Vinícius Campos Assistente Social

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O PERFIL DO ASSISTENTE SOCIAL
O Assistente Social é um profissional generalista, gestor de pessoas, voltado a proposição de programas e projetos sociais que desenvolvam e emancipem as pessoas tornando-as atores sociais de suas próprias vidas.

A Cara da Loucura: Território, Identidade Social e a Saúde Mental no Hospital Geral nasceu de encontros, escutas, histór...
03/09/2026

A Cara da Loucura: Território, Identidade Social e a Saúde Mental no Hospital Geral nasceu de encontros, escutas, histórias e dos muitos corpos que atravessam os territórios da saúde mental.

E agora quero encontrar vocês para celebrar esse livro.

📅 26 de setembro
⏰ 13h às 16h — Sessão de autógrafos
💬 15h — Roda de conversa: “Corpo, território e loucura”
✨ Com convidados especiais
- Escritor Júlio César Barroso
- Terapeuta Ocupacional Nina Carolina
📍 Clarice café & cozinha Clarice café & cozinha
Rua Major Maragliano, 387 – Vila Mariana
São Paulo – SP

Será uma tarde para conversar, escutar, trocar e pensar juntos sobre aquilo que os corpos carregam quando atravessam determinados territórios.

Aprendi com a escrita do livro que falar de loucura é também falar de corpo.
De território.
De marcas que a vida deixa na gente e das possibilidades de continuar existindo apesar delas.

Espero vocês.

Para autografar o livro, mas também para compartilhar presença, palavra, escuta e território.

🌿 26/09, no Clarice.
Venha fazer parte desse encontro.

Chega setembro e, de repente, parece que o mundo descobre que as pessoas sofrem.As fachadas ficam amarelas, os cartazes ...
02/09/2026

Chega setembro e, de repente, parece que o mundo descobre que as pessoas sofrem.

As fachadas ficam amarelas, os cartazes aparecem e as frases se multiplicam: “Você não está sozinho”, “Fale sobre seus sentimentos”.

Bonito. Necessário, talvez.

Mas algo me incomoda.

A vida não adoece em setembro. A solidão não espera o calendário. A fome não respeita campanhas. O desemprego não tira férias. A violência não desaparece com uma luz amarela.

Como trabalhador do SUS e da saúde mental, aprendi que cuidar da vida é muito mais do que pedir para alguém “procurar ajuda”.

É preciso perguntar: que vida estamos oferecendo às pessoas?

Que cidade acolhe quem envelhece sozinho?
Que trabalho não adoece?
Que escola escuta?
Que território protege?
Que política pública chega antes da crise?
Que serviço permanece quando setembro acaba?

Não sou contra falar sobre suicídio. Precisamos falar, e falar muito.

Sou contra transformar uma questão social, histórica, econômica, política e subjetiva em campanha de calendário.

Porque, quando reduzimos o sofrimento ao indivíduo, esquecemos suas condições de vida.

E quando a pessoa pede ajuda e encontra uma fila?
Quando busca cuidado e encontra um serviço sem equipe?
Quando conta sua história e ninguém tem tempo para escutar?

Talvez a pergunta mais incômoda seja:

Não basta dizer que a vida importa. É preciso construir condições para que ela possa ser vivida.

Saúde mental não deveria ser campanha.

Deveria ser política pública: cotidiana, territorial e permanente.

Porque setembro passa.

As pessoas ficam.

Que o amarelo não seja apenas a cor de setembro, mas o alerta de que cuidar da vida exige compromisso o ano inteiro.

01/09/2026

Hoje quero apresentar a vocês uma obra muito especial: O Corpo que Habito, do meu amigo e conterrâneo Júlio César Barroso Costa Barroso.

Júlio é assistente social e há anos caminha por entre histórias. Escuta dores, afetos, marcas, silêncios e, sobretudo, os modos que cada pessoa encontra para continuar existindo.

Talvez seja daí que nasça este livro: desse lugar onde a escuta encontra a escrita, onde o corpo guarda aquilo que a vida nem sempre consegue dizer.

Há poesia, memória, território, sofrimento e desejo. Há vidas que não se deixam reduzir a diagnósticos ou prontuários. Há aquilo que Conceição Evaristo tão bem nos ensina a chamar de escrevivência: quando a experiência vivida se transforma em palavra e a palavra passa a guardar memória.

Foi uma das leituras que mais me tocou nos últimos tempos.

E é uma alegria imensa compartilhar com vocês um pouco desse livro, escrito por alguém que, como eu, carrega no corpo e na memória as águas do Norte do Jequitinhonha.

O Corpo que Habito. 🤎📖

29/08/2026

SERVIÇO SOCIAL, SUBJETIVIDADE E SAÚDE MENTAL 🧠💬

No dia 10 de setembro, às 19h, a FAPSS São Caetano do Sul será espaço para uma roda de conversa muito especial sobre Serviço Social, subjetividade e saúde mental.

Para esse diálogo, teremos a presença do Prof. Dr. Jodeylson Sobrinho, docente adjunto do Departamento de Serviço Social da Universidade Federal de Sergipe (UFS), escritor e autor de importantes obras que atravessam o debate sobre Serviço Social, subjetividade, saúde mental e prática profissional.

