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A insistência da força brutaAchegada a época eleitoral, geralmente renovam-se as faces dos candidatos ao cargo máximo da...
29/09/2018

A insistência da força bruta

Achegada a época eleitoral, geralmente renovam-se as faces dos candidatos ao cargo máximo da hierarquia de nosso governo, contudo, algo ainda permanece constante na maioria de seus discursos, feito uma variável que une-os todos, dissolvendo-os, senão, em apenas um amplo espectro político; a variável é o controle estatal da economia; o espectro é, ― naturalmente, visto que concorrem à chefia do estado ―, o estatismo. Bem, analisemos brevemente um período histórico onde tal variável alcançara o cume de sua aplicação; não, não falo das Repúblicas Socialistas do século XX, proponho uma análise do século XVII, a época dos pensadores mercantilistas.
A esta altura, tivera a França consistentemente perseguido uma política mercantilista com a administração de Jean-Baptiste Colbert, ministro de Luís XIV. Sua política, de acordo com os ideias mercantilistas, visava usar o estado para implementar o comércio, o transporte e a indústria no país, e, assim, não medira esforços, nem despesas, o ministro, para a criação de oficinas de tecidos, linho, seda, rendas, tapetes, meias e espelhos; distribuíra subsídios, prêmios e empréstimos sem juros aos seus organizadores, a quem ele libertou das obrigações fiscais, enquanto muitos deles monopolizavam os direitos sobre a produção.
Colbert teve o cuidado de desenvolver o transporte; construiu uma frota considerável, incentivou o comércio com a Índia e fundou colônias na América. A importação de bens industriais estrangeiros foi proibida ou impedida, enquanto a exportação de manufaturados franceses foi estimulada, em típica manobra protecionista.
A indústria, implantada às custas do Estado, foi submetida por Colbert ao mais estrito controle. Como forma de garantir que as commodities francesas venceriam a concorrência estrangeira, o estado teve o cuidado de garantir que eram de alta qualidade, desenvolvendo inúmeros regulamentos e instruções para definir os detalhes mais meticulosos de suas fabricações: o comprimento e largura dos materiais, o número de fios em urdidura, métodos de tingimento, etc. Durante os primeiros anos de administração de Colbert, cerca de 150 regulamentos foram emitidos, estabelecendo regras para o fabrico e tingimento de artigos de tecidos; uma desses instruções, datada de 1671, continha 317 artigos relacionados a decoração dos produtos.
Inspetores de obras foram designados para ver caso essas regras foram respeitadas; examinavam as commodities tanto na oficina e no mercado, interferindo em todos os detalhes da produção. Commodities que tiveram sido fabricadas em violação das regras foram apreendidas e colocados em exibição pública, juntamente com o nome do industrial ou comerciante em causa, havendo, além da humilhação e descrédito social, ainda multas para os infratores.
E sua política fora um sucesso! Ao menos em seus primeiros anos de execução. Passados alguns anos, a regulação da indústria tornou-se um gigantesco obstáculo à melhoria técnica, inibindo a inovação e diversificação da produção, impedindo os industriais de adaptarem-se rapidamente às demandas de mercado, impondo restrições ao empreendedorismo e atividade dos fabricantes. Necessitando de vastas somas para sustentar sua burocracia estatal, praticamente todos os impostos recaíram sobre o campesinato, (que, ao contrário dos nobres e chegados da realeza, não estava isento de suas taxas), estagnando a economia camponesa.
Arruinada pelos pagamentos ao estado, os camponeses tornaram-se incapazes de desenvolverem novas técnicas agrícolas, trazendo, por fim, a nulidade da produtividade agrícola.
Colbert acendera a fagulha para a Revolução que viria anos depois pela combustão espontânea de seu próprio país. Sua fagulha inicial, perdida pelos livros de história, fora, não se esqueça, o desmedido controle do mercado pelo estado; a crença de que a riqueza pode ser multiplicada pela bruta força coercitiva.

