Fundação Dinarco Reis

Fundação Dinarco Reis A FDR colabora com o resgate da memória do movimento comunista brasileiro através de pesquisas e publicações. https://linktr.ee/fundacaodinarcoreis

8M: A nossa luta é uma só!A revolucionária Clara Zetkin propôs a comemoração de um Dia Internacional da Mulher na Confer...
08/03/2026

8M: A nossa luta é uma só!

A revolucionária Clara Zetkin propôs a comemoração de um Dia Internacional da Mulher na Conferência das Mulheres Socialistas de 1910, para honrar a luta das mulheres contra a exploração capitalista. O dia foi abraçado pelo calendário das revolucionárias devido aos acontecimentos em 1917 na Rússia czarista: milhares de mulheres foram às ruas nesta data exigindo seus direitos, contra a exploração e a guerra que a burguesia impunha ao povo. As mulheres foram uma grande força propulsora da Revolução Russa.

No Brasil, o 8 de março deste ano acontece em meio a um debate sobre violência infantil. No mês passado, o TJ-MG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais) absolveu um homem de 35 anos acusado de abusar de uma menina de 12 anos. O argumento para a absolvição é que havia “vínculo afetivo consensual”. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) abriu apuração sobre a decisão, considerando que a postura do tribunal pode abrir um "precedente perigoso" para questionar o Código Penal. Nos depoimentos, a menina apontava que o homem comprava cesta básica para sua mãe. A denúncia aconteceu porque a escola percebeu a ausência da criança e acionou o Conselho Tutelar.

A violência contra a infância não é um fato isolado, é uma engrenagem que alimenta a exploração do trabalho infantil, o tráfico de pessoas e a perpetuação do ciclo da pobreza. O grande capital se beneficia dessa massa de crianças e jovens desassistidos, que, sem acesso à educação de qualidade e a perspectivas de futuro, engrossam o exército de mão de obra precarizada e superexplorada. O combate à violência infantil passa por combater e superar o sistema que a naturaliza e a reproduz.

Pela vida das mulheres! Pelo direito à infância! Pelo poder popular!

Texto completo nos stories e no link: https://pcb.org.br/portal2/33707

07/02/2026

125 ANOS DE CLEMENTINA DE JESUS!

Clementina de Jesus nasceu em Valença, interior do Rio de Janeiro. Somente aos 63 anos ganhou reconhecimento. Tornou - se uma das maiores referências na música brasileira ao dar voz e resgatar a memória de seus antepassados, através das músicas que lhe foram transmitidas por sua mãe.

O estilo da Rainha Quelé era o partido alto, cantado em forma de desafio e improviso. Clementina expressou em suas canções a resistência do povo negro contra discriminação racial.

Viva a memória e resistência de Clementina de Jesus!

*Álbum citado no vídeo intitula-se "Clementina de Jesus - Convidado Especial: Carlos Cachaça". Este trabalho destaca a voz potente de Clementina com o sambista mangueirense, trazendo sambas tradicionais e jongo.

** Publicado originalmente pelo canal do Arquivo Nacional, no YouTube.

Curso: Uma introdução ao pensamento de LukácsInscrições abertas para bolsistas!FUNDAÇÃO DINARCO REIS APRESENTA:LUKÁCS E ...
30/01/2026

Curso: Uma introdução ao pensamento de Lukács

Inscrições abertas para bolsistas!

FUNDAÇÃO DINARCO REIS APRESENTA:

LUKÁCS E A ATUALIDADE DO MARXISMO

MINI CURSO COM JOSÉ PAULO NETTO

UMA INTRODUÇÃO AO PENSAMENTO DE LUKÁCS

AULAS EM FEVEREIRO ÀS QUARTAS, DAS 19:00 ÀS 21:30
PELA PLATAFORMA EVEN3

DIA 04/02 - AULA 1: A recusa do mundo burguês (1902 a 1918)

DIA 11/02 - AULA 2: A prova da política (1918 a 1930)

DIA 18/02 - AULA 3: Os tempos difíceis (1930 a 1958)

DIA 25/02 - AULA 4: O guerreiro sem repouso (1958 a 1971)

