Sou apenas o sujeito do verbo estudar” (BACHELARD, 2008, p. 7). Em seu último livro, meses antes de seu falecimento, Gaston Bachelard definiu-se como um estudante. Julgamos ser-lhe fiel ao apresentar essa proposta Grupo de Estudos TOPOS: Design, Educação e Imaginário. O Grupo TOPOS é uma entidade científica de Pesquisa do IFSul/Pelotas, com interesse de pesquisa e estudos nas seguintes linhas: 1)
Design, Educação e Imaginário, que procura investigar a possibilidade de haver uma pedagogia do imaginário que leve em conta a boa consciência do trabalho alternado das imagens e dos conceitos nos campos de estudos do design. O objetivo é pesquisar e desenvolver as práticas da formação (bildung) dos sujeitos envolvidos com a educação no design. A linha tem como palavras-chave a Educação e o Design, a Formação e o Design, o Imaginário e o Design. 2) Design Vernacular, entendido aqui como soluções materiais ou visuais de artefatos presentes no cotidiano, e que indicam forte ligação simbólica com a cultura e o imaginário local (Estudos Culturais). A intenção é apresentar uma análise dos simulacros construídos a partir da apropriação técnica e simbólica destes produtos e sua representatividade nos diversos contextos sociais e culturais contemporâneos. Suas palavras-chave são: Vernáculo, Simulacro, Técnica, Simbólico, Imaginário, Estudos Culturais, Cultura Material, Design Emocional. 3) Representação Gráfica (Croqui), como modo de mediação entre a imaginação e a sua realização concreta. Esta linha de pesquisa procura aprofundar o entendimento das relações métricas, construtivas, simbólicas, mentais e manuais da imagem. Procura, em síntese, abranger estudos relativos aos componentes fundamentais do universo do desenho à mão, tentando tornar mais compreensíveis os seus aspectos cognitivos e comunicativos. Tem as seguintes palavras-chave: Desenho, Croqui, Comunicação, Imaginação, Cognição, Percepção, Representação, Expressão. Por último, 4) o Design de Espaço, que como linha de pesquisa, esforça-se em dar soluções aos desejos e as necessidades humanas em relação ao espaço habitado, considerando a adequação, a estética e o simbolismo do mesmo. A interpretação antropológica do Design do Espaço passa necessariamente pela descrição, compreensão e análise dos usos individuais e coletivos do mesmo. Tem um caráter polissêmico e interdisciplinar, pois se envolve numa “teia” analítica através de técnicas, percepções, memórias e imaginações. As palavras-chave são: Design de Interiores, Design Social, Design Emocional, Cultura Material, Design do Mobiliário. Todas as linhas apresentadas são fontes de estudos e pesquisas em Design, Educação e Imaginário. Segundo Severino (2007, p. 247), os Grupos de Estudos “se especializam em subtemas nos interior da área de conhecimento, cabendo aos participantes se alocarem nos grupos cuja temática é afim a seus interesses investigativos”. Esta tendência de se criar Grupos de Estudos e Pesquisa decorre da ideia, cada vez mais consistente no seio da comunidade acadêmica e científica, de que a produção de conhecimento deve ser um trabalho coletivo, realizado em equipes. Como um bom exemplo disso, sito o grupo do qual faço parte, o GEPIEM - Grupo de Estudos e Pesquisa sobre o Imaginário, Educação e Memória, lotado no PPGE, na Faculdade de Educação, da Universidade Federal de Pelotas, que trabalha desta forma, com reuniões grupais de grande eficiência. Portanto, a filiação dos pesquisadores, docentes e discentes, a esses grupos é de fundamental importância. Tanto que as agências de fomento têm prestigiado essa iniciativa. Particularmente, o CNPQ cadastra e apoia explicitamente os Grupos de Estudos e Pesquisa credenciados por suas instituições de origem, como no caso o IFSul/Pelotas. Na base de dados de seus Diretórios constam informações que dizem respeito aos recursos humanos constituintes dos grupos (pesquisadores, estudantes e técnicos), às linhas de pesquisa em andamento e os setores de aplicação envolvidos. O interesse deste Grupo de Estudos é, finalmente, estudar recortes temáticos específicos, no âmbito das temáticas mais amplas das Linhas de Pesquisa, de forma a construir projetos coletivos ou individuais, debatê-los em eventos científicos e divulgá-los através de suas publicações.