Sindsprev/RJ - Página gerida pela Secretaria de Imprensa e Divulgação

Sindsprev/RJ - Página gerida pela Secretaria de Imprensa e Divulgação O conceito de Previdência Social abrangia o seguro e
assistência social e as ações de saúde. Art. 194.

Com quase 30 anos de existência, Sindsprev/RJ (Sindicato dos Trabalhadores Federais em Seguridade e Seguro Social no Estado do Rio de Janeiro) tem história de lutas em defesa dos servidores da seguridade e seguro social. O Sindsprev/RJ (Sindicato dos Trabalhadores Federais em Seguridade e Seguro Social no Estado do Rio) surgiu da
organização dos trabalhadores da saúde e previdência social,
agreg

ados, na época de sua fundação, em 1989, no SINPAS –
Sistema Nacional de Previdência Social, criado pela Lei nº 6.439,
de 1º de setembro de 1977, integrado pelo INAMPS – Instituto
Nacional de Assistência Médica da Previdência Social, INPS –
Instituto Nacional de Previdência Social, IAPAS – Instituto de
Arrecadação da Previdência Social, Fundação Legião Brasileira
de Assistência – LBA, Fundação Nacional do Bem-Estar do
Menor FUNABEM, Empresa de Processamento de Dados da
Previdência Social – DATAPREV, Instituto de Administração
Financeira da Previdência e Assistência Social – IAPAS, Central
de Medicamentos - CEME e do próprio Ministério da Previdência
e Assistência Social, conforme seu primeiro estatuto registrado. Na época, todos os serviços
de saúde, hoje integrantes do SUS, eram próprios do INAMPS ou
por ele remunerados na forma de contas médicas. Com a reforma administrativa promovida pelo governo
Collor, em 1990, o INAMPS foi extinto e seus servidores,
alocados no Ministério da Saúde. O Ministério do Trabalho foi
então fundido com o da Previdência Social e as Delegacias
Regionais do Trabalho foram incorporadas ao INSS – Instituto
Nacional do Seguro Social, órgão resultante dos extintos IAPAS e
INPS. A LBA e a CEME também foram extintas e seus
servidores, redistribuídos para o INSS e Ministério da Saúde,
respectivamente. Posteriormente, o Ministério do Trabalho foi desvinculado
do Ministério da Previdência Social e as Delegacias Regionais do
Trabalho, desmembradas do INSS. A Constituição de 1988 ampliou o conceito de Sistema de
Previdência Social para Sistema de Seguridade Social, na forma
do art. 194. A seguridade social compreende um conjunto integrado
de ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade,
destinadas a assegurar os direitos relativos à saúde, à previdência
e à assistência social. A possibilidade de mudança na configuração dos órgãos
públicos já estava prevista no art. 2º dos estatutos do
Sindsprev/RJ, mas era necessária, por questão de afirmação, a
mudança de denominação para abrigar os novos servidores
incorporados pela reforma administrativa aos órgãos já
representados pelo Sindsprev/RJ, uma vez que os servidores
oriundos do SINPAS eram numericamente 10 (dez) vezes maiores
que os servidores dos demais órgãos. Art. 2º - A representação da categoria profissional abrange os
servidores lotados no SINPAS, no MPAS e em novos órgãos a
serem criados, transformados ou desmembrados no Estado do Rio
de Janeiro, e de servidores cedidos às instituições Estaduais e/ou
municipais por força de Reforma Administrativa. Com a alteração promovida em 1991, a denominação do
sindicato foi alterada de Sindicato dos Trabalhadores da
Previdência Social no Estado do Rio de Janeiro para SINDICATO
DOS TRABALHADORES EM SAÚDE, TRABALHO E
PREVIDÊNCIA SOCIAL NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. No entanto, sua base permaneceu a mesma, abrangendo
servidores da saúde, do trabalho e previdência social. Em 1999, o Sindsprev/RJ apresentou para arquivamento o
seu novo estatuto junto ao Ministério do Trabalho e Emprego. Documento no qual existe previsão expressa para representar os
servidores e empregados públicos vinculados à Saúde, ao
Trabalho e à Previdência social. Com quase 30 anos de existência, o Sindsprev/RJ sempre pautou
sua atuação pela defesa intransigente dos servidores da
seguridade e do seguro social, organizando greves, atos públicos e
mobilizações que, objetivamente, resultaram em conquistas
históricas para as categorias que representa. É o caso, por
exemplo, da jornada semanal de 30h para a saúde federal e parte
do INSS; da realização de concursos públicos nos níveis auxiliar,
intermediária e superior; da bem-sucedida luta contra a
privatização dos hospitais estaduais do Rio de Janeiro, quando do
governo Marcelo Alencar (PSDB); da luta pela reintegração dos
demitidos pelo governo Collor, em 1983; da vitoriosa luta pela
reintegração dos mata-mosquitos da Funasa, em 2003, após 5
anos de históricas mobilizações; da vitoriosa greve de 2003, no
INSS, que conquistou os 48% de incorporação do PCCS dos
servidores do Insttituto; da greve da saúde federal, em 2014, que
forçou o governo a respeitar o direito dos servidores ao
duplo-vínculo; e das greves da saúde federal e do INSS, em 2015,
que conquistaram a incorporação gradativa das gratif**ações
recebidas pelos servidores (GDASS e GDPST), beneficiando
milhares de aposentados ou trabalhadores em vias de se
aposentar. Na saúde dos municípios, o Sindsprev/RJ atua na luta pela
regularização funcional de agentes comunitários de saúde (ACS)
e agentes de combate a endemias (ACEs) segundo o dispostos na
Lei 11.350 e Emenda Constitucional 51.