AS AULAS FICARÃO GRAVADAS
SERÁ ENVIADO CERTIFICADO PARA OS PARTICIPANTES

Inscrições para bolsistas no link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdmQmDTldglsGi0tvDMcl2M5Z-zj_K7Ss9JcSHlbGE0jlCsHA/viewform?usp=publish-editor

Link nos stories e bio

Curso: Uma introdução ao pensamento de LukácsFUNDAÇÃO DINARCO REIS APRESENTA:LUKÁCS E A ATUALIDADE DO MARXISMOGeorg Luká...
15/01/2026

Curso: Uma introdução ao pensamento de Lukács

FUNDAÇÃO DINARCO REIS APRESENTA:

LUKÁCS E A ATUALIDADE DO MARXISMO

Georg Lukács nasceu um Budapeste, Hungria, no dia 13 de abril de 1885. Torna-se doutor em Filosofia pela Universidade de Budapeste em 1909. Após a Revolução de Outubro de 1917, ingressa no Partido Comunista da Hungria. Em 1919, com a eclosão da Revolução Húngara, é designado vice-comissário do Povo para a Cultura e a Educação Pública, realizando profunda reforma educacional, socialização das editoras e abertura dos museus e teatros aos trabalhadores. O fascismo destrói a experiência socialista na Hungria e, no exílio em Viena, Lukács prepara os originais de uma de suas mais importantes obras teóricas: História e Consciência de Classe, publicada em 1923.

O livro foi condenado pela Internacional Comunista em seu V Congresso (1924), atacado por um suposto “revisionismo teórico”. Lukács afasta-se da política partidária ao ser ameaçado de expulsão do PC húngaro após a divulgação de suas Teses de Blum (pseudônimo usado na clandestinidade), derrotadas no II Congresso do Partido (1929), por defender a “ditadura democrática do proletariado e do campesinato” e retratar a classe trabalhadora como herdeira da melhor tradição da humanidade – incluindo aí a tradição revolucionária burguesa – e não apenas a criadora da nova cultura operária.

MINI CURSO COM JOSÉ PAULO NETTO

UMA INTRODUÇÃO AO PENSAMENTO DE LUKÁCS

AULAS EM FEVEREIRO ÀS QUARTAS, DAS 19:00 ÀS 21:30
PELA PLATAFORMA EVEN3

DIA 04/02 - AULA 1: A recusa do mundo burguês (1902 a 1918)

DIA 11/02 - AULA 2: A prova da política (1918 a 1930)

DIA 18/02 - AULA 3: Os tempos difíceis (1930 a 1958)

DIA 25/02 - AULA 4: O guerreiro sem repouso (1958 a 1971)

VALOR: R$ 80,00

AS AULAS FICARÃO GRAVADAS
SERÁ ENVIADO CERTIFICADO PARA OS PARTICIPANTES

Se inscreva pelo link: https://www.even3.com.br/curso-uma-introducao-ao-pensamento-de-lukacs-686302/

Primeira parte de uma entrevista com a histórica dirigente comunista e militante feminista Zuleika Alambert em 15/01/197...
21/12/2025

Primeira parte de uma entrevista com a histórica dirigente comunista e militante feminista Zuleika Alambert em 15/01/1979

Entrevista do Instituto Astrojildo Pereira para o Asmob do Cedem

Link nos stories e bio (site)

Live especial – Clóvis Moura: a história do Brasil Negro –25/11, terça, às 19h30Clóvis Moura foi um dos pensadores funda...
22/11/2025

Live especial – Clóvis Moura: a história do Brasil Negro –25/11, terça, às 19h30

Clóvis Moura foi um dos pensadores fundamentais para a compreensão da formação social brasileira. Sua obra rompeu com as interpretações tradicionais sobre a história do Brasil, ao demonstrar que a resistência negra - por meio dos quilombos, insurreições e guerrilhas - não foi um episódio marginal, mas um elemento central e dinâmico na história da luta de classes do país.

