19/09/2021
FINAL DO BRASILEIRO DE 1985!🇦🇹
BANGU x CORITIBA
Você esteve neste jogo?
"O Rio de Janeiro inteiro colaborou. Flamenguistas, vascaínos, botafoguenses e tricolores se juntaram aos banguenses na festa. Mais de 90 mil pessoas pagaram ingresso para verem o jogo mais importante da história do Bangu. Do bairro, saíram caravanas do posto de gasolina de Castor, ônibus do Largo da Igreja e trens especiais rumo ao Maracanã.
Era 31 de julho de 1985, o dia em que a cidade acordou vermelha e branca. Moisés armou a sua equipe de acordo com os últimos jogos: Gilmar, experiente goleiro contratado ao Palmeiras em 1984. A defesa era formada no clube: Márcio Nunes na lateral-direita; Jair e Oliveira (ex-Americano de Campos) na zaga; e Baby na lateral-esquerda, este ainda jogador dos juniores. O meio-campo trazia Lulinha, ex-Campo Grande; Israel, ex-Serrano de Petrópolis e o sensacional Mário Marques, com passagens pelo Fluminense e Vasco. O ataque tinha Marinho na ponta-direita, destaque absoluto do Campeonato e ex-jogador do Atlético Mineiro e do América de São José do Rio Preto; João Cláudio, grata revelação do clube como centroavante; e Ado na ponta-esquerda, ex-Madureira, atuando pelo Bangu desde 1983."
"A "parede humana" do Coritiba só não teve como evitar a velocidade de Marinho. O ponta pegou pega a bola no meio de campo e os 90 mil presentes ao estádio parecem estar calados, respiração suspensa. O rápido camisa 7 dribla o zagueiro Gomes, ultrapassa com a simplicidade de um toque o quase intransponível goleiro Rafael e vê Gomes plantado debaixo das traves. A bola rola mansa por entre as pernas do vexado zagueirão e vai descansar no fundo da rede. Bangu 2 a 1. O Coritiba já era. Marinho corre e vibra. Eram decorridos 40 minutos da etapa final. A bateria da Escola de Samba Mocidade Independente de Padre Miguel tocava "Ziriguidum 2001", que dera o título à escola no Carnaval de 1985. A torcida estava enlouquecida. A taça era nossa!
De repente, um apito estridente soa mais alto que o samba da bateria da Mocidade Independente de Padre Miguel. O apito do árbitro Romualdo Arppi Filho, que anulou o gol, alegando um inexistente impedimento e roubando do ponteiro a alegria de se sentir vestido com a camisa 7 da Seleção Brasileira, um dia famosa no corpo do genial Mané Garrincha. Pior que isso, roubando do Bangu o título. O erro de Arppi Filho ainda foi mais grave porque o bandeirinha Osvaldo Campos confirmara o gol, correndo para o meio campo."
O Bangu foi o vice-campeão daquela competição, mas o brilho daquele time sempre será lembrado pela torcida banguense!
Texto citado: Nós é que somos banguenses - Carlos Molinari
Imagens: Ingresso cedido pelo Sr. Zezinho (Bar Oasis)
Recordar é Viver!
Fonte: Museu de Bangu