Servidores aposentados e pensionistas fazem seu 20º Encontro, dia 12 de agostoServidores públicos federais aposentados e...
04/08/2026

Servidores aposentados e pensionistas fazem seu 20º Encontro, dia 12 de agosto

Servidores públicos federais aposentados e pensionistas farão seu Encontro Nacional no dia 12 de agosto. Será no Auditório Nereu Ramos da Câmara dos Deputados, em Brasília. A informação é do Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe).

O evento faz parte da Jornada de Luta dos servidores públicos em Brasília (de 10 a 13 de agosto) e pautará também estratégias de pressão política pelo fim do confisco previdenciário e pelo direito à negociação coletiva no setor público. Para o Fonasefe, é hora de intensif**ar a mobilização e conquistar o auxílio-nutrição para aposentados e pensionistas com a garantia do orçamento necessário para sua efetivação. Dignidade e direitos não se aposentam.

O auxílio-nutrição para aposentados e pensionistas é uma reivindicação histórica do Fonasefe. A cobrança da instituição do benefício por meio de Projeto de Lei de iniciativa do Poder Executivo está entre as reivindicações enviadas ao MGI em janeiro deste ano.

A pressão também está sob o Congresso Nacional. No Portal e-Cidadania, a proposta de manutenção do auxílio-nutrição teve o apoio de mais de 20 mil pessoas. Diante disso, a proposta foi transformada na Sugestão Legislativa nº 11/2025, que está em consulta pública e em tramitação na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado. Na Câmara dos Deputados, o parlamentar Rodrigo Rollemberg (PSB/DF), através da Indicação n° 1011/2026, sugeriu ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) que garanta o auxílio-alimentação para servidores públicos federais aposentados.

Para o Fonasefe, é hora de intensif**ar a mobilização e conquistarmos o auxílio-nutrição para aposentados e pensionistas com a garantia do orçamento necessário para sua efetivação. Dignidade e direitos não se aposentam!
O contexto da retirada desse benefício f**a ainda pior diante da desvalorização salarial acumulada ao longo dos anos e da cobrança de contribuição previdenciária que chega a comprometer 30% da renda dos aposentados e pensionistas.

Clique no link para sabre mais sobre a Jornada de Lutas (https://sindsprevrj.org/servidores-fazem-jornada-de-lutas-pela-aprovacao-de-projetos-do-interesse-da-categoria/).

Servidores fazem Jornada de Lutas pela aprovação de projetos do interesse da categoriaO Fórum das Entidades Nacionais do...
04/08/2026

Servidores fazem Jornada de Lutas pela aprovação de projetos do interesse da categoria

O Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe), o Fórum das Entidades das Atividades Típicas de Estado (Fonacate) e o Fórum das centrais sindicais estão convocando uma Jornada de Lutas, de 10 a 13 de agosto. A ideia é realizar mobilizações em Brasília e nos estados para a aprovação do PL da Negociação, da previsão de verba no PLDO para cobrir os resultados econômicos da negociação com o governo e da PEC 201 da redução da jornada de trabalho.

Para travar a votação destes projetos, o Congresso Nacional vem deixando de colocar estas propostas em análise nas comissões e no plenário da Câmara e do Senado. O artifício mais recente nesta direção foi a decisão de esticar a volta do recesso parlamentar do dia 3 para 10 de agosto. Por isto a importância da participação de todas as categorias de trabalhadores nas mobilizações em Brasília e nos estados no dia 10 de agosto pela aprovação da redução da jornada. Já os servidores federais fazem uma jornada de lutas com mobilizações de 10 a 13 de agosto.

João Paulo Ribeiro, o JP, representante da CTB no Fórum das Centrais Sindicais, falou um pouco mais sobre a Jornada. “De 10 a 14 é a semana de esforço concentrado do Congresso. As centrais estão envidando todos os esforços pela aprovação do fim da 6×1. E também na aprovação do PL 1.893 da negociação dos servidores públicos. Inclusive tem uma audiência pública sobre o assunto no dia 11”, adiantou.