Capitalismo pacificaEnquanto a perspectiva moderna acerca das interações humanas tende à análise marxista de constante t...
15/06/2018

Capitalismo pacifica

Enquanto a perspectiva moderna acerca das interações humanas tende à análise marxista de constante tensão e antagonismo predominante entre pessoas de diferente classes sociais, em um entendimento do sistema capitalista como um mecanismo propagador da violência direta, guerras, mortes e coerção, o registro histórico do desenvolvimento do livre-comércio no Mundo apresenta-nos justamente o contrário, senão expondo, ainda, concomitantemente ao seu estudo, o verdadeiro ambiente propício ao perpétuo estado de conflito humano.
Jerome Blum, historiador americano da Universidade de Princeton, traz-nos em seus estudos acerca da sociedade agrária russa, um violento caso de tomada de terra pelo senhor local de um camponês livre. O ato fora realizado com tamanha pungência, que as pessoas da época nomearam o ocorrido por ''campo do porrete'', dado que os servos do rico senhor haviam espancado o pobre fazendeiro em público a fim de exigir seu consentimento com a transferência de posse da terra. (Na maioria dos casos, vale dizer, o espancamento não seria necessário, suas ameaças bastariam.)
Desse relato, portanto, verdadeiramente generalizado em países da época como a Prússia, Polônia e Rússia, onde o senhor de terras local gozava de tanta autoridade sobre a população que o tratamento abusivo, mesmo sobre aqueles camponeses nominalmente livres, fazia-se desenfrado, podemos, então, extrair uma autêntica geratriz de tensões sociais: comportamentos desta espécie aparecem com maior persistência e facilidade naquelas sociedades que acham-se divididas por amplas barreiras de poder e status.
Agora, no entanto, tal afirmação também precisa ser melhor sustentada.
No mesmo período, na Europa Ocidental , por exemplo, concomitantemente aos brutais espancamentos, humilhações, roubos, desapropriações e assasinatos dos senhores de terras ao oriente do continente, o abuso do poder privado e o recurso à violência eram raros e tendiam, à longo prazo, ao desaparecimento.
As raízes de tal comportamento fincavam-se nos tempos medievais: os ambiciosos governantes dos estados-nações do ocidente conseguiram substituir seus próprios mandatos pelos de seus vassalos, isto é, desenvolveram um aparato judicial em operação sob regras pré-estabelecidas.
Como tais conjunturas foram alcançadas no Ocidente?
Os antigos estados medievais do ocidente foram auxiliados pela crescente burguesia, operando seus negócios sob as leis de mercado, que precisavam da proteção da lei para florescerem. Uma vez protegidos, ofereciam em troca à Coroa um contrapeso ao inimigo feudal comum.
A sociedade medieval se mantinha unida por laços pessoais vagamente definidos e abertos entre o senhor e o vassalo, o senhor e o servo,
mas os negócios não podiam operar nesse reino da indeterminação, onde a força e o poder custumam ganhar terreno, e precisavam de uma medida para todas as coisas.
Aquilo que acontecia ali, naquela época, era a nascente do capitalismo que conhecemos exigindo um caminho apropriado para despontar, um no qual cada homem fosse o senhor de sua vida própria e que nunca estivesse sujeito ao julgo e vontade alheia, residindo debaixo do simples, mas poderoso, princípio da liberdade, sem o qual nunca funcionaria.
Era um nascente capitalismo comercializando a paz.

