras em todos os ambientes e por todas as pessoas, mesmo as que foram vacinadas ou que já tiveram a doença; que se evite aglomerações e seja limitado o número de pessoas em espaços confinados; e que se amplie fortemente a vigilância epidemiológica da covid-19, especialmente o rastreamento de contatos e a testagem em tempo
oportuno. Além disso, é preciso uma articulação com os serviços de atenção primária à saúde para vacinar idosos acima de 70 anos, visto que neste grupo ainda há entre 10 e 24% sem vacinação
completa e 24% para o grupo de 80 anos ou mais. Ainda sobre a vacinação, vale salientar a importância da segunda dose dos profissionais de educação que está prevista para o período entre
28 de agosto e 09 de setembro, alcançando efeito imunológico esperado a partir de 23 de setembro.

O retorno das aulas presenciais é de interesse e preocupação de toda população Pelotense, pois impacta diretamente no aumento da circulação de pessoas no transporte público, espaço suscetível
à proliferação do vírus. Além do mais, a circulação transpõe o trajeto casa/escola, aumentando significativamente a circulação em comércios para aquisição de bens necessários a essa mudança de rotina.

Por fim, o enfrentamento da pandemia em Pelotas nunca teve o caráter popular que o COMPOVO apontou. Persistiu, de março de 2020 até aqui, fechando escolas sem oferecer ensino remoto
acessível para todos e abrindo bares, restaurantes e academias; sem contratar nenhum assistente social a mais, sem ampliar as equipes Maria da Penha, o número de médicos nas equipes de saúde da família e sem testagem em massa e apoio para garantir isolamento de todos os positivos.

Dado o exposto, diante do risco de mais mortes evitáveis, reivindicamos que todas essas condições sejam atendidas e os protocolos respeitados.

18/03/2021

QUEM GANHA COM A FALSA DISPUTA ENTRE O "QUERO TRABALHAR" E O "FICA EM CASA"?

Os trabalhadores, principalmente as trabalhadoras, e os pequenos empresários estão "sem pai nem mãe". O número de mortos por COVID-19 passou de 3.000 por dia. A fome e a miséria voltam a ter números alarmantes. O desemprego amedronta e violenta quem tem que sustentar uma família. As pequenas empresas quebram, aumentando ainda mais o desemprego.

Enquanto isso, o Auxílio Emergencial foi reduzido drasticamente a menos de um terço de uma cesta básica e o volume total para ser distribuído em 2021 é em torno de 15% do que foi distribuído em 2020.

Enquanto isso, o maior volume de crédito disponível para socorrer empresas em 2020 foi entregue aos grandes empresários e banqueiros.

Enquanto isso, trabalhadores de todas as categorias tem sido obrigados a aceitarem acordos que só trazem perdas salariais, de direitos, de condições de trabalho e de segurança diante do Coronavírus.

Enquanto isso, os governos aproveitam para acabar com o serviço público de que os trabalhadores dependem, pois não podem pagar plano de saúde e educação particular entre outros serviços.

Enquanto isso, os trabalhadores ficam culpando uns aos outros, porque, "onde falta pão, todo mundo berra e ninguém tem razão". Lançados em uma RINHA para o divertimento dos que realmente estão ganhando com essa crise.

Não podemos falar "FIQUE EM CASA" como se estivéssemos na Suécia. Todos precisam ter como se sustentar e cuidar de seus filhos.

Não podemos ignorar as mortes, o sofrimento dos doentes nas UTIs e nas filas por leitos. Não podemos ignorar o sofrimento das famílias que perdem seus entes queridos. Não podemos ignorar o risco diário que os trabalhadores correm no transporte público e nos locais de trabalho. Cada um é único e muito importante.

O ESSENCIAL É A VIDA

Precisamos nos posicionar em defesa da vida e dos empregos. O discurso que coloca o conflito VIDA X ECONOMIA, não nos ajuda.

Por isso, exigimos:

- VACINAÇÃO JÁ para todos e todas;
- testagem sistemática e de massa;
- campanhas populares em rádio, TV e redes sociais, orientando o uso correto de máscara, higienização e de não aglomeração;
- fiscalização do cumprimento das normas sanitárias nos locais de trabalho;
- renda emergencial suficiente para que a população pobre, os desempregados e os pequenos negócios tenham condição de sobrevivência;
- assistência às populações que estão na extrema pobreza e vulnerabilidade social, com distribuição de cestas básicas e kits de higiene;
- congelamento dos preços dos itens da cesta básica;
- redução do preço dos combustíveis;
- suspensão provisória do pagamento dos serviços públicos para desempregados (luz e água);
- ampliação do seguro desemprego;
- suspensão da PEC da Morte (teto de gastos).

Sem essas medidas urgentes de contenção do vírus, o lockdown rigoroso se imporá como algo inevitável.

Para nós, somente a VACINAÇÃO JÁ , para todos e todas, é capaz de salvar vidas, preservar os empregos e reestabelecer a economia.




CUT Regional Sul
Pelotas, 18/03/2021

12/12/2020
COMPOVO denuncia Luciano Hang por violação de direitos fundamentais.
12/12/2020

COMPOVO denuncia Luciano Hang por violação de direitos fundamentais.

21/10/2020

NOTA DE APOIO AO CPERS PELO MOVIMENTO CONTRA A REABETURA DAS ESCOLAS NA PANDEMIA

Nesta NOTA PÚBLICA, o COMPOVO manifesta seu apoio a luta do CPERS Sindicato, do UNIPELOTAS e das demais organizações populares da educação contra a reabertura das escolas na Pandemia.

