28/08/2026
Como levar a emoção das artes visuais a pessoas que têm dificuldades de visão? Esse foi o desafio aceito pelas equipes da escola Pensi Casulo, de Rio das Ostras, e pela Robótica School. Os alunos e professores envolvidos na iniciativa escolheram a Casa de Cultura do Município para apresentar o protótipo do projeto “The Touch Art – Vibre com as cores!”, que transforma cores em padrões de vibração. Isso permite que pessoas com deficiência visual interpretem e criem artes visuais, além de propor uma nova linguagem artística que explora sensações.
Segundo os idealizadores, a Unidade da Fundação Rio das Ostras de Cultura foi o local escolhido para a apresentação por ser uma das grandes referências culturais da Região e por representar o ambiente certo para fazer a proposta ganhar vida, unindo tecnologia, arte, inclusão e cultura com o apoio da gestão do espaço.
“É gratificante ver que a Cultura serve de inspiração para jovens desenvolverem projetos inclusivos ligados a arte. E saber que a nossa Casa de Cultura Bento Costa Júnior foi escolhida para essa apresentação nos enche de orgulho. A Fundação de Cultura está sempre de portas abertas para iniciativas como essa porque a arte é para todos. Todos os envolvidos estão de parabéns”, declarou Rosemarie Teixeira, presidente da Fundação Rio das Ostras de Cultura.
Os integrantes do Projeto são os alunos Maria Cecília, Gabriela e Daniel, com orientação de Leonardo Veloso, do Pensi Casulo, e Shelomi Ferreira da Silva, pela Robótica School.
A Robots, do Pensi Casulo, explorou principalmente a aplicação do projeto na Educação e no ambiente escolar, enquanto a Robótica School direcionou o trabalho para museus, exposições e espaços culturais.
CORES QUE VIBRAM – Apresentando uma nova forma de sentir e interpretar a arte, a tecnologia transforma cores em diferentes padrões de vibração, permitindo que pessoas com deficiência visual percebam e compreendam obras visuais pelo tato.
Essa possibilidade também leva autonomia de criação artística a pessoas cegas, que podem se tornar criadoras de artes, produzindo suas próprias obras por meio da nova linguagem.
“A ideia vai além da acessibilidade. Qualquer pessoa pode experimentar