Acerca do desenvolvimento dos impostos e confiscos governamentaisDe certo faz-se espantoso o vigor e energia com que cid...
05/06/2018

Acerca do desenvolvimento dos impostos e confiscos governamentais

De certo faz-se espantoso o vigor e energia com que cidadões costumam defender todos os tributos e taxas que recaem sobre seus ombros provindos de seus respectivos governos, assim como também é notável, por conseguinte, o desvalor concedido à propriedade privada nas circunstâncias atuais em que inserimo-nos, no entanto, nem sempre fora esta a atitude dos contribuintes ante o confisco arbitrário de suas posses.
Lambert de Hersfeld, um cronista eclesiástico do século XI, conta a história de um confronto entre o Arcebispo de Colónia e a comunidade de mercadores.
O Arcebispo queria um barco para seu amigo e hóspede o Bispo de Munster, e, com este intuito enviou seus homens para comandar uma embarcação apropriada de seus súditos e subordinados.
O Arcebispo pode ter agido dentro de seu tradicional direito; ou seja, os moradores de Colónia deviam, por obrigação, concedê-lo o desejo como parte da corveia feudal. Contudo, neste caso, o filho do proprietário do barco recusou-se a submeter-se, e, chamando alguns amigos, afugentara os soldados do Arcebispo, negando-lhe seu direito sobre sua propriedade.
O conflito rapidamente germinou em um motim, do qual saiu o Arcebispo vitorioso, finalmente, após grande apresentação de sua superioridade militar e constante ameaça de represálias.
Porém este não era o fim do assunto:
''... o jovem, que estava cheio de raiva e bêbado com seu inicial
sucesso, não deixou de fazer todos os problemas que poderia. Foi à cidade, fazendo discursos ao povo sobre o mau governo do
Arcebispo, acusando-o de impor encargos injustos às pessoas, de
privar os homens inocentes da sua propriedade e de insultar honrados cidadãos... Não foi difícil para ele despertar a população...''
O que sucedera-se, portanto, que dizimara tal espiríto libertador e insubordinado dos súditos ao redor do globo? Tal incidente de fato não fora inédito, pois tais incidentes ocorreram constantemente por toda Europa do período feudal.
Acontece que, eventualmente, os governantes compreenderam métodos de contornar tais incovenientes: fez-se mais rentável expropriar com indenização ao invés do simples confisco direto, de apreender por lei ou procedimentos judiciais ao invés da pura e evidente pilhagem.
Perpetuaram-se aqueles que melhor mascararam seus espólios, em tão minucioso e surpreendente procedimento, dos latifundios feudais aos gigantescos Estados modernos, que a odiosa e pesada corvéia, metaforseada n'outras formas, parece, a muitos contemporâneos, finalmente como ansiavam: fundamental e necessária.

Costa Rica um exemplo de crescimento, biodiversidade e capitalismo.Nas décadas de 70 e 80 esse pequeno país fora conheci...
13/12/2017

Costa Rica um exemplo de crescimento, biodiversidade e capitalismo.

Nas décadas de 70 e 80 esse pequeno país fora conhecido, como mais um centro-americano, agroexportador e sob influência direta do capital Estadunidense. Fato justificado pelas ambições da época, as quais acreditavam, na perspectiva frustrada de paridade do Cólon em relação ao dólar. Portanto a principal medida estatal de fortalecimento de sua moeda foi a atração do capital estrangeiro com exportações de commodities agrícolas, tendo seu principal produto a carne bovina. (Numericamente 1 Cólon de 1980 equivaleria aproximadamente a 140 do mesmo nos dias actuais.)
Em contraponto, tal política intervencionista acarretou em diversos problemas ecológicos, áreas de enorme biodiversidade amazônica tornaram-se planos pastos para os rebanhos. Porém, por mérito do turismo ambiental que cresce exponencialmente na América Central, esse cenário está a se reverter, segundo o Banco Mundial em 1983 apenas 26% do território Costa Riquenho era composto por florestas naturais, enquanto hoje, já ultrapassa os 50%. Esse crescimento mostra-se como um benefício promissor à economia dessa nação, hoje ao menos 2% do PIB vem de atividades ligadas à biodiversidade da região.
Milionários de todo o mundo adquirem hectares de terras e investem na construção de resorts ecológicos para atividades turísticas, preservação e desenvolvimento acadêmico junto ao meio ambiente, como a observação e estudo de pássaros, te**es biomédicos e dermocosméticos com plantas desconhecidas, ou com supostas propriedades medicinais, além do lazer para os estrangeiros, que proporcionam um encontro único com a cultura, o clima e a biodiversidade amazônica, com isso, estrangeiros chegam a mais de 60% do público interessado.
Ao contrário do Brasil e seus projetos intervencionistas, como o Calha Norte, SIVAM e RADAM, os quais sucumbiram ao fracasso, não foi necessário a interferência militar para garantir a proteção do bioma, visto que a Costa Rica é um país desmilitarizado. Em contraposição ao senso comum, o lucro dos empresários foi fundamental para o reaparecimento da matriz florestal, estima-se que actualmente pelo menos 10% das áreas de preservação ambiental, são propriedades que pertencem à esse novos investidores e contribuem incomensuravelmente para o desenvolvimento Costa Riquenho, assim como ao meio ambiente, às tecnologias biomedicinais e às felicidades individuais dos turistas que buscam um oásis em contraponto ao caos dos grandes centros urbanos.

