Vinícius Campos Assistente Social

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O PERFIL DO ASSISTENTE SOCIAL
O Assistente Social é um profissional generalista, gestor de pessoas, voltado a proposição de programas e projetos sociais que desenvolvam e emancipem as pessoas tornando-as atores sociais de suas próprias vidas.

A defesa da atenção psicossocial e do cuidado em liberdade exige de nós uma reflexão permanente sobre os rumos das polít...
04/06/2026

A defesa da atenção psicossocial e do cuidado em liberdade exige de nós uma reflexão permanente sobre os rumos das políticas públicas e dos modos de produzir cuidado. Os avanços conquistados pela Reforma Psiquiátrica brasileira e pela luta antimanicomial não representam um processo concluído, mas uma construção cotidiana, atravessada por disputas de projetos societários, concepções de sujeito e formas de compreender o sofrimento humano.
Em tempos de recrudescimento do conservadorismo, observamos a reatualização de práticas que, embora muitas vezes revestidas por novos discursos institucionais, retomam antigas lógicas de segregação, tutela e controle. Os novos manicômios nem sempre se apresentam por meio de grades e muros; podem emergir na negação da autonomia, na fragilização dos vínculos comunitários, na medicalização excessiva da vida e na substituição do cuidado pela contenção.
Para nós agentes das políticas públicas e sociais, pensar o cuidado implica reconhecer os sujeitos em sua integralidade, historicidade e inserção social. Significa compreender que o sofrimento psíquico não pode ser dissociado das desigualdades, das violências, das rupturas de vínculos e das múltiplas expressões da questão social. Não há cuidado ético quando há silenciamento, isolamento ou apagamento das experiências humanas.
Defender a política antimanicomial é, portanto, defender uma ética do encontro. É sustentar a escuta onde há estigma, construir possibilidades onde há exclusão e afirmar que toda pessoa, independentemente de sua condição de sofrimento, possui o direito de viver, circular, conviver e produzir sua própria história em liberdade.
Talvez o maior desafio do nosso tempo seja não permitir que a institucionalização da vida volte a ocupar o lugar da solidariedade, da cidadania e do cuidado compartilhado. Afinal, uma sociedade se revela não pela forma como controla suas diferenças, mas pela maneira como acolhe suas vulnerabilidades.

SaúdeColetiva SUS AtençãoPsicossocial

30/05/2026

❓*A Política Antimanicomial está dando certo? Por que é importante esse assunto ter ido para a saúde?*

Encerrando o *mês da luta antimanicomial*, compartilhamos a visão de um profissional da rede de saúde, associada a dados e evidências desses avanços.

David Diniz, assistente social e coordenador da EAP do Ceará, fala sobre como a articulação entre Justiça, saúde e assistência social vem fortalecendo o cuidado em liberdade e a atenção psicossocial nos territórios.

> 📲 _Confira a postagem nas redes do CNJ e compartilhe!_ https://www.instagram.com/stories/cnj_oficial/3907984434926581393/

Acho que você deveria tomar um café com Meridiana ☕️Entre afetos, silêncios e travessias, Meridiana nos conduz pela hist...
30/05/2026

Acho que você deveria tomar um café com Meridiana ☕️

Entre afetos, silêncios e travessias, Meridiana nos conduz pela história de uma família negra que busca ascensão social sem abrir mão de suas raízes. Com uma escrita delicada e profundamente humana, Eliana Alves Cruz revela as marcas do racismo, os conflitos de pertencimento e os sonhos que atravessam gerações. É um livro sobre memória, identidade e a coragem de existir entre mundos, carregando no peito tanto as conquistas quanto as cicatrizes do caminho.

A história de Meridiana e sua família é a minha história e de tantas outras famílias negras brasileiras.

Precisamos ler mais autores negros, precisamos ler mais literatura brasileira, precisamos conhecer . ✨📚

Confesso que O Amor nos Tempos do Cólera foi uma das leituras mais difíceis e, ao mesmo tempo, mais incríveis que já fiz...
27/05/2026

Confesso que O Amor nos Tempos do Cólera foi uma das leituras mais difíceis e, ao mesmo tempo, mais incríveis que já fiz.

Com uma narrativa detalhista e minuciosamente construída, entre o sarcasmo, o humor, a ironia e a perspicácia, Gabriel García Márquez, nosso amado Gabo, nos apresenta novas formas de compreender o amor e os relacionamentos.
O Amor nos Tempos do Cólera é uma desconstrução atípica do amor romântico. Um tiro fatal nos contos de fadas.

Com Fermina Daza e Juvenal Urbino, aprendemos que o amor também pode ser construído e cultivado; que é possível ser feliz em um amor calmo, tranquilo e sólido, sem depender necessariamente de uma paixão avassaladora ou do caos constante.
Florentino Ariza, particularmente, me provocou repulsa e me fez abominar toda e qualquer forma de afeto obsessivo.