Avaliou que os servidores públicos trarão muita gente para esta audiência em Brasília. Acrescentou que o relator do projeto – André Figueiredo (PDT-CE) – apresentou um novo texto, mais sucinto, que será avaliado pelas centrais, devendo ser votado em 11 de agosto. “Queremos resolver esta questão na Câmara, para depois ver aprovada a matéria também no Senado, na semana de esforço concentrado que vai de 31 de agosto a 4 de setembro”, explicou.

Negociação dos servidores – Além da PEC da redução da jornada, já aprovada pela Câmara, e que se encontra travada no Senado, por decisão do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e dos partidos de direita e extrema-direita, aguarda aprovação o Projeto de Lei (PL) 1.893/2026. O PL institui regras que garantem a negociação coletiva no serviço público e não foi votado em julho por falta de acordo entre o governo, o relator André Figueiredo (PDT-CE) e as centrais sindicais.

Outros itens importantes são a garantia de previsão de verbas no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLDO) de 2027 que cubra os itens econômicos resultantes das negociações entre as entidades sindicais dos servidores públicos e o governo federal, e o projeto de lei que passa a considerar crime os atos de misoginia (atos de ódio contra as mulheres).

PLDO – Com relação à negociação coletiva, está prevista a realização de uma audiência pública na Comissão de Administração e Serviço Público (CASP) da Câmara dos Deputados. O debate, intitulado “Por que não temos negociação coletiva para os trabalhadores dos serviços públicos no Brasil?”, acontecerá em 11 de agosto de 2026 (terça-feira), às 10 horas, por iniciativa da Deputada Federal Luciene Cavalcante (PSOL-SP), após requerimento apresentado com base na provocação institucional da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB), Fonasefe, Fonacate e centrais sindicais.

Já o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) para 2027 encontra-se na Comissão Mista de Orçamento e deve ser votado pelo Congresso Nacional após o recesso parlamentar. Ainda não há data definida. O PLDO é a proposta enviada pelo governo ao Poder Legislativo para definir as metas fiscais, as prioridades de gastos e as regras do orçamento para o ano seguinte, servindo de base para a criação da Lei Orçamentária Anual (LOA). O texto enviado em abril apresenta travas do Novo Arcabouço Fiscal, que ameaçam congelar salários, restringir benefícios e engessar as carreiras do funcionalismo no próximo ano.

Uma das travas do PLDO é o artigo 130 que estabelece um teto de 0,6% acima da inflação como limite para o aumento real das despesas com pessoal. Esta trava impede na prática qualquer possibilidade de recomposição salarial, uma vez que o próprio crescimento vegetativo da folha de pessoal já atingiria esse teto.

Jornada de Lutas dos Servidores

10 e 11/8 – Concentração no Anexo 2 da Câmara dos Deputados, às 9 horas; dia 11, às 16 horas, audiência pública, “Por que não temos negociação dos servidores públicos no Brasil?”
10/8 – Dia de Luta convocado pelas centrais sindicais pela redução da jornada de trabalho.
12/8 – Das 8 às 13 horas, 20º Encontro Nacional dos Aposentados e Pensionista do Mosap, no Auditório Nereu Ramos. E, às 9 horas, concentração no Anexo 2 da Câmara dos Deputados.
13/8 – Concentração o Anexo 2 da Câmara dos Deputados.

Clique aqui para saber mais sobre o Encontro dos Aposentados e Pensionistas (https://sindsprevrj.org/servidores-aposentados-e-pensionistas-fazem-seu-20o-encontro-dia-12-de-agosto/)

Congresso Nacional esticou recesso até 10 de agosto. Mobilizações vão de 10 a 13 agosto. Foto: Senado Federal.

𝐀𝐧𝐮𝐚́𝐫𝐢𝐨 𝐝𝐚 𝐒𝐞𝐠𝐮𝐫𝐚𝐧𝐜̧𝐚 𝐏𝐮́𝐛𝐥𝐢𝐜𝐚 𝐚𝐩𝐨𝐧𝐭𝐚 𝐝𝐢𝐬𝐩𝐚𝐫𝐚𝐝𝐚 𝐝𝐨 𝐟𝐞𝐦𝐢𝐧𝐢𝐜𝐢́𝐝𝐢𝐨 𝐧𝐨 𝐁𝐫𝐚𝐬𝐢𝐥Relatório do Anuário Brasileiro da Segurança P...
03/08/2026

𝐀𝐧𝐮𝐚́𝐫𝐢𝐨 𝐝𝐚 𝐒𝐞𝐠𝐮𝐫𝐚𝐧𝐜̧𝐚 𝐏𝐮́𝐛𝐥𝐢𝐜𝐚 𝐚𝐩𝐨𝐧𝐭𝐚 𝐝𝐢𝐬𝐩𝐚𝐫𝐚𝐝𝐚 𝐝𝐨 𝐟𝐞𝐦𝐢𝐧𝐢𝐜𝐢́𝐝𝐢𝐨 𝐧𝐨 𝐁𝐫𝐚𝐬𝐢𝐥

Relatório do Anuário Brasileiro da Segurança Pública 2026 divulgado em 23 de julho deste ano mostra um crescimento de 4% nos índices de feminicídio entre anos de 2024 e 2025. Foram 1.504 assassinatos de mulheres em 2024, contra 1.571 ocorridos em 2025. O que signif**a 4 mulheres mortas por dia. É a maior quantidade de registros desde 2015, ano de criação do feminicídio como tipo penal.