A carnificina veganaCom a recente cultura veganista de ''proteção ao meio-ambiente'', o ser humano vem buscando iniciati...
19/03/2017

A carnificina vegana

Com a recente cultura veganista de ''proteção ao meio-ambiente'', o ser humano vem buscando iniciativas para diminuir o consumo de carne de origem animal. Porém, isso acarreta em problemas muito piores, pois, para substituir o consumo da carne, necessita-se de algum alimento de semelhante valor nutricional, afim de preencher o vácuo deixado pela rejeição ao alimento que saciou-nos por toda caminhada evolutiva, e a suposta solução vem com a soja.
O aumento do consumo da soja generalizado estimula a expansão das fazendas produtoras deste grão, o que significa, uma vez que tal vegetal, para sustentar o produtor, deve ser cultivado em grandes latifúndios, a ocupação cada vez mais maior de áreas ecológicas preservadas. A região Centro-Oeste do Brasil, onde situa-se o bioma do cerrado, sofre uma extinção invisível de todo seu ecossistema originário, do qual apenas 48% da vegetação primordial ainda se mantém. Altruisticamente, ao abdicar do consumo de carne preparada especificamente para consumo, matam-se animais distantes de todo esse sistema e todo uma fauna que não precisaria ser afetada, extinguindo espécies nativas, como o lobo-guará, a jaguatirica e o tamanduá-bandeira, todos com participação direta da expansão das plantações de soja em direção ao seu habitat.
Além dos problemas à natureza como um todo, podemos também analisar os malefícios que causam aos indivíduos que consomem o grão em excesso, como a falta das vitaminas B-12 e D, que são encontradas principalmente nas carnes vermelhas, peixes e ovos. A vitamina B-12, especificamente, é essencial para o funcionamento do corpo. Seu baixo consumo pode provocar anemia perniciosa, fraqueza, cansaço, problemas de memória, depressão e até paralisia em determinados estágios. Estima-se que 80% dos veganos de longo prazo sofram da falta dessa vitamina. Já a vitamina D, pode ser obtida majoritariamente pela exposição ao sol, porém, como os maiores índices de veganos estão em países no hemisfério norte, como o Reino Unido e a Suécia, que por suas localizações geográficas recebem uma menor intensidade de luz solar, isto pode, muitas vezes, significar um perigo à saúde. A baixa absorção pode gerar futuros problemas como fraqueza, osteoporose e doenças cardiovasculares, além de, quando vivenciadas a ausência dessa vitamina na infância, os perigos intensificam, desde má formações como o raquitismo, perda de peso e até a morte. Faz-se caso tão grave que, inclusive, a Organização Mundial da Saúde enfatiza que desestimula a dieta vegana às crianças, temerosa de seus resultados.
Um recente caso chocou a Grã-Bretanha. Nele, um casal de Londres alimentou seu filho de 5 meses somente com alimentos de origem vegetal, o qual, por raquitismo agudo originário da falta de vitamina D, veio a óbito. Isto fomentou a discussão ainda mais: Se o veganismo é extremamente prejudicial, principalmente à formação das crianças, por que ainda segui-lo? A liberdade de escolha alimentar dos pais está acima da vida dos filhos? Teriam eles assumido os riscos de morte ao alimentar o bebê com somente alimentos de origem vegetal?
Em todo o caso, é evidente que a decisão vegana expande-se para muito além do universo de seus adeptos, influenciando, desde alterações biológicas individuais, até a economia, fauna e flora da região.

