10/05/2026
Eu sempre me achei forte, mas foi sendo mãe que descobri uma força que eu nem imaginava que existia.
Quando o Lucas nasceu, ele não mamava. E como amamentar era um desejo enorme para mim, nos primeiros quinze dias eu tirava leite e dava com uma sonda no meu dedo, de três em três horas.
Depois vieram o gesso nas pernas com as noites difíceis, o choro dele e o meu. Vieram também outros tratamentos, exames, terapias e tantas fases que pareciam não ter fim. E, em cada uma delas, eu tive ao meu lado, além do Daniel, a minha mãe, sempre comigo.
Antes do Lucas, vivi também a dor da minha primeira gestação, quando descobri que minha menina tinha uma condição incompatível com a vida fora do útero. Por isso, o Lucas é meu bebê arco-íris, meu sonho, minha dádiva. E, diante da alegria de finalmente tê-lo nos meus braços, tudo o que ele precisasse de mim sempre pareceria pouco.
Quando as coisas começaram a se acalmar, veio o Gabriel. E com ele veio também um outro tipo de desafio: o cansaço de uma nova gestação enquanto eu ainda cuidava de uma criança pequena.
Mas o Gabi chegou leve. Mamando bem desde o primeiro dia, me mostrando que esse primeiro ano também podia ser mais tranquilo — sem terapias, sem exames, só a alegria de vê-lo crescer forte e saudável.
E então eu aprendi uma das coisas mais bonitas da maternidade: o amor não se divide, ele se multiplica.
Pude voltar a trabalhar cedo porque, além do meu marido, tenho mães incríveis ao meu lado — minha mãe, minha sogra e pessoas que cuidam dos meus meninos com um amor que me traz paz.
Olho para os meus filhos juntos, gargalhando, apaixonados um pelo outro, e sinto que meu coração quase não cabe no peito.
E no fim, entre tantos desafios e tantas bênçãos, olhando pra eles e para as mulheres incríveis ao meu lado (algumas até sem filho biológico mas com amor de mãe no peito) , percebo que esse é o amor mais profundo, transformador e verdadeiro que eu já conheci.
❤️