10/08/2026
🦟 Os resultados do primeiro ciclo do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa/LIA), divulgados pelo Ministério da Saúde, acendem um alerta para a Região Sudeste. Os dados mostram que apenas 31,5% dos municípios apresentaram índice de infestação considerado satisfatório, enquanto 48,3% estão em situação de alerta e 20,1% em condição de risco, indicando a necessidade de intensificação das ações de vigilância e controle do mosquito.
O levantamento, realizado entre janeiro e maio de 2026, permite identificar não apenas o nível de infestação pelo Aedes aegypti, mas também os principais tipos de criadouros presentes em cada região, subsidiando o planejamento das ações de combate ao vetor.
Na Região Sudeste, o estudo aponta que os depósitos móveis representam 47,1% dos criadouros encontrados, sendo os recipientes mais frequentes para a reprodução do mosquito. Fazem parte desse grupo vasos de plantas, pratos sob vasos, garrafas, bebedouros, pequenas fontes ornamentais, recipientes diversos e materiais armazenados em imóveis. Em seguida aparecem pneus e resíduos sólidos (27,8%), depósitos para armazenamento de água (12,6%), depósitos fixos (10,8%) e criadouros naturais (1,6%).
O cenário reforça que grande parte dos focos do mosquito continua relacionada a recipientes presentes no ambiente doméstico e que podem ser facilmente eliminados ou mantidos protegidos. A participação da população permanece sendo um dos pilares para reduzir a infestação e prevenir doenças como dengue, chikungunya e zika.
Segundo o Ministério da Saúde, os resultados do LIRAa e do LIA são fundamentais para orientar as estratégias municipais de vigilância entomológica, permitindo direcionar as equipes aos tipos de criadouros predominantes em cada território e fortalecer ações integradas entre os serviços públicos e a comunidade.
A Nota Informativa também destaca que, mesmo nos municípios que utilizam ovitrampas para monitoramento do mosquito, a realização periódica do LIRAa continua sendo recomendada, pois as metodologias são complementares e fornecem informações distintas para o planejamento das ações de controle vetorial.
Com a aproximação dos períodos de temperaturas elevadas e maior ocorrência de chuvas, o Ministério da Saúde reforça a necessidade de intensificar as atividades de vigilância, eliminação de criadouros, mobilização social e educação em saúde. No entanto, o enfrentamento das arboviroses depende de um esforço compartilhado entre o poder público e a população.
A eliminação de recipientes que acumulam água nos imóveis, a manutenção dos quintais limpos e a adoção de medidas preventivas pela comunidade são atitudes indispensáveis para interromper o ciclo de reprodução do Aedes aegypti. O controle do mosquito é uma responsabilidade coletiva, e a participação ativa de cada cidadão é decisiva para reduzir o risco de transmissão da dengue, chikungunya e zika.