Será um momento de diálogo e reflexão sobre a produção da saúde mental a partir de uma perspectiva social, considerando os marcadores sociais e subjetivos que atravessam as diferentes formas de ser, existir e produzir a vida em sociedade.

📅 10 de setembro
⏰ 19h
📍 FAPSS São Caetano do Sul
🎟️ Evento gratuito e aberto ao público

As inscrições são prévias e podem ser realizadas pelo link disponível neste post e pelos canais da FAPSS.

Esperamos vocês para essa conversa!

Se, algum dia, alguém me dissesse que eu iria ler uma fantasia, e pior, uma romantasia, provavelmente eu responderia que...
29/08/2026

Se, algum dia, alguém me dissesse que eu iria ler uma fantasia, e pior, uma romantasia, provavelmente eu responderia que não era exatamente o tipo de literatura que faria parte da minha vida. Muito menos um romance sobre um assistente social. Confesso que evito reviver trabalho na literatura.

Até que, um dia, depois da aula da especialização em Cuidados Paliativos, uma aluna se aproximou e disse:

“Professor, leia esse romance. Você vai gostar.”

Confesso: a capa me pareceu infantil demais. As primeiras páginas também me deram a impressão de uma escrita simples um tanto despretensiosa. Mas, vencido pela curiosidade, comprei o livro.

E que grata surpresa.

A Casa do Mar Gerúlio, de TJ Klune, foi uma das experiências literárias mais bonitas que tive nos últimos tempos. Não apenas porque me divertiu, mas porque, de algum modo, me fez voltar para algumas perguntas sobre a minha própria vida, pessoal e profissional.

A história me fez revisitar um olhar mais sensível e, ao mesmo tempo, mais simples para o amor, para o trabalho, para as relações que construímos e para aquelas que, inevitavelmente, perdemos pelo caminho.

Também me fez pensar sobre diversidade, transtornos mentais e sobre a pluralidade de formas de ser e existir. E talvez esteja aí uma das maiores potências do livro: ele consegue falar de questões complexas sem transformar a narrativa em uma aula. A fantasia abre espaço para discutir aquilo que, muitas vezes, a realidade insiste em tornar pesado demais.

Ri muito em algumas páginas. Chorei em outras. E, quando terminei, fiquei com aquela sensação estranha de quem se despede de pessoas que, embora nunca tenham existido fora daquelas páginas, de algum modo passaram a fazer parte da nossa vida.

E estou com saudades.

Saudades dos pensamentos, das situações, das conversas e, principalmente, da Talia.

Agora, um pequeno spoiler, bem pequeno mesmo:

Talvez você também se identifique com Lucy. O filho do diabo.

E talvez, quando perceber, já esteja completamente apaixonado por ele. ❤️📚

Às vezes, a literatura chega até nós justamente pelo livro que jamais imaginaríamos escolher.

Vale a pena olhar o novo com outros olhos.

26/08/2026

Cuidar onde a vida acontece

Em A Cara da Loucura, parto de uma ideia fundamental: o cuidado em saúde mental não pode permanecer distante do território onde a vida acontece. O território não é apenas um endereço ou delimitação geográfica; é o lugar onde se constroem vínculos, relações, conflitos, desigualdades, pertencimentos e possibilidades de existência.

Como escrevo no livro, “o território, aqui, não é apenas um espaço geográfico, mas um espaço vivo, onde se materializam as relações sociais, as desigualdades, os vínculos, os conflitos e também as potências.”

É justamente nesse espaço cotidiano que o sofrimento ganha forma, mas também onde o cuidado pode produzir novos caminhos. Por isso, cuidar no território significa reconhecer a pessoa para além do diagnóstico, compreender sua história, sua família, sua comunidade, sua moradia, seu trabalho e as condições concretas que atravessam sua existência.

A clínica precisa encontrar a vida real. Afinal, “é nesse chão concreto que o sofrimento se produz, mas também é nele que o cuidado pode ser reinventado.”

Nesse sentido, a Reforma Psiquiátrica não se realiza apenas na mudança dos serviços, mas na mudança do lugar onde escolhemos produzir cuidado: menos centrado no controle e mais próximo dos sujeitos, de seus vínculos e de seus territórios.

Como proponho na obra, trata-se de “ultrapassar a doença para enxergar o sujeito” e “abandonar a individualização do sofrimento para compreender sua dimensão coletiva.”

Cuidar no território é, portanto, cuidar no locus da vida cotidiana. É reconhecer que saúde mental também se produz nas relações, nos encontros, na moradia, na rua, na família, no trabalho, na comunidade e nas possibilidades concretas de pertencimento.

Porque, no fim, falar de cuidado em saúde mental é também perguntar: que sociedade queremos construir para que as pessoas possam existir, pertencer e viver com dignidade?