De acordo com o Código Penal Brasileiro, feminicídio é o assassinato de mulheres por razões que envolvem violência doméstica e familiar ou menosprezo ou discriminação à condição de mulher.

Anuário se baseia em informações de órgãos públicos

Uma iniciativa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Anuário sobre feminicídio se baseia em informações fornecidas pelas secretarias de segurança pública estaduais, pelas polícias civis, militares e federal, entre outras fontes oficiais da segurança pública. A publicação é uma ferramenta importante para a promoção da transparência e da prestação de contas na área, contribuindo para a melhoria da qualidade dos dados. Outro benefício do Anuário sobre feminicídio é contribuir para a produção de conhecimento sobre segurança pública, incentivar a avaliação de políticas e promover o debate de novos temas na agenda do setor.

Em março, Alerj criou a CPI do Feminicídio no Estado

Os índices de violência contra a mulher são tão alarmantes que, em março deste ano, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) criou a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Feminicídio. O objetivo é avaliar a eficácia das políticas públicas de proteção às mulheres no estado. A proposta, da presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, Renata Souza (PSOL), vai investigar o aumento nos índices de feminicídio no estado. A deputada também protocolou Indicação Legislativa para que o poder público estadual crie uma política de capacitação dos servidores públicos para identif**ação e prevenção à violência de gênero. A Alerj também vai analisar outros sete projetos de lei apresentados para a proteção dos direitos da mulher e o apoio a vítimas de violência física e sexual.

Pesquisa capta percepção das mulheres sobre violência

Em 2025, o Instituto de Pesquisa DataSenado, em parceria com o Observatório da Mulher contra a Violência,lançou a 11ª edição da Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher. Realizada a cada 2 (dois) anos, a pesquisa acompanha a percepção das mulheres brasileiras sobre a violência doméstica e familiar há 20 anos. No ano de 2005 a primeira edição do levantamento serviu de subsídio para a formulação da Lei Maria da Penha, sancionada em 2006, um marco no combate à violência contra a mulher no Brasil e referência mundial.

Mudanças sociais e medidas protetivas

Ao longo de duas décadas, a pesquisa sobre violência contra a mulher — incluindo o que hoje se tipif**a como feminicídio — evoluiu para captar não apenas a percepção, mas também a vivência das mulheres brasileiras, refletindo mudanças sociais e políticas. Temas como raça, gênero e tecnologia foram incorporados. Redes de proteção para combater a violência também foram implantadas, como as Medidas Protetivas de Urgência. Até hoje, a pesquisa já entrevistou 56.085 mulheres, tornando-se a maior e mais longa série histórica sobre o tema no Brasil.

“O aumento do feminicídio mostra que as instituições que compõem o Estado brasileiro não estão se movendo para enfrentar este problema, que está afetando em sua maioria as mulheres negras. É uma situação lamentável. É preciso que o Estado brasileiro se mova para acabar com os espantosos e inaceitáveis índices de feminicídio em nosso país”, criticou Osvaldo Mendes, dirigente da Secretaria de Gênero, Raça e Etnia do Sindsprev-RJ.

Foto: Mayara Alves.

Congresso Nacional estica recesso e só volta a funcionar em 10 de agostoProjetos importantes para os trabalhadores, como...
03/08/2026

Congresso Nacional estica recesso e só volta a funcionar em 10 de agosto

Projetos importantes para os trabalhadores, como a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 201, que acaba com a escala 6×1 e a substitui pela 5×2, reduzindo a jornada semanal de 44 para 40 horas de trabalho, f**aram para ser debatidos e votados a partir do dia 10 de agosto e não deste dia 3, quando acaba o recesso do Congresso Nacional (que, na verdade, findou em 1º/8, sábado).

A alegação formal é a realização das convenções dos partidos para aprovar o nome dos candidatos à Presidência e governos estaduais, senadores e deputados federais e dos estados. Mas, os motivos parecem ser outros, já que o prazo para a realização das convenções se encerra em 5 de agosto, nesta quarta-feira, portanto.

Mesmo assim, Senado e Câmara decidiram só voltar a funcionar, no chamado ‘esforço concentrado’, a partir de 10 de agosto. Isso signif**a que somente serão votados projetos considerados urgentes.

Negociação dos servidores – Além da PEC da redução da jornada, já aprovada pela Câmara, e que se encontra travada no Senado, por decisão do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e dos partidos de direita e extrema-direita, aguarda aprovação o Projeto de Lei (PL) 1.893/2026. O PL institui regras que garantem a negociação coletiva no serviço público e não foi votado em julho por falta de acordo entre o governo, o relator André Figueiredo (PDT-CE) e as centrais sindicais.