Um pouco de liberdade salva muitas vidas.Dos processos de abertura econômica chinesa, imediatamente nota-se a formação d...
21/02/2017

Um pouco de liberdade salva muitas vidas.

Dos processos de abertura econômica chinesa, imediatamente nota-se a formação de uma pirâmide de crescimento.
A partir da ruína de sua economia planificada, ao final da década de 70, tornava-se inevitável a aproximação à um modelo econômico mais promissor, afim de contornar a fome e a miséria que a agricultura e industria controlada pelo Estado gerou. Por isso, nos anos 80, o governo chinês passou a conceder aos camponeses produtores maior liberdade sobre o próprio produto, retirando da produção final apenas metade como tributo, permitindo ao agricultor a decisão espontânea sobre o seu destino. Logo, aquilo que antes era tomado arbitrariamente para ser distribuído estava sendo comercializado em feiras livres.
Subitamente, a produção generalizada dos trabalhadores aumentou, evidentemente uma vez que seus excedentes eram comerciáveis. Se tornou comum ver cargas de alimentos chegando às feiras de manhã, principalmente repletos de frutas cítricas, que eram extremamente caras até então.
Com o tempo, uma nova burguesia ascendeu. No controle dos próprios meios de produção, a oferta de alimentos cresceu exponencialmente e os produtos finais detiveram melhoria na qualidade, além do preço, o qual, concomitantemente, diminuiu. As feiras, destruídas outrora por Mao Tse Tung, voltavam a fazer parte do cotidiano chinês.
Os produtos comercializados eram indubitavelmente superiores aos que eram ao Estado cedidos à uma péssima qualidade, por vezes mesmo estragados. Eram comuns doenças provocadas por esses alimentos em terríveis condições.
A evolução dos anos demonstrou o sucesso das feiras livres, as quais passaram dominar o mercado alimentício, em um aumento da qualidade de vida populacional e, sobretudo, libertação dos chineses diante da oportunidade de escolha, concedida pelo mercado. Consecutivamente acabando com a fome que assombrou a China durante o período de Tse Tung.
(Abaixo, cartaz publicitário do governo exaltando o plano economico de Mao, chamado ''O Grande Salto Adiante''. Seu fracasso culminou na morte de milhões de pessoas através da fome, no período conhecido com; Grande Fome de 1958-1961.)

Em 1946 Juan Domingo Perón, estatizou todas as companhias telefônicas argentinas, fundando a ENTel (Empresa Nacional de ...
28/01/2017

Em 1946 Juan Domingo Perón, estatizou todas as companhias telefônicas argentinas, fundando a ENTel (Empresa Nacional de Telecomunicações). Adquirindo 51% do mercado, e regulamentando e cedendo o restante ao corporativismo de empresas amigas.
As consequências não poderiam ser piores. As linhas eram uma das mais caras e ineficientes do mundo, a cidade se tornou famosa por seu centro entrelaçado com linhas clandestinas ligando os prédios comerciais.
Há aproximadamente 30 km da capital Buenos Aires, não existia nenhuma linha telefônica que cobrisse a região, obrigando os cidadãos a ter de inventar instalando linhas e antenas ilegais, esses mercados informais mostravam uma face oculta de um povo que tenta sobreviver mesmo com as excessivas e absurdas intervenções públicas. Segundo o economista Alberto B. Lynch, 40% da produção do país era desviada ao mercado negro.
Graças a essas artimanhas o povo conseguiu lidar com a crise que devastou a Argentina durante as ditaduras de Perón e posteriormente, a militar, e a economia acabou se comportando melhor que como previsto nas estatísticas. Enquanto o povo tenta sobreviver e criar riqueza, o estado a consome ferozmente.