Moura desvendou a dialética do escravismo colonial, mostrando como a luta da população escravizada foi força motriz que tensionou as relações de classe. Sua análise do capitalismo brasileiro, onde o racismo se estruturou como pilar ideológico de sustentação, oferece uma chave indispensável para desnaturalizar as desigualdades contemporâneas, tornando seu legado intelectual uma ferramenta crucial do pensamento marxista no Brasil e para as lutas antirracistas atuais.

Para dialogarmos sobre a potência e atualidade da vida e obra militante de Clóvis Moura, convidamos especialistas no tema:

- Gabriel dos Santos Rocha é doutorando em História Econômica pela Universidade de São Paulo, instituição pela qual também é mestre em História Social e graduado em História. Estuda a escravidão e o capitalismo no Brasil, a situação social e econômica da população negra no pós-abolição, a história do movimento negro, e o papel de intelectuais na cultura e na sociedade.

- Soraya Moura é Historiadora, formada pela FFLCH da Universidade de São Paulo (USP). Especialista em organização e preservação de acervos históricos. É sócia -proprietária da empresa Armazém de História Produções Culturais, atuando no setor de pesquisas e preservação de acervos.

- Henrique Roberto Figueiredo é Educador Popular, professor de História no Ensino Médio e doutorando em História Econômica pela USP.

Acompanhe ao vivo: https://www.youtube.com/live/8aOaTzP-u9A?si=bASI9YcYwz4Y2Rt9

[PRÉ -VENDA] LIVRO "MOVIMENTOS SOCIAIS E IDEOLOGIA: CRÍTICA ÀS TEORIAS DOS NOVOS MOVIMENTOS SOCIAIS NO BRASIL" de CAIO M...
09/11/2025

[PRÉ -VENDA] LIVRO "MOVIMENTOS SOCIAIS E IDEOLOGIA: CRÍTICA ÀS TEORIAS DOS NOVOS MOVIMENTOS SOCIAIS NO BRASIL" de CAIO MARTINS

"Este livro oferece uma análise profunda e original da teoria dos Novos Movimentos Sociais a partir de uma perspectiva marxista, investigando sua difusão e sua relação orgânica com a estratégia democrática e popular do Partido dos Trabalhadores. Por meio de uma análise crítica de seus principais teóricos, o autor demonstra como essas teorias, apesar de suas fragilidades e da incipiente fundamentação teórica de suas críticas ao marxismo, lograram ampla difusão no senso comum de militantes e intelectuais brasileiros. Em sua pesquisa, Caio Martins revela a existência de uma homologia política entre tais teorias e a estratégia democrática e popular, permitindo que se formasse no seio da classe trabalhadora um caldo de cultura que mistura a crítica ao “socialismo real” com a defesa de direitos particulares. Dividida em duas partes e seis capítulos, a obra percorre desde a exposição sistemática das teorias dos novos movimentos sociais até a análise de suas determinações na formação social brasileira, passando pelo exame da relação entre intelectuais e lutas de classes e pela investigação das estratégias políticas da classe trabalhadora no Brasil. O autor conclui que somente a partir da perspectiva marxista, desprendida de dogmas e aberta a captar as novidades postas pelo movimento do real, é possível superar os limites tanto das teorias dos novos movimentos sociais quanto da estratégia democrática e popular. Leitura indispensável para pesquisadores, militantes e intelectuais preocupados com os rumos da organização política da classe trabalhadora e com a luta pelo socialismo no Brasil. Cezar Maranhão"

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COMPRE COM A EDITORA: https://lutasanticapital.com.br/products/pre-venda-movimentos-sociais-e-ideologia-critica-as-teorias-dos-novos-movimentos-sociais-no-brasil

CONHEÇA O CATÁLOGO DA "LUTAS ANTICAPITAL"!

Violeta Parra ingressou na carreira musical aos 15. Após a morte do pai, deixou a casa da mãe, no interior do Chile, e f...
06/10/2025

Violeta Parra ingressou na carreira musical aos 15. Após a morte do pai, deixou a casa da mãe, no interior do Chile, e foi morar em Santiago com o irmão Nicanor. Logo formou com a irmã Hilda a dupla Las Hermanas Parra, que cantava músicas folclóricas na noite.
Em 1953, Violeta já havia lançado os primeiros álbuns de sua carreira solo, quando a música tradicional chilena viveu um período áureo de resgate e valorização. Pôs-se a mapear ritmos, danças e canções populares, abdicando paulatinamente dos boleros que costumava cantar, e reuniu cerca de 3 mil canções tradicionais.