Outros itens importantes são a garantia de previsão de verbas no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLDO) de 2027 que cubra os itens econômicos resultantes das negociações entre as entidades sindicais dos servidores públicos e o governo federal, e o projeto de lei que passa a considerar crime os atos de misoginia (atos de ódio contra as mulheres).

PLDO – Com relação à negociação coletiva, está prevista a realização de uma audiência pública na Comissão de Administração e Serviço Público (CASP) da Câmara dos Deputados. O debate, intitulado “Por que não temos negociação coletiva para os trabalhadores dos serviços públicos no Brasil?”, acontecerá em 11 de agosto de 2026 (terça-feira), às 10 horas, por iniciativa da Deputada Federal Luciene Cavalcante (PSOL-SP), após requerimento apresentado com base na provocação institucional da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB), Fonasefe, Fonacate e centrais sindicais.

Já o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) para 2027 encontra-se na Comissão Mista de Orçamento e deve ser votado pelo Congresso Nacional após o recesso parlamentar. Ainda não há data definida. O PLDO é a proposta enviada pelo governo ao Poder Legislativo para definir as metas fiscais, as prioridades de gastos e as regras do orçamento para o ano seguinte, servindo de base para a criação da Lei Orçamentária Anual (LOA). O texto enviado em abril apresenta travas do Novo Arcabouço Fiscal, que ameaçam congelar salários, restringir benefícios e engessar as carreiras do funcionalismo no próximo ano.

Uma das travas do PLDO é o artigo 130 que estabelece um teto de 0,6% acima da inflação como limite para o aumento real das despesas com pessoal. Esta trava impede na prática qualquer possibilidade de recomposição salarial, uma vez que o próprio crescimento vegetativo da folha de pessoal já atingiria esse teto.

Jornada de Luta – O Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe), o Fórum das Entidades das Atividades Típicas de Estado (Fonacate) e as centrais sindicais estão convocando uma Jornada de Lutas, de 10 a 13 de agosto. A ideia é realizar mobilizações em Brasília e nos estados para a aprovação do PL da Negociação, da previsão de verba no PLDO e da PEC 201 da redução da jornada de trabalho.

Projetos específicos da saúde federal – Também aguardam aprovação o PL 3.102 que transfere os servidores da saúde federal para a carreira da Ciência e Tecnologia. A proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados, sofreu alterações no Senado, voltando para a Câmara. Já a PEC que transforma o cargo de auxiliar de enfermagem para técnico também aguarda votação.

Jornada de Lutas dos Servidores

10 e 11/8 – Concentração no Anexo II da Câmara dos Deputados, às 9 horas; dia 11/8, às 16 horas, audiência pública, “Por que não temos negociação dos servidores públicos no Brasil?”
10/8 – Dia de Luta convocado pelas centrais sindicais pela redução da jornada de trabalho.
12/8 – Das 8 às 13 horas, 20º Encontro Nacional dos Aposentados e Pensionista do Mosap, no Auditório Nereu Ramos. E, às 9 horas, concentração no Anexo 2 da Câmara dos Deputados.
13/8 – Concentração o Anexo 2 da Câmara dos Deputados.

Foto: Agência Brasil.

Pesquisas confirmam favoritismo de LulaUma pesquisa divulgada nesta sexta-feira (31/7) reforça o favoritismo do presiden...
31/07/2026

Pesquisas confirmam favoritismo de Lula

Uma pesquisa divulgada nesta sexta-feira (31/7) reforça o favoritismo do presidente Lula (PT) na disputa pela reeleição, e sinaliza as dificuldades de Flávio Bolsonaro (PL). De acordo com o instituto Alfa Inteligência, no primeiro turno o petista lidera com 43% das intenções de voto.

Em seguida, aparecem Flávio, com 29%, Ronaldo Caiado (PSD), com 7%, Romeu Zema (Novo), com 6%, Renan Santos (Missão), com 3%. Augusto Cury (Avante) tem 1%. Outros candidatos somados alcançam apenas 1%.

Lula lançará oficialmente sua campanha à reeleição neste domingo (2/8), em São Paulo. Nos cenários de segundo turno, Lula também aparece na frente quando confrontado com todos os demais adversários. Contra Flávio Bolsonaro, o presidente tem 48%, e o senador do PL 41%.

Instituto PoderData – Já o PoderData, instituto responsável pelas pesquisas do Grupo Poder360, divulgou nesta quinta-feira (30) o levantamento de julho com as intenções de voto para presidente da República nas eleições de 2026. Os números foram publicados pelo portal Poder360.

No cenário estimulado de primeiro turno, Lula (PT) lidera com 41% das intenções de voto, f**ando seis pontos percentuais à frente de Flávio Bolsonaro (PL).