Comecei a leitura calmo, tranquilo, descansado… mas, do meio para o final, o livro foi me embrulhando o estômago a cada página. As últimas páginas li com certa agonia e repulsa.
E acabei.

Cá estou eu, tentando digerir esse romance colérico, esse perturbador amor do cólera de Gabo.

Fiz um mergulho profundo em Fanon durante a minha pesquisa de mestrado. Li praticamente toda a sua obra e fui atravessad...
24/05/2026

Fiz um mergulho profundo em Fanon durante a minha pesquisa de mestrado. Li praticamente toda a sua obra e fui atravessado por interseções tão profundas que muitos resquícios ficaram em mim…
Assistir ao filme e fechar esse ciclo com a exposição, fruto de uma curadoria de arte, afeto, história e denúncias; é um divisor de águas e de histórias em mim.
No meu livro, em breve a ser lançado, “A Cara da Loucura: território, identidade social e saúde mental no hospital geral”, Fanon faz parte do início ao fim. E sim, Fanon permanece em mim.

A sala de aula tem um cheiro e sabor de vida em movimento e abundância que me cativa…Hoje foi dia de ministrar a discipl...
16/05/2026

A sala de aula tem um cheiro e sabor de vida em movimento e abundância que me cativa…

Hoje foi dia de ministrar a disciplina de Indicadores e Avaliação em Saúde na pós-graduação em Saúde Coletiva com ênfase em Estratégia Saúde da Família da .scs

Foi lindo de ver o empenho e dedicação dos alunos na discussão das intersecções e nuances do território com os indicadores em saúde 🫶🏾

15 de maio, dia do Assistente Social Foi com a voz trêmula e embargada que subi a tribuna da câmera dos vereadores de Pi...
15/05/2026

15 de maio, dia do Assistente Social

Foi com a voz trêmula e embargada que subi a tribuna da câmera dos vereadores de Piracicaba em 28 de maio de 2024 para receber a homenagem desta profissão que venho construindo com tanto orgulho ao longo da vida e “Tenho dito e gosto de afirmar que a minha história é uma história perigosa, como é a história de quem sai das classes populares, de uma subalternidade, e consegue galgar outros espaços. Essas histórias fortalecem o discurso da meritocracia, que diz que se você estudar e trabalhar, você chega lá… Aliás, tenho me perguntado: O que significa chegar lá? É perigoso tomar essas histórias como exemplares porque cria-se a impressão que quem não conseguiu sair dessa posição é porque não trabalha e não se esfoça. Ao contrário, conheço várias pessoas que se esforçaram, que trabalharam e ficaram pelo caminho”.

Conceição Evaristo

Hoje tive o prazer de participar da 3ª Jornada de Serviço Social do Hospital Municipal Gilson de Cássia Marques de Camar...
13/05/2026

Hoje tive o prazer de participar da 3ª Jornada de Serviço Social do Hospital Municipal Gilson de Cássia Marques de Camargo, dialogando sobre o tema “Saúde Mental e Subjetividade no Hospital”.

Foi um espaço potente de escuta, trocas e reflexões, marcado por diálogos extremamente ricos junto à equipe multidisciplinar, reafirmando a singularidade, a sensibilidade e a potência do trabalho desenvolvido pelos e pelas assistentes sociais na saúde mental no contexto hospitalar.

Agradeço imensamente pela acolhida generosa, pelas partilhas e pela construção coletiva de um momento tão significativo.

Em breve, um lançamento cheio de vivências, pesquisa e ciências…
13/05/2026

Em breve, um lançamento cheio de vivências, pesquisa e ciências…

09/05/2026

“Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana.”

Talvez essa frase resuma muito do que encontrei ao escrever *A cara da loucura: território, identidade social e a saúde mental no hospital geral*. Mais do que uma pesquisa, este livro foi um encontro com histórias, afetos, dores, silêncios e modos de existir que atravessam o cuidado em saúde mental.

No vídeo, compartilho um pouco da sensibilidade do método de pesquisa que escolhi trilhar; um caminho que reconhece que nenhuma escrita sobre a loucura pode ser feita sem escuta, presença e humanidade. Entre o território e o hospital, entre a técnica e a vida, procurei construir uma escrita que não apenas explique, mas também sinta. Venho tentando dá cara a loucura, revelar um rosto de pessoas que estão adoecendo e enlouquecendo nos hospitais.

Porque, no fim, cuidar, pesquisar e escrever sobre saúde mental exige ciência; mas exige, sobretudo, humanidade.

Em breve lançamento…
A Cara da Loucura: território, identidade social e a saúde mental no hospital geral

Endereço

Piracicaba, SP

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