Violeta não era isenta em seu trabalho. Assumia uma posição de defesa daquele patrimônio, o que a colocaria na ponta de lança do movimento da nueva canción, na década seguinte. Já em 1956, quando a gravadora Odeon produziu uma série de discos intitulada El Folklore de Chile, Violeta foi chamada para coordená-la. Organizou os quatro primeiros volumes, num período em que tanto as rádios quanto o mercado fonográfico se dispunham a reproduzir aquele repertório.

Nos anos 1960, Violeta, que também era artista plástica, excursionou pela Europa como cantora, morou em Genebra, e foi a primeira artista latino-americana a ter uma exposição individual no Museu do Louvre. Desfeito o terceiro casamento, voltou ao Chile em 1965, a tempo de lançar com os filhos Ángel e Isabel a Peña de los Parra, híbrido de centro cultural e bar onde o público podia escutar música boa e tomar vinho.

Seu legado é inestimável para a música engajada latino-americana. Suas canções mais conhecidas são “Gracias a la Vida”, gravada por artistas como Mercedes Sosa, Elis Regina, Grupo Tarancón e Joan Baez, e “Volver a los 17”, mais conhecida no Brasil nas vozes de Mercedes Sosa e Milton Nascimento, em dueto. Sua história foi contada em 2011 no filme Violeta foi para o Céu, do diretor Andrés Wood.

Um (re)encontro com Clóvis MouraTamires Guimarães do Nascimento, Universidade Federal de São PauloMestra em Serviço Soci...
20/09/2025

Um (re)encontro com Clóvis Moura
Tamires Guimarães do Nascimento, Universidade Federal de São Paulo

Mestra em Serviço Social e Políticas Sociais pela Universidade Federal de São Paulo, Santos-SP, Brasil.

Resenha do livro Sociologia do negro brasileiro, de Clóvis Moura.

Texto completo em: https://fdinarcoreis.org.br/2025/09/03/um-reencontro-com-clovis-moura/

O racismo como arma ideológica de dominação IClóvis MouraIntelectual marxista e militante comunista. Dedicou-se aos estu...
09/09/2025

O racismo como arma ideológica de dominação I
Clóvis Moura

Intelectual marxista e militante comunista. Dedicou-se aos estudos das lutas negras. Diferentemente da pretensa intelligentsia brasileira, o autor deu sentido político aos protestos e insurreições negras desde o Brasil colonial, considerando tais levantes como motor da história e ampliando, assim, a perspectiva da luta de classes. Clóvis Moura nos deixou em 23 de dezembro de 2003.

Neste artigo, publicado pela primeira vez em 1994, na Revista Princípios, Clóvis Moura aborda o racismo como um arsenal ideológico de subsídio à dominação. Para o autor, o racismo transcende o viés acadêmico e estritamente científico, pois se trata de um mecanismo de sujeição e não de explicação antropológica. Nesta primeira parte do texto, Moura analisa como o racismo foi fundamental para o antigo sistema colonial e a expansão das metrópoles colonizadoras que, por meio do racismo, invadiu as áreas consideradas “bárbaras”, “inferiores” e “selvagens”.

Texto completo no link: https://fdinarcoreis.org.br/2025/09/03/o-racismo-como-arma-ideologica-de-dominacao-i/

O parvo, o pavão e o ocaso da teoria políticaPor Mauro Luis IasiBlog da Boitempo“Os idiotas vão tomar conta do mundo; nã...
18/08/2025

O parvo, o pavão e o ocaso da teoria política
Por Mauro Luis Iasi
Blog da Boitempo

“Os idiotas vão tomar conta do mundo; não pela capacidade, mas pela quantidade. Eles são muitos”
— Nelson Rodrigues

Completo em: https://pcb.org.br/portal2/33079

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