Genial Quaest – Por sua vez, a pesquisa Genial/Quaest divulgada em 15 de julho aponta o atual presidente à frente na disputa pelo Palácio do Planalto. No cenário estimulado de primeiro turno, Lula lidera com 40% das intenções de voto. Em segundo lugar aparece o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que soma 28% da preferência do eleitorado nacional. Considerando a margem de erro, o petista tem vantagem numérica e está fora da zona de empate técnico.

Datafolha – Pesquisa Datafolha divulgada em 24 de julho pelo site do jornal “Folha de S.Paulo” mostra o presidente Lula (PT) com 40% das intenções de voto no cenário de primeiro turno, oito pontos à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL), que tem 32%. No levantamento anterior, divulgado em 20 de junho, o presidente tinha 41%, e o senador, 31%. Os números mostram um cenário de estabilidade.

Glossário do Ministério Público de MG ensina comunicação não discriminatóriaPara evitar a discriminação verbal, glossári...
31/07/2026

Glossário do Ministério Público de MG ensina comunicação não discriminatória

Para evitar a discriminação verbal, glossários antidiscriminatórios estão disponíveis. Material educativo, desenvolvido pelo Ministério Público do Estado de Minas Gerais, pode ser consultado. Você sabe o que é uma pessoa cisgênera? Ou o que signif**a corponormatividade? E “Direito à cidade”, é uma expressão que você já ouviu?

Caso se interesse em saber mais sobre esses assuntos, conheça a coleção de glossários antidiscriminatórios, desenvolvida pelo MPMG. São cinco volumes em linguagem acessível com o objetivo de difundir informações como fomento para uma comunicação não discriminatória, conforme informado pelo Ministério Público mineiro.

O Glossário Antidiscriminatório, coletivamente idealizado no âmbito do Grupo de Trabalho AntiLGBTQIA+fobia do MP de Minas Gerais, nasce da necessidade de difusão de informações e saberes como estratégia de fomento de uma comunicação não discriminatória. Em um primeiro momento, foi pensado a partir do pressuposto de que muitas pessoas ainda desconhecem, em parte ou totalmente, palavras e expressões importantes no campo da diversidade sexual e de gênero e, devido a esse desconhecimento, acabam tratando pessoas LGBTQIA+, ainda que sem intenção, de uma forma que pode feri-las e violar seus direitos, além de realimentar o ciclo da discriminação.

Desde então, o Glossário vem sendo construído e lançado em diferentes volumes, cada um com uma temática de combate às discriminações de grupos variados. “Já temos três volumes lançados, com os temas ‘Diversidade sexual e de gênero’, ‘Pessoas com deficiência e pessoas idosas’ e ‘Raça e etnia’”, explica texto do GT no site do MPMG.

O Grupo de Trabalho termina dizendo esperar uma reflexão positiva sobre o tema: “Esperamos que este Glossário Antidiscriminatório seja acolhido como uma oportunidade para ampliar a reflexão sobre os temas propostos e que o respeito seja o protagonista de todas as relações humanas. Nutrimos a expectativa de que estamos contribuindo para uma comunidade ministerial – bem como para uma sociedade –, cada dia mais democrática, plural, diversa, respeitosa e garantidora dos direitos fundamentais a que fazem jus todas as pessoas, sem discriminações de qualquer natureza”.

Confira o material educativo:

Volume 1 – Diversidade sexual e de gênero,
Volume 2 – Pessoas com deficiência e pessoas idosas
Volume 3 – Raça e etnia
Volume 4 – Equidade de gênero e combate à volência doméstica
Volume 5 – Outras formas de discriminação

Segue o link dos glossários: https://www.mpmg.mp.br/portal/menu/areas-de-atuacao/direitos-humanos/enfrentamento-as-discriminacoes/glossario-antidiscriminatorio.htm

30/07/2026
População do Rio de Janeiro é pega de surpresa por ciclone extratropicalSem que houvesse qualquer aviso das autoridades ...
30/07/2026

População do Rio de Janeiro é pega de surpresa por ciclone extratropical

Sem que houvesse qualquer aviso das autoridades sobre a aproximação do ciclone extratropical que se abateu nesta quarta-feira (29/7) sobre o Rio de Janeiro, a população foi pega de surpresa pelo caos que se instalou na capital e em todo o estado. Ventos de mais de 100 quilômetros por hora açoitaram a Região Metropolitana da cidade, desde as 15h30. Às 15h57, provocaram o desligamento das redes de distribuição e transmissão, afetando o Sistema Interligado Nacional (SIN) na área do Rio de Janeiro, segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

Os ciclones recebem nomes diferentes conforme a forma como se desenvolvem. Os tropicais nascem sobre águas oceânicas quentes, enquanto os extratropicais se formam em regiões de contraste entre massas de ar frio e quente — exatamente o tipo de sistema que costuma influenciar o tempo no Sul e no Sudeste do Brasil.