Tradução do gráfico: Número de pessoas com acesso ao serviço de telefonia a cada cem pessoas desde 1975 a 1999, lembrando que em 1990 houve a privatização do setor, como observamos no marco.

A cultuação da gordura como padrão de beleza feminina é historicamente muito mais retrógrada de que progressista.Ao cont...
10/01/2017

A cultuação da gordura como padrão de beleza feminina é historicamente muito mais retrógrada de que progressista.
Ao contrário de como pensam os progressistas, o uso da mulher com altos índices de massa corporal como simbolo de resistência, na verdade não se trata de uma quebra de tabus, mas um retorno aos padrões estéticos que foram utilizados a milhares de anos para definir a mulher como saudável ou não.
Antes do advento do capitalismo moderno e consecutivamente dos avanços agrícolas, os alimentos eram bens de luxo, o qual praticamente uma aristocracia burocrata os detinham. Logo era comum entre os membros das realezas casos de obesidade e transtornos alimentícios, enquanto o povo sucumbia-se na fome, então as reservas de tecido adiposo passaram a serem consideradas proveitosas e símbolos de nobreza, e as mulheres que as detinham eram escolhidas com mais frequência, por serem consideradas sadias e melhores parideiras segundo os padrões da época, oque geralmente era um equívoco. (E infelizmente convivemos com isso até hoje em algumas tribos que obrigam as mulheres a engordar para agradar seus maridos, principalmente em tribos Africanas.)
Porém a partir da época renascentista e seus inúmeros avanços tecnológicos gerou um aumento nos produtos alimentícios que começaram a se tornar mais baratos e acessíveis, e assim consecutivamente até o final do século XIX e início do século XX.
Com a rápida ascendência política e independência financeira das mulheres nestes séculos, elas deixaram de ser apenas parideiras e passaram a ter um papel fundamental para a sociedade, logo seus corpos não precisariam mais de reservas de tecido adiposo para se parir um filho saudável e enfim poderiam ser magras sem serem julgadas como más parideiras ou mal alimentadas e doentes.
Independente de tudo, é fundamental que as mulheres sejam saudáveis, pois tanto anorexia quanto obesidade são doenças extremamente prejudiciais, e que cada uma escolha o destino melhor para seu corpo sem impedir as liberdades individuais das outras.

O libertarianismo é uma decisão espontâneaO passar do tempo, e a observação dos fenômenos que este trouxe consigo, dever...
17/12/2016

O libertarianismo é uma decisão espontânea

O passar do tempo, e a observação dos fenômenos que este trouxe consigo, deveria culminar em uma modernidade esclarecida e entendida, coerente, e até unânime, diante dos fatos e da história, entretanto, atingido 2016, ainda divergimos, repetimos e aplicamos o passado.
Evidentemente o pensamento filosófico da contemporaniedade tornou-se uma colcha de retalhos pré-selecionados de pensamentos antiquados, gerando uma aberração como moral a ser seguida. Não excluimos as ideologias imprestáveis, nem esquecemos as ideias ultrapassadas, verdadeiramente exaltamo-las e aplicamos hoje, como novas, em uma contradição digna do duplipensar orwelliano.
Nomes populares da filosofia, como Immanuel Kant, Karl Marx, Auguste Comte, Voltaire e Rousseau, que, aparentemente, formam a base intelectual atual, tiveram seus trabalhos lidos por, substancialmente, um pequeno número da população e, bem interpretados, por menos ainda, entretanto, uma vez que suas conclusões cativaram os intelectuais ao redor do Mundo, por meio destes, suas palavras puderam ser alcançadas pelo grande público, a massa em geral, ganhando a confiança e aceitação de seguidores que, verdadeiramente,nunca se esforçaram para entender essas obras, meramente aceitando aquilo que foi regurgitado por uma intelectualidade igualmente despreocupada com a veracidade do conteúdo.
E o que mais senão isto que caracteriza o senso comum? Uma ideia branda sobre o nada, uma vaga noção do que é certo e errado, uma democratização da confusão, na qual vivem a maioria, a espera de uma voz que lhes regurgite algum pedaço de conhecimento velho e sujo.
E essa permissão sobre o que você aprende e consome, essa depedência de uma voz para ditar-lhe os pensamentos e crenças que é responsável pela adulteração da história e inversão de valores, deixando-se guiar pelas palavras de outros e esquecendo o interesse real destes para contigo, em uma verdadeira reencenação de fraudes, golpes e mentiras do passado.
Deixar de buscar a verdade é viver na esperança de não estar errado.