Os lutadores e lutadoras do povo não sossegaram enquanto não conseguiram gritar aos quatro ventos que as vidas valem mais, que aulas se recuperam e as vidas não, que as escolas tem carências de estrutura e de profissionais acumuladas há muito tempo, que meia-dúzia de Equipamentos de Proteção Individual – EPI e de limpeza não serão suficientes para garantir a segurança dos professores e dos estudantes.

Agora, em regime de plantão, isto é, com apenas alguns professores na escola, temos profissionais testando positivo. Fica fácil imaginar que se as aulas retornarem, a situação de aparente controle que temos hoje tende a complicar. Vale ressaltar que o distanciamento desejado para reduzir a taxa de transmissão para menos 1 é de 60%. Em outras palavras, para que cada 100 pessoas contaminadas não transmitam para outras 100, mas para menos de 100, é necessário que 60% da população fique em casa na maior parte do tempo. A Organização Mundial de Saúde recomenda 70% fique em casa na maior parte do tempo para controlar a pandemia. No RS já tivemos distanciamento acima de 60% e chegando a 70% em alguns dias. Isso aconteceu do dia 21 de março até 05 de abril. Depois disso, apenas no Lockdinho feito em Pelotas antes do dia dos pais, tivemos 70% de distanciamento na cidade de Pelotas. Hoje os dados do GDISPEM da UFPel informam que na última semana (de 10 a 17 de outubro) apenas 37% das pessoas tem ficado em casa na maior parte do tempo. E vale ressaltar que o fechamento das escolas, das universidades e a manutenção de todos os tipos de trabalho é o que tem segurado este distanciamento nestes 37%. A abertura das escolas fará reduzir mais ainda o distanciamento, e isto resultará em aumento da transmissão, surtos, fechamento da escola novamente, chamados aos pais para buscar seus filhos na escola pela suspeita de COVID-19, demora nos resultados dos exames, medo, problemas de saúde mental e aumento dos contágios na população geral.

Neste momento, temos posição unânime da FAMURS contra o retorno presencial. AZONASUL tirou posição, por maioria, contrária ao retorno. Já temos 119 municípios do RS que incluíram a rede estadual em seus decretos de não retorno das aulas presenciais na rede pública.

Assim, todo apoio aos professores. As aulas presenciais só voltam com vacinas, EPI suficientes, testagem em massa e periódica de professores, identificação de serviço de saúde de referência para cada escola e adequações necessários no espaço físico das escolas para que o distanciamento seja possível.

Aulas se recuperam, vidas não.

O Contraponto Debate em parceria com o COMPOVO fala nesta quinta de 'Soberania e Segurança Alimentar em Pelotas: trabalh...
07/10/2020

O Contraponto Debate em parceria com o COMPOVO fala nesta quinta de 'Soberania e Segurança Alimentar em Pelotas: trabalho do CONSEA. Os convidados para o debate são: Eliana Gomes Bender, Cristine Jaques Ribeiro e Tiago Nunes.

💻10h30 no YouTube e Facebook: RádioCom Pelotas

Amanhã às 10:30h no Programa da RadioCom - ContraPonto Debate.
30/09/2020

Amanhã às 10:30h no Programa da RadioCom - ContraPonto Debate.

O COMPOVO, comitê popular de enfrentamento à Pandemia, as bancadas dos vereadores Fernanda Miranda, Ivan Duarte, Marcus ...
11/09/2020

O COMPOVO, comitê popular de enfrentamento à Pandemia, as bancadas dos vereadores Fernanda Miranda, Ivan Duarte, Marcus Cunha, Toninho e Cristina estão fazendo este ato de memória das vitimas do COVID-19 de Pelotas. É com profundo pesar que que constatamos as 101 mortes em Pelotas.

Trouxemos aqui 101 cruzes porque foram 101 pessoas com nome, rosto, família, histórias de vida interrompidas pela pandemia.

Pelotenses, já faz um mês que temos 2 mortes por dia em média. Por quanto tempo queremos ficar assim? O poder público precisa agir. São necessárias medidas mais fortes, de distanciamento, de testagem de todos os profissionais de saúde o mais rápido possível, garantia de auxílio emergencial para garantir o fique em casa, mais assistentes sociais, mais profissionais de saúde para permitir revezamentos e os cuidados necessários, fiscalização verdadeira do transporte coletivo.

Pais e mães, protejam seus filhos e os professores dos seus filhos. Não tem aprendizado mais importante no ano de 2020 do que se cuidar da pandemia. E se cuidar da pandemia é ficar em casa. Não mandem seus filhos pra escola. Escola é lugar de aprender e não de adoecer.

Os pesquisadores já cansaram de falar. Precisa 70% de pessoas em casa para reduzir os contágios. Enquanto os pesquisadores explicam, a prefeita e o governador mudam as regras e as cores das bandeiras e fazem o que um grupo de empresários pedem.

Não tem economia sem trabalhador saudável. Prefeita cuide dos trabalhadores de Pelotas. Prefeita, escute a ciência.

COMPOVO no Contra Ponto Debate da RadioCom debate a Segurança Alimentar em Pelotas, RS nessa quinta-feira 10/09 às 10h30...
09/09/2020

COMPOVO no Contra Ponto Debate da RadioCom debate a Segurança Alimentar em Pelotas, RS nessa quinta-feira 10/09 às 10h30min.

Compovo debatendo o descaso com a educação em Pelotas. Na Rádio Com, amanhã!
02/09/2020

Compovo debatendo o descaso com a educação em Pelotas. Na Rádio Com, amanhã!

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