A situação que já era de surpresa e medo, piorou com a falta de energia elétrica, interrompendo o trabalho e impedindo que as pessoas voltassem para as suas residências. A pane na rede elétrica interrompeu o funcionamento do metrô. Centenas de pessoas f**aram presas em vagões. Também pararam de funcionar os trens; ônibus circulavam em número reduzido, e por rotas alternativas em vários pontos da cidade devido à queda de dezenas de árvores. Ficou precário ainda o contato com aplicativos de transporte; e os táxis não paravam.

Fenômeno pode se repetir com mais intensidade – Maria Clara Sassaki, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da Universidade de São Paulo (USP), avaliou que a tendência é fenômenos como o de quarta-feira se ampliarem. “Foram eventos muito severos, associados a uma atmosfera mais aquecida. Este tipo de tempestade que vimos no Sudeste é muito característica de verão, e ainda estamos no inverno (21/6 a 22/9). Tivemos uma frente pré-frontal com temperaturas de até 34 graus em várias cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. Quando a frente fria que veio do mar encontrou esta temperatura elevada, provocou estas rajadas de vento muito intensas”, explicou.

E acrescentou: “Esta é uma das consequências do aquecimento global e do El Niño, que está num nível moderado de intensidade. Ainda não é um El Niño forte. Mas as projeções climáticas indicam que ele vai aumentar de intensidade atingindo o ápice entre a primavera e o verão. Ainda há espaço para uma atmosfera ainda mais aquecida até o fim do ano”, adiantou.

Momentos de tensão na sede do Sindicato – A sede do Sindsprev/RJ foi pouco afetada pela forte ventania. O administrador do Sindicato, Cleber Mello, contou que foram momentos de tensão. “Por volta das 16 horas, apagaram as luzes. Achávamos que era um problema no Sindicato. Fomos lá fora e vimos que tinha acontecido a mesma coisa em toda a rua Joaquim Silva. Era muita ventania. As pessoas se encostavam nas paredes das casas com medo de serem atingidas por uma telha, um galho, uma cadeira mais leve. Os bares foram recolhendo mesas e cadeiras”, lembrou.

Acrescentou que escureceu de repente. “De cinco em cinco minutos passava aquela rajada de vento, e as árvores tombavam. Fomos dar uma olhada em toda a sede do Sindicato e, de repente, uma rajada veio por baixo da porta de vidro e derrubou o quadro com aquela foto histórica (de uma passeata de servidores no Centro do Rio). Derrubou o quadro por baixo; ele caiu no chão e espatifou o vidro. Todos estavam assustados. E tudo isso acontecendo com a sede sem luz. O vento forte batia nas janelas, fazia barulho, mas não chegaram a quebrar. Foi um susto enorme”, contou.

“Mesmo hoje (quinta-feira, 30/7) alguns locais ainda estavam sem luz no Centro da Cidade. Uma parte de Santa Tereza não tem luz. Árvores caíram, como aconteceu na Rua do Riachuelo. Caiu em cima de um trailer, em frente à Caixa Econômica”, disse. A secretária da Administração do Sindsprev/RJ, Josi Oliveira, disse que chegou em casa e a sua cadelinha, Lua, estava refugiada ao lado de uma parte ao lado do armário, tremendo, com medo do barulho do vento forte nas janelas. “Estava desesperada, sozinha em casa”, lamentou.

Sem aviso prévio das autoridades – O fornecimento de energia só foi restabelecido às 17h35. Em contato com o Sindsprev/RJ, o jornalista Henrique Acker contou que estava na rua quando começaram as fortes rajadas de vento. “Às 16h30 verifiquei que o tempo estava fechando demais, com muitas nuvens pesadas, mas não havia chuva, só muito vento, que levantava tudo pelo caminho. Muita poeira”, relatou.

Lembrou que, no Rio de Janeiro, há um centro de dados da Prefeitura, na Cidade Nova, com todas as informações sobre o clima e cidade. “O governo do estado também recebe as informações em tempo real da meteorologia, mas o primeiro comunicado da Prefeitura só saiu às 16h50, dizendo que o município tinha entrado em estágio 2, devido a ventos muito fortes, devendo se intensif**ar. Simplesmente não recebi, nem nenhum cidadão, um comunicado que passaria pelo Rio de Janeiro, um ciclone extratropical, que atingiu mais cedo São Paulo, vindo do Sul do País”, criticou.

Para o jornalista, do ponto de vista da Comunicação é um fato vergonhoso. “Estou passando agora (quarta, por volta das 18 hortas) em frente ao VLT e está tudo parado; com o metrô operando à meia-boca. Os trens parados e os ônibus trafegando em número reduzido. Os pontos de ônibus lotados. Ou seja, a população está jogada às traças”, opinou. “Estamos às vésperas de um processo eleitoral e os políticos cuidando de suas campanhas. Nem o governo do estado nem a Prefeitura se preocuparam com as pessoas. Se tivessem informado, daria tempo das pessoas se prepararem”, acrescentou.