O libertarianismo é a contracultura.Levando em consideração que cada vez mais o progressismo e o marxismo cultural estão...
06/12/2016

O libertarianismo é a contracultura.
Levando em consideração que cada vez mais o progressismo e o marxismo cultural estão embrenhados nos setores políticos, acadêmicos e culturais. O mundo caminha para um futuro incerto, o que seria a contracultura numa sociedade em que o marxismo cultural prevalece?
Bem, para responder isso devemos pensar em algum lugar, onde isso já acontece, como em Cuba, então vamos partir desse princípio. O que é ser um alternativo em Cuba? O que é ser “contra o sistema”? O que é ser um militante quando se há uma homogenia no pensamento?
Bom, um cubano que se considera conservador na verdade, sente um desejo de mudança maior de que um que se identifica como progressista, os progressistas se tornam conservadores, por desejar a perpetuação de um estado grande e multi abrangente, enquanto os conservadores, desejariam a mudança na forma de governo e alguma abertura econômica logo se tornam, a contracultura. Nessas condições, ser alternativo, ou defender a contracultura é apenas o indivíduo que faz trocas sem que o estado permita, o que seria denominado tráfico, ou livre comércio para um libertário.
O pescador que vende seu peixe que pegou em uma área de pesca proibida pelo governo, o taxista que levou turistas sem permissão, e até a pr******ta que vende seus serviços em troca de alguns dólares, e outras diversas pessoas que não ligam para regras impostas pelo estado, seja em Cuba, ou em qualquer lugar do mundo.

Artemisia Gentileschi foi uma artista italiana e uma das poucas representantes femininas do estilo barroco de pintura. A...
28/05/2016

Artemisia Gentileschi foi uma artista italiana e uma das poucas representantes femininas do estilo barroco de pintura. Artemisia certamente fora uma mulher independente, contudo, fadada, como qualquer enorme espirito, à dificuldade e solidão.
Artemisia fora uma mulher corajosa. Uma pintora incrível que deve ter desfilado muitas vezes seus talentos, deixando outros velhos e ultrapassados artistas com inveja daquela ousada e feroz dama, por toda uma Itália e Europa, naquela época extremamente intransigente.
Sua infelicidade, porém, inicia-se aos 19 anos, quando é violentada por seu tutor, amigo de seu pai. O próprio pai, ao deparar-se com a situação, denuncia-o, e todo o caso é levado até a corte.
Durante sete meses o julgamento arrastou-se e, como era um Estado que analisava-o, seu resultado não poderia ser menos cruel. A justiça governamental seguiu, naturalmente, as concepções e ideias publicas do crime. Logo, a jovem era julgada por uma corte desinteresada com a justiça, tao somente com a democracia.
Os julgadores alinharam-se a facilidade da intolerância e descriminação,e, desejando a manutenção de seus confortáveis assentos públicos, sentenciaram a pintora abusada a humilhantes e severas torturas, acusando-a de promiscuidade. Enquanto isso, o seu violentador nada sofria.
O ocorrido fez a artista. Ela tornou-se uma brava mulher, que, forçadamente, conhecida das sujeiras do planeta, dedicou-se com uma alma pura à arte e explanação da força da mulher.
Sua obra bastante famosa, Susana e os velhos, representa uma passagem bíblica:
"Susana era uma bela e jovem esposa de um rico judeu do século VI a.C. (período do Exílio), que sofre um assédio de dois velhos que frequentam a sua casa, surpreendendo-a no banho e exigindo que ela se submeta aos seus desejos sob pena de a difamarem. Susana resiste, é julgada e condenada. Posteriormente, o juiz Daniel reabre o processo e devido às contradições dos depoimentos dos acusados, prova a inocência de Susana e provoca a condenação dos velhos à morte."
Esta passagem foi muito explorada por outros artistas, em vários pontos da história, porém, somente Artemisia enxergou-a verdadeiramente, retratando o trauma, a violação e a repulsa do assedio sexual, onde todos os outros apenas viam s**o e eroticidade.
O abuso esteve retratado em todas as telas de Artemísia, por mais que camuflado. Era aquele ardor, era a dureza, o ódio e a intensidade, que não só suas obras, mas toda sua vida passou a possuir.
É isso que representa a violação da mais profunda propriedade de um ser. Daquela propriedade inerente ao nós. Que é nosso corpo.
Roubar o corpo de outrem é tirar-lhe um pedaço da existência, da vontade de viver. É rasgar um tanto da alma.
Um ato tão animalesco e destrutivo, que a ele cabe, tão somente, o mesmo trato que os velhos tiveram.
Tão nojento que, para ser digerido, exige uma bela pintura de superação e força.
Exige a historia dessa bela moça.

NÃO SE MATE POR NINGUÉMPode parecer que a existência na Terra é naturalmente regulada, que, desde o momento de nossa con...
10/04/2016

NÃO SE MATE POR NINGUÉM

Pode parecer que a existência na Terra é naturalmente regulada, que, desde o momento de nossa concepção, somos seres que temos obrigações, metas, objetivos e, o mais ultrajante, sentido.
Porém, somos desprovidos de tudo isso. Qual a razão de estarmos aqui, afinal? Você é nada, assim como eu. Fomos concebidos do ventre do acaso, uma cruel mãe. A mãe comum de todo o universo, deixou todos nós órfãos. Sim, lide com isso. Resta cuidarmos de nós mesmos.
Como numa abiogenese, fomos feitos do nada e nele largados. Nossa ''geração espontanea'' contradiz qualquer sentido que queira-se estabelecer e, desprovidos de significado, somos também dispensados de compromissos.
A vida, viver, não requer nenhum negócio. Não fazemos contratos para existir e, uma obrigação, só pode ser estabelecida caso haja um. Sua vivência compete somente a você, (caso queira denomina-la algum sentido, sinta-se livre), por isso, toda vez que ouvimos qualquer um bravar sobre obrigações e deveres, estamos, verdadeiramente, ouvindo argumentos pró escravagismo.
Qual a obrigação d'um ser humano? Seria estudar, fazer o bem, procriar, plantar, praticar esportes, pagar impostos, ser um bom cidadão, ser saudável? Qualquer uma delas soa, inevitavelmente, ridicula.
O estabelecimento de obrigações nos faz reféns. Se sua obrigação é estudar, e você, por acaso, não queira, o que lhe acontece? A eterna infelicidade, certamente.
Tenham em mente que tais preceitos variam e se alteram de acordo com a necessidade, ou custume, local. Pense numa situação de crise. Nela, rapidamente o governo local discursará sobre as obrigações de cada cidadão, podendo oscilar desde alistar-se no exercito para o combate na guerra, até a economia de água.
Deixar-se ser obrigado é matar-se.
Não se permita ser enganado, (ou deixe-se tanto faz). Quem fala de sacrificios pelo bem comum, obrigações, ou qualquer outra variante, fala de criar um contrato. Estabelecer permanentemente sua colaboração no esquema. Fala de comprar sua liberdade. Fala de fazer-te escravo.
Não se mate por ninguém, não se deixe ser morto. Viva de qualquer jeito, fazendo o que lhe faça feliz.

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Rio De Janeiro, RJ

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