24/08/2026

Racismo científico, interseccionalidade e saúde mental

A discussão sobre racismo científico e suas permanências contemporâneas foi tema de reflexão na aula da Especialização em Saúde Mental Infantojuvenil da FAPSS São Caetano do Sul

O racismo científico não pertence apenas ao passado. Seus efeitos podem ser identificados na produção histórica de saberes, práticas institucionais e formas de classificação que contribuíram para estabelecer quais corpos seriam considerados desviantes, perigosos, inferiores ou passíveis de tutela.

Na perspectiva interseccional, compreendemos que raça, classe social, gênero, território e outras dimensões da vida social se articulam na produção das desigualdades e também nas formas de sofrimento, cuidado e acesso às políticas públicas.

Essa discussão dialoga diretamente com A Cara da Loucura: Território, Identidade Social e a Saúde Mental no Hospital Geral, livro no qual problematizo a relação entre território, identidade social, sofrimento e processos de institucionalização no campo da saúde mental.

Pensar a saúde mental infantojuvenil exige, portanto, reconhecer que crianças e adolescentes não existem fora de seus territórios e das relações sociais que os constituem. Antes de reduzir o sofrimento a uma categoria diagnóstica, é necessário compreender as condições sociais, históricas e políticas que atravessam cada trajetória.

Falar de saúde mental também é falar de racismo, território, desigualdade, direitos e produção de subjetividades.

📖 A Cara da Loucura
Vinicius de Souza Campos

FAPSS ServiçoSocial ReformaPsiquiátrica SaúdeMentalAntirracista Território DireitosHumanos

22/08/2026

Saúde mental infantojuvenil também se constrói no território.

Na aula de hoje, da especialização em Saúde Mental infantojuvenil da FAPSS São Caetano do Sul os alunos foram convidados a fazer a reflexão seguinte: antes de perguntar apenas “o que essa criança tem?”, talvez seja preciso perguntar: onde ela vive, com quem convive, o que enfrenta e quais possibilidades de cuidado existem ao seu redor?

O sofrimento psíquico não nasce separado da vida. Ele também é atravessado pelos vínculos, pela escola, pela família, pela pobreza, pelas violências, pelas redes de proteção e pelas possibilidades ou ausências do território.

Cuidar em saúde mental é, portanto, olhar para a criança e para o adolescente sem separá-los da história e do lugar onde suas vidas acontecem.

A aula foi construída com base na obra de minha autoria intitulada A Cara da Loucura: território, identidade social e a saúde mental no Hospital Geral.
Em breve teremos lançamentos presenciais do livro, mas já disponível no site da editora Editora CRV e na Amazon Brasil

📚 O lançamento de A Cara da Loucura está chegando!É com muita alegria que convido vocês para os lançamentos presenciais ...
14/08/2026

📚 O lançamento de A Cara da Loucura está chegando!

É com muita alegria que convido vocês para os lançamentos presenciais do meu livro, que serão momentos de encontro, diálogo e troca.

Além de conhecer a obra, teremos sessão de autógrafos, aula expositiva e roda de conversa, para conversarmos sobre os temas que atravessam o livro: saúde mental, território, identidade, cuidado em liberdade e os desafios da desinstitucionalização.

Será uma oportunidade para encontrarmos diferentes pessoas, experiências e perspectivas em torno de uma obra que nasceu da pesquisa, da prática profissional e, sobretudo, do compromisso com uma saúde mental cada vez mais territorial, humana e pautada em direitos.

📖 E você já pode adquirir o livro!

A Cara da Loucura já está disponível nas plataformas digitais, incluindo a Amazon e o site da Editora CRV.

E, para quem estiver presente nos lançamentos, teremos venda do livro com desconto especial de lançamento. ❤️

Em breve, divulgarei por aqui os locais, endereços, datas e horários de cada encontro.

Espero você para compartilhar comigo esse momento tão especial!

📚 A Cara da Loucura: Território, Identidade Social e a Saúde Mental no Hospital Geral

Comenta aqui: em qual lançamento você vai? 👇

Hoje celebramos 2 anos da Portaria GM/MS nº 4.876/2024 e da EAP-Desinst/SP, no Estado de São Paulo.São dois anos de uma ...
10/08/2026

Hoje celebramos 2 anos da Portaria GM/MS nº 4.876/2024 e da EAP-Desinst/SP, no Estado de São Paulo.

São dois anos de uma construção atravessada por lutas, desafios e pela responsabilidade de fazer avançar, no território paulista, os princípios da Resolução CNJ nº 487/2023 e da Política Antimanicomial.

Há dois anos, assumi esse desafio junto à Assessoria Técnica de Saúde Mental da Secretaria de Estado da Saúde. Desde então, todos os dias, é preciso renovar o compromisso com um projeto ético-político que reconhece o cuidado em liberdade como princípio, direito e horizonte de uma sociedade sem manicômios.

Hoje, sob o lema de Clarice Lispector “Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome” nos reunimos para olhar para as mulheres com transtorno mental em conflito com a lei, suas histórias e as intersecções entre gênero, raça, classe, território e tantas outras marcas que atravessam suas vidas.

Porque desinstitucionalizar não é apenas retirar alguém de uma instituição. É disputar modos de existir, produzir cuidado e construir, coletivamente, outras possibilidades de liberdade.

Endereço

Piracicaba, SP

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