Proposta do Espaço de Arte Mirabolando
A proposta de trabalho do Espaço de Arte Mirabolando baseia-se nos pressupostos contemporâneos do Ensino de Arte. Partindo desta referência, busca possibilitar às crianças e adolescentes a ampliação do repertório visual, a experimentação de diferentes materiais expressivos, a originalidade e criatividade em suas produções visuais, bem como o espaço de arte bu
sca ser um lugar de criação e invenção, instigando o interesse pelas Artes Visuais. Considerando o processo criativo de cada participante, através de propostas expressivas práticas, o professor/mediador irá desafiá-los a desenvolverem suas produções visuais de acordo com o observado em seu processo criativo. Para tanto os participantes serão convidados a experimentarem diferentes linguagens artísticas como: desenho, pintura, colagens, escultura e gravura. Partindo destas linguagens o Espaço de Arte se propõe a aguçar a imaginação pois como destaca Martins,
A imaginação é um modo de conhecer. Quando a criança, em seu pensamento projetante, maneja a matéria – massinha, lápis e papel, tecidos, roupas, sons – e cria no contato com ela, a imaginação criadora se desvela. Uma imaginação que também é capaz de antecipar, antever, pois imaginar é também já ter hipóteses para sua ação. (1999, p.118)
Esta proposta de trabalho destaca a importância de desenvolver a ampliação do imaginário como uma das formas de possibilitar aos participantes o conhecimento de seus gostos e preferências pessoais, formulando hipóteses e propondo soluções para problemas que surjam durante o processo de produção de imagens. Também destaca ser essencial que possam experimentar e criar suas formas, desprendendo-se de padrões e modelos clichês, fugindo das formas prontas a que geralmente possuem acesso, sem estarem presos a cópias e reproduções que os privam das muitas possibilidades de desenvolverem suas expressões e marcas singulares. Concordando com Pillotto, “somos nós educadores, que podemos ou não formar meninos e meninas que reproduzem estereótipos ou meninos e meninas que experienciam a leitura, a poética e a fruição” (2001, p.15).