Aquecimento global e clima caótico – O que aconteceu no Rio de Janeiro e em outros estados, como São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com fenômenos diferentes em outros pontos do mundo, como temperaturas recordes (chegando a 40 graus) os incêndios na Austrália e França, são consequência do aquecimento global, que os governos e fortes grupos econômicos não se preocupam em evitar que prossiga. Estas ocorrências são parte do que os cientistas classif**am como clima caótico, um desequilíbrio severo do clima na Terra, impulsionado principalmente pela queima de combustíveis fósseis.

Segundo o relatório sobre o Estado do Clima Global 2025, da Organização Meteorológica Mundial (OMM), o clima da Terra está mais desequilibrado do que em qualquer outro momento da história registrada, uma vez que as concentrações de gases de efeito estufa, impulsionam o aquecimento contínuo da atmosfera e dos oceanos. Lançado em 23 de março de 2026, o relatório alerta que mudanças rápidas e em grande escala ocorreram em poucas décadas, mas terão repercussões prejudiciais por centenas — e potencialmente milhares — de anos.

O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, afirmou que a Terra está sendo empurrada para além de seus limites e que todos os indicadores do clima estão emitindo alertas vermelhos: “A humanidade acabou de atravessar os onze anos mais quentes de que há registro. Quando a história se repete onze vezes, deixa de ser uma coincidência. É um alerta para a ação”.

Estragos causados pelo ciclone no Rio de Janeiro.

Assembleia aprova saída do Sindsprev/RJ da Fenasps e filiação à CSPBPor ampla maioria, trabalhadores da saúde e do INSS ...
29/07/2026

Assembleia aprova saída do Sindsprev/RJ da Fenasps e filiação à CSPB

Por ampla maioria, trabalhadores da saúde e do INSS aprovaram, em assembleia na tarde desta terça-feira (28/7), a desfiliação do Sindsprev/RJ da Federação Nacional (Fenasps). Em seguida, foi também aprovada a filiação do Sindicato à Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB).

Ao defender o desligamento da Fenasps, os diretores do Sindsprev/RJ, Christiane Gerardo e Rolando Medeiros, lembraram que a decisão da assembleia, na verdade, tornou oficial uma realidade que já existia há anos.

“A maioria que domina a diretoria da Federação há muitos anos excluiu a base do Rio de Janeiro das mesas de negociação da qual participa e das ações judiciais que move. Impede o Sindicato de participar e de sequer falar em seus congressos. Para que se tenha uma ideia, em plena greve da saúde federal, que representa 70% do Ministério da Saúde no Brasil, fomos impedidos de dar informes, em uma plenária nacional da Federação. A Fenasps mantém uma relação tóxica com o Sindicato, excluindo e prejudicando a nossa base e as nossas lutas, sendo nossa obrigação nos afastar desta entidade que não nos representa mais”, frisou a dirigente.

Rolando acrescentou que o Sindsprev/RJ e os servidores da saúde e do INSS que representa precisam de um espaço de representação que não têm, referindo-se à Fenasps. “Fomos impedidos de falar na Plenária Nacional da federação sobre a greve da saúde federal, repetindo o mesmo que aconteceu em congressos da entidade. A maioria da sua diretoria coloca os servidores representados pelo Sindicato de fora de todas as ações judiciais, prejudicando a nossa base. Participamos da fundação da federação; por isto mesmo, buscamos por diversas vezes o entendimento, inclusive em greves do INSS e da saúde, para que a federação nos representasse e não tivemos êxito. Fomos rejeitados e não temos razão para insistir em uma relação que já não existe”, disse.

O dirigente defendeu, ainda, a filiação à CSPB, “porque precisamos ter um espaço que não temos hoje e garantir uma entidade nacional que nos represente nas negociações nacionais com o governo”. O diretor do Sindsprev/RJ, Osvaldo Monçores, defendeu que o Sindsprev/RJ insistisse em cobrar da Fenasps a solução do impasse e que, somente não tendo sucesso nesta iniciativa, voltasse a discutir a desfiliação. Christiane Gerardo respondeu que a tentativa de diálogo vem sendo tentada há anos sem que haja sequer resposta por parte da Federação.

O diretor do Sindicato, Pedro Lima, cuja corrente política é minoritária na direção do Sindsprev/RJ, se absteve na votação da desfiliação. Fez o mesmo na da ida para a CSPB. Representando a corrente política Renascer, também minoritária na diretoria do Sindicato, Albirato Goudart, votou favoravelmente à desfiliação.

Como parte da proposta de filiação à CSPB, por iniciativa dos diretores Ivone Suppo, Osvaldo Mendes, Sebastião dos Santos e Sidney Castro, foi aprovada proposta de formação de uma Comissão do Sindsprev/RJ, que se reúna com a diretoria da CSPB para garantir a criação de uma Secretaria de Raça, Gênero e Etnia como parte da estrutura da confederação; e que a CSPB, em sua próxima eleição, represente em sua diretoria os segmentos da saúde, INSS e Funasa, na mesma proporção existente hoje no Sindsprev/RJ.

Decisão foi tomada em votação no auditório do Sindsprev/RJ. Foto